segunda-feira, 1 de maio de 2023

 

É impossível não afirmar que os mandatos pactuais são belíssimos e importantíssimos para a igreja nos dias de hoje. Da mesma forma, é insuportável perceber que pouco se conhece ou nada havia sido ouvido/lido sobre tais mandatos de Deus. Perturbador ainda é olhar para o Gênesis, e ver que sempre esteve ali e não era encontrado. Por causa disso os corações devem mergulhar em duas certezas: 1 – ALÍVIO; pois, pela graça de Deus, agora, o conteúdo é visto e pode ser aprendido. 2 – OUTRAS? Sim, quantas outras verdades de Deus estão passando sob os narizes dos crentes, e eles ainda não estão percebendo (Lc 24.16). Um grande exemplo disso acontece todos os momentos quando o crente se dedica ao estudo da Bíblia. Querem descobrir tudo. Querem conhecer muito. Mas, poucos percebem que de tudo que se pode conhecer na Bíblia vem de Deus. Então, antes de conhecer todo possível, o melhor para o crente seria conhecer mais de Deus. Olhando para o assunto que está sendo ministrado, o que se pode saber de Deus, que fará uma apinhada no conhecimento, que redundará no robustecer da fé? Eis um pouquinho de Deus ao se relacionar com Adão: “Deus não é somente um Deus Bondoso, Bem Feitor, Sábio, Santo, Poderoso, mas também Soberano. Ele impõe todas as regras no seu domínio como Legislador e Governante. Esse Soberano Governante pôs Adão debaixo de suas ordens. Deus ordenou não somente que o homem não ficasse ocioso em seu habitat, mas também prescreveu que fizesse as coisas da forma que ele, Criador, queria. Impôs as regras ao dar ao homem o domínio sobre a criação e ordenou que tivesse um comportamento moral responsável[i]”. Heber Campos, tratando sobre o habitat humano, aponta para o quadro explicativo da pessoa de Deus. Quem Ele era. Alguns dos seus atributos. E algumas das suas santas exigências para os seus subgerentes (Adão e Eva), e para toda a criação. Destarte, a criação deveria, e por estar em pleno estado de perfeição, existir corroborando em tudo com quem Deus era, e tudo o que ele desejava. Adão e Eva eram imediatamente responsáveis por cumprirem tudo o que Deus havia determinado. Não é sem motivo que foram criados em perfeição e segundo a imagem de Deus (Gn 1.26-28). A Confissão belga doutrina assim: “Cremos que Deus criou o homem do pó da terra, e o fez e formou conforme a sua imagem e semelhança: bom, justo e santo, capaz de concordar em tudo com a vontade de Deus...” [ii]. Ao olhar para esse quadro e tudo o que Deus representa nele, o crