quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

A Parábola do Farol e do Cais



Havia uma cidade à beira-mar, chamada Igreja, e todos os que nela habitavam eram marinheiros, resgatados das águas revoltas do pecado por um único ato de salvação. Essa salvação era o Farol, erguido por Cristo, o Capitão Soberano.

Naquela cidade, havia dois grupos principais de marinheiros.

O Grupo do Veleiro (Os Fortes)

Eles tinham entendido que, agora em terra firme, a vida não era mais regida pelas leis rígidas do mar (as antigas regras de comida e dias). Eles podiam pescar qualquer peixe, velejar em qualquer dia. Sua convicção era forte: "Somos livres em Cristo!" Eles sabiam que todas as coisas lhes eram lícitas.

Contudo, ao verem os outros, mais cautelosos, eles caçoavam: "Olhem só, estes ainda têm medo do mar! Por que comem apenas a fruta do porto e temem tocar no peixe que o Capitão nos deu?" O desprezo começava a ser nutrido, a "besteirinha de nada" que o seu texto alertou.

O Grupo do Cesto de Frutas (Os Fracos)

Eles haviam acabado de chegar. A memória do naufrágio ainda era viva, e o cheiro de peixe do mar lhes trazia ansiedade. Para eles, comer apenas as frutas plantadas no jardim da Igreja e guardar o Domingo com um rigor absoluto era a única maneira de demonstrar gratidão ao Capitão. Sua convicção era fraca: "Não podemos ofender Aquele que nos salvou!"

Ao verem a liberdade dos outros, eles sussurravam: "Estes são imprudentes, quase hereges! Eles vão tentar o Capitão novamente! Por que não se esforçam para serem mais santos?" O julgamento crescia no coração.


O Imperativo do Capitão

Um dia, o velho Faroleiro, que guardava os mandamentos do Capitão, convocou-os ao Cais.

"Marinheiros!", ele bradou. "Vocês olham para os vossos pratos e calendários, e esquecem-se do Farol! Por que o Capitão os resgatou?"

Os Veleiros responderam: "Pela nossa Liberdade!" Os Cestos de Frutas responderam: "Pela nossa Santidade!"

O Faroleiro suspirou e apontou para o Farol: "O Capitão os resgatou pelo Seu Propósito Soberano! Ele vos escolheu antes que a vossa embarcação fosse sequer construída, cumprindo Sua promessa de que o Cais estaria cheio de gente de toda nação – de fortes e de fracos."

Ele continuou, citando o imperativo do Evangelho:

"Se a vossa força vos faz desprezar o cauteloso, ela vos leva ao pecado, pois não produz Glória ao vosso Salvador!

Se a vossa cautela vos faz julgar o livre, ela vos leva ao pecado, pois usurpa o lugar do Capitão, que é o único Juiz!"

O Acolhimento em Cristo

O Faroleiro, então, pediu que olhassem para o Cais.

"O que o Capitão Jesus fez? Ele, que era o único perfeitamente livre (o 'Forte' por excelência), não viveu para Si mesmo, mas se fez marinheiro, comeu com os impuros e acolheu os doentes. Ele, que podia comer de tudo, jejuou. Ele, que podia descansar sempre, trabalhou até a Cruz. Ele imitou o Pai, não o homem."

"O Acolhimento é o dever de todos, não é opcional," concluiu o Faroleiro, "porque no Cais, judeus e gentios, Veleiros e Cestos de Frutas, são unidos pela mesma Graça Eleita, e são sustentados pelo mesmo Deus Soberano. A união de vocês é o maior farol para o mundo: ela mostra que a força de vocês não é em vocês mesmos, mas n'Aquele que morreu e ressuscitou para ser o Senhor de todos."


 Lição Teológica:

  • Soberania de Deus/Eleição: O Capitão escolheu os marinheiros "antes que a embarcação fosse construída" (referência a Rm 9).

  • Soli Deo Gloria: A motivação para não pecar é que tudo deve produzir glória ao nome do Senhor, não aos nossos próprios hábitos.

  • Acolhimento/Imitação de Cristo: A base para o acolhimento é que Cristo, sendo livre, se humilhou (Rm 15.1-3), imitando o Pai.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

História do sermão do dia 23/11/2025

Ele construiu impérios, lotou estádios, escreveu livros que mudaram vidas. Chamavam-no de "gigante da fé". Mas, nos bastidores, sua família desmoronava, a honestidade em seus negócios era obscura e ele maltratava a equipe. Ele era admirado por muitos e temido por poucos. Ele venceu o mundo, mas perdeu a si mesmo no processo...

Pergunto-vos:

  • Nossas conquistas ministeriais importam mais do que o nosso convívio diário com o amor e a condição real da nossa alma?

  • Estamos traindo o que cremos e não amamos?

  • Estamos seguindo Cristo com o corpo, mas perdendo a alma pelo caminho?

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

BREVE HISTÓRIA Rm 14.5-12

 

“O Dia e o Senhor”

A pequena comunidade de Roma se reunia em silêncio naquela manhã. Havia tensão no ar — não pela perseguição que rondava as portas, mas por algo mais sutil, mais corrosivo: os debates.
Uns diziam que certos dias eram sagrados, outros que todos os dias pertenciam ao Senhor. Havia quem se orgulhasse de comer de tudo, e quem se sentisse puro por não comer. A mesa da comunhão, que antes unia, agora dividia.

Foi então que Paulo escreveu. Sua pena deslizou com peso e ternura:
“Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja convicto em sua própria mente...”

Essas palavras chegaram até eles como vento fresco em meio à fumaça de disputas.
Entre os irmãos, um homem de cabelos grisalhos, Justus, se levantou. Com voz embargada, leu em voz alta:
“Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si.”

O silêncio se instalou. Cada um começou a olhar o outro — não mais como opositor, mas como servo do mesmo Senhor.
A jovem Lydia, que sempre observava o sábado com rigor, enxugou uma lágrima. O servo Marcos, que comia de tudo com gratidão, baixou a cabeça em arrependimento.

Paulo os havia lembrado de algo que todos haviam esquecido: Cristo morreu e ressuscitou não para que cada um vivesse segundo a sua razão, mas para que todos vivessem para Ele.

E quando chegou a noite, naquela mesma casa, eles voltaram a partir o pão.
Não havia mais debate sobre dias ou comidas.
Havia gratidão.
Havia temor.
E havia uma certeza ecoando em cada alma:

“Quer vivamos, quer morramos, somos do Senhor.”

Naquele instante, compreenderam — o problema não estava nos dias, mas nos corações que julgavam.
E o Deus que julga a todos, olhava do alto, sorrindo. Porque, enfim, seus filhos haviam aprendido a cuidar da própria vida… e a amar o irmão ao lado.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Rm 14.1 - A Igreja é lugar de acolhimento.

 "A Igreja: Um Porto Seguro"

Na vastidão do mar da vida, a Igreja é um porto seguro onde podemos ancorar nossas almas. É um lugar onde a segurança e o amor de Deus nos abrigam, nos protegem e nos dão força para enfrentar as tempestades.

Nela, encontramos abrigo das tormentas do mundo e podemos descansar nos braços de Deus. É um lugar onde podemos ser nós mesmos, sem medo de julgamentos ou críticas, onde podemos encontrar conforto e paz. E desfrutarmos das mudanças corretivas e amorosas de Deus, que nos fazem mais parecidos com Jesus.

A Igreja não é apenas um refúgio, é também um lugar de crescimento e aprendizado. É onde podemos descobrir mais sobre o amor de Deus e como aplicá-lo em nossas vidas. É onde podemos encontrar irmãos que nos apoiam e nos incentivam a seguir em frente.

Que possamos encontrar segurança e paz na Igreja, e que possamos ser luz para o mundo, refletindo o amor de Deus em nossas vidas.


sábado, 3 de janeiro de 2026

Memórias que sustentam

Lembro-me do que fui:

passos incertos, coração vazio,
olhos que buscavam e não viam.

Vejo quem sou agora:
filho amado, perdoado, lavado,
guardado no colo do Eterno.

E sonho com o que serei:
pleno, eterno, imerso em luz,
habitando onde não há mais pranto.

As promessas de Deus são âncoras firmes,
presas no chão da eternidade,
mantendo-me de pé em mares revoltos.

Hoje, ergo a voz em gratidão,
não só pelo pão que vejo na mesa,
mas pela vida que arde dentro de mim,
e pelo amanhã que já tem endereço no céu.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Autoridade de Deus — Poesia sobre Romanos 13.1-7

 

O crente, em tudo, deve andar com clareza,
Sujeito às autoridades, com firmeza.
Pois não há poder senão do Senhor,
Ele é quem rege com graça e vigor.

Por Ele reinam os reis na terra,
E os príncipes julgam, cessando a guerra.
A espada lhes foi por Deus confiada,
Para que a justiça seja praticada.

Não é o acaso que guia a história,
Mas o Deus eterno, em toda glória.
Desde antes do mundo existir,
Seu plano já estava a conduzir.

Aos bons governa com bênçãos e paz,
Mas aos maus, castigo Ele traz.
Mesmo Nabucodonosor, ímpio rei,
Foi servo usado no desígnio do Rei.

E quando a ordem humana fere a verdade,
O crente se firma em fidelidade.
Pois antes obedecer ao céu soberano,
Do que aos homens com plano profano.

As parteiras no Egito disseram "não",
E Daniel orava com convicção.
Três hebreus no fogo se lançaram,
Mas ao ídolo não se curvaram.

Pedro e os apóstolos bradaram também:
"Mais importa obedecer a Deus, amém!"

Assim caminha o povo do Senhor,
Com fé, com temor e com amor.
Reconhecendo que a autoridade vem do alto,
Mas que o limite está em Seu Santo Senhor.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

CORAÇÕES CHEIOS...



Ações e reações são inerentes ao homem. Questiona-se muito a origem desses atos, pois, principalmente, quando as atitudes são maldosas, provocam inevitavelmente reprovações. A pluralidade de opiniões, muitas vezes deixam as pessoas sem saberem como compreender tudo isso. Alguns afirmam que tais ações só podem ser provocadas por influências dopantes. Outros, ainda afirmam que a maldade praticada é um exercício aprendido. Tantos outros, apontam para questões místicas.

Em meio a tantas proposições e atos visíveis ocorrendo na sociedade, é inquestionável que homens agem e são estimulados por algo. Tanto os atos bons, quanto os ruins possuem uma origem. O povo de Deus deve ter maturidade suficiente nesse assunto. O conhecimento sobre isso na vida do crente deve ser dispar do descrente. Por qual motivo? Única e exclusivamente à Palavra de Deus (Bíblia).
A Escritura Sagrada é a fonte total de informações concernente à moralidade humana. O crente, impreterivelmente deve prender-se nas Escrituras. É a Palavra de Deus a fonte norteadora de tudo. O perigo em desconsiderar isso é: 1) Desconhecer as instruções bíblicas, é literalmente desconhecer Deus. Ou no mínimo, é estar afastado de Deus. 2) O crente desconexo da Bíblia está sob às vissicitudes do pluralismo incerto. Essas duas possibilidades são muito contundentes, e devem ser levadas em conta para que o crente se posicione corretamente.

Alguns textos comunicam verdades diante dessa situação supracitada: Jo 6.67.68 "Perguntou então Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras de vida eterna." Todo crente estudioso da Palavra, sabe que além de falar palavras eternas, Cristo era (é) a Palavra Eterna de Deus: 
(Jo1.1)

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo
era Deus."

Ainda, 

(Jo1.14)

"E o verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio
de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a
glória do unigênito do Pai.

Sabendo disso, é sine qua non conhecer o que motiva as atitudes, inércias, e as palavras das pessoas, independente das suas crenças. Diz a história: Certa vez, um homem caminhava por uma trilha na montanha e encontrou uma nascente. A água que saía dela deveria ser pura, mas estava suja, escura e cheia de folhas podres. Curioso, ele seguiu o curso da água até a fonte. Lá, viu que alguém havia jogado lixo dentro da nascente — galhos, animais mortos e toda sorte de impureza.

Assim é o coração do homem, quando não é limpo por Deus. Jesus disse:

Do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.” (Mt 15.19)

Não adianta tentar limpar apenas o rio mais abaixo com baldes ou filtros. É preciso ir à fonte. Somente Deus pode transformar um coração corrompido em um coração novo. Alguns simples versos na Palavra de Deus, deixam claro o que é o coração do homem, e sua condição finita, caída e morta. Homens necessitados do resgate e santificação, que só provém do poder do Salvador.


Gn6.5)

"Viu o Senhor que a maldade do homem se

multiplicara sobre a terra, e que toda a

imaginação dos pensamentos de seu coração

era má continuamente." 

Jr17.9)"Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas,

e perverso; quem o conhecerá?"

(Sl14.2,3)"Do céu olha o Senhor para os filhos dos homens, para ver se há

quem entenda, se há quem busque a Deus. Desviaram-se todos e

juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não há

sequer um."

(Mt15.18,19) "Mas o que sai da boca procede do coração, e isso contamina

o homem. Porque do coração procedem maus pensamentos, mortes,

adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias."

(Mt7.21-23) "Porque de dentro, do coração dos homens, saem os maus pensamentos,

os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a

avareza, a maldade, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia,

a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam

o homem."

(Rm3.10-12) "Como está escrito: Não há justo, nem um sequer. Não há quem

entenda, não há quem busque a Deus. Todos se extraviaram, e

juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há

nem um só."


Seguindo a historinha acima, há paralelo perfeito na CONFISSÃO BELGA, Art. 14, intitulado: A CRIAÇÃO DO HOMEM, SUA QUEDA E SUA INCAPACIDADE DE FAZER O BEM; propuseram assim nossos irmãos: "Cremos que Deus criou o homem do pó da terra, e o fez e formou conforme sua imagem e semelhança: bom, justo e santo, capaz de concordar em tudo com a vontade de Deus. Mas, quando o homem estava aquela posição excelente, ele não a valorizou e não reconheceu. Dando ouvidos às palavras do diabo, submeteu-se por livre vontade ao pecado e, assim, à morte e à maldição." Os versos acima representam toda à Escritura Sagrada que aponta para o homem sujo, caído e totalmente depravado. É o rio que deveria estar puro e limpo. Mas o pecado trouxe devastação para a raça humana. Da mesma forma, o CATECISMO BELA, e não somente ele, mostra o homem corrompido. Aquele que era pura e possuia capacidade de obdecer a Deus em todos os seus comandos, agora está sujo, e incapaz de ouvir, isso mesmo, ouvir, não é possivel nem dizer que o homem caído é incapacitado de obedecer a Deus. O homem caído, filho de Adão é incapaz de ouvir a Deus. Destarte, esse homem agora segue a inclinação do seu coração corrupto e mau. Por causa dessa verdade bíblica, o crente deve ter total ciência que o homem é responsável e agente direto dos seus atos. De forma alguma pode-se terceirizar a responsabilidade desse pecador. Inclinar para outras possibilidades é inocentar o homem e condenar o inanimado. É certo que, as substâncias entorpecentes impulsionam o que está no coração, elas não produzem sentimentos novos.  Sabendo disso, o crente deve zelar pelo seu coração. Piedade cristã é vasculhar diariamente o coração para saber quanta sujidade há, e como é possível limpar esse lugar tão especial que Deus concedeu para o homem. A falta de zelo se caracteriza em pessoas que não se interessam pela manutenção do seu coração. Sabe, pessoas que dizem: - Besteira, não preciso disso! - Não tenho tempo para perder com coisas tão subjetivas... Não é prudente negar as más influências. Elas existem e verdadeiramente fazem muito mal para aqueles que são conduzidos por elas. Um exemplo literário disso está em Crime e Castigo. Raskólnikov é um jovem estudante inteligente, mas miserável, que desenvolve uma teoria: pessoas superiores têm o direito moral de cometer crimes, se for por um bem maior. Ele se inspira em ideias filosóficas da época (nihilismo, utilitarismo, o “super-homem” que viria a ser desenvolvido por Nietzsche), acreditando que eliminar uma "parasita social" (a agiota) não seria errado. Na Bíblia encontramos relatos mostrando como essas circunstâncias acontecem. Eis aí alguns trechos:


(Gn3.1-8)


"Ora, a serpente era mais astuta que todos os animais do campo

que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que

Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?

E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim

comeremos, Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim,

disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não

morrais. Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.

Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os

vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.

E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável

aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu

fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela.

Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam

nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.

E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração

do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus

, entre as árvores do jardim." 


(Gn16.1-4)


"Ora Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos, e ele tinha uma

serva egípcia, cujo nome era Agar. E disse Sarai a Abrão: Eis que o

Senhor me tem impedido de dar à luz; toma, pois, a minha serva;

porventura terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai.

Assim tomou Sarai, mulher de Abrão, a Agar egípcia, sua serva, e

deu-a por mulher a Abrão seu marido, ao fim de dez anos que Abrão

habitara na terra de Canaã. E ele possuiu a Agar, e ela concebeu;

e vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus

olhos." 


(Gn30.1-5)


"Vendo Raquel que não dava filhos a Jacó, teve Raquel inveja de sua

irmã, e disse a Jacó: Dá-me filhos, se não morro. Então se acendeu a

ira de Jacó contra Raquel, e disse: Estou eu no lugar de Deus, que

te impediu o fruto de teu ventre? E ela disse: Eis aqui minha serva

Bila; coabita com ela, para que dê à luz sobre meus joelhos, e eu

assim receba filhos por ela. Assim lhe deu a Bila, sua serva,

por mulher; e Jacó a possuiu. E concebeu Bila, e deu a Jacó um

filho." 


(Gn27.1-18)


"E aconteceu que, como Isaque envelheceu, e os seus olhos se

escureceram, de maneira que não podia ver, chamou a Esaú, seu filho

mais velho, e disse-lhe: Meu filho. E ele lhe disse: Eis-me aqui.

E ele disse: Eis que já agora estou velho, e não sei o dia da minha

morte; Agora, pois, toma as tuas armas, a tua aljava e o teu arco,

e sai ao campo, e apanha para mim alguma caça. E faze-me um guisado

saboroso, como eu gosto, e traze-mo, para que eu coma; para que

minha alma te abençoe, antes que morra. E Rebeca escutou quando

Isaque falava ao seu filho Esaú. E foi Esaú ao campo para apanhar a

caça que havia de trazer. Então falou Rebeca a Jacó seu filho,

dizendo: Eis que tenho ouvido o teu pai que falava com Esaú teu

irmão, dizendo: Traze-me caça, e faze-me um guisado saboroso, para

que eu coma, e te abençoe diante da face do Senhor, antes da minha

morte. Agora, pois, filho meu, ouve a minha voz naquilo que eu te

mando: Vai agora ao rebanho, e traze-me de lá dois bons cabritos, e

eu farei deles um guisado saboroso para teu pai, como ele gosta; E

levá-lo-ás a teu pai, para que o coma; para que te abençoe antes da

sua morte. Então disse Jacó a Rebeca, sua mãe: Eis que Esaú meu

irmão é homem cabeludo, e eu homem liso; Porventura me apalpará o

meu pai, e serei aos seus olhos como enganador; assim trarei eu

sobre mim maldição, e não bênção. E disse-lhe sua mãe: Meu filho,

sobre mim seja a tua maldição; somente obedece à minha voz, e vai,

traze-mos. E foi, e tomou-os, e trouxe-os a sua mãe; e sua mãe fez

um guisado saboroso, como seu pai gostava. Depois tomou Rebeca os

vestidos de gala de Esaú, seu filho mais velho, que tinha consigo

em casa, e vestiu a Jacó, seu filho menor; E com as peles dos

cabritos cobriu as suas mãos e a lisura do seu pescoço; E deu o

guisado saboroso e o pão que tinha preparado, na mão de Jacó seu

filho. E foi ele a seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me

aqui; quem és tu, meu filho? 


(At5.1-5)"Mas um certo homem chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu

uma propriedade, e reteve parte do preço, sabendo-o também sua

mulher; e, levando uma parte, a depositou aos pés dos apóstolos.

Disse então Pedro: Ananias, porque encheu Satanás o teu coração,

para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a não ficava

para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este

desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus.

E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor

veio sobre todos os que isto ouviram.!"


Além desses textos, ainda existem inúmeros outros exemplos bíblicos de má influência. E o que fica evidente é que a influência só impulsiona aquilo que o coração estava desejando. Quer sejam influências vindas de homens ou demônios, elas devem estar amalgamadas com corações sedentos pelo mal. Por isso, aqui fica entendido que a influência não é a fonte, mas rega, robustece a fonte (coração). O Senhor Jesus disse algo maravilhoso que enrijece o que está sendo tratado: (Mt 6.21) "Porque onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração."  



DISTANTES DE DEUS

O homem vive num constante labirinto competitivo. A luta entre os pares é para chegar ao maior conhecimento reconhecido. Colocar o nome no f...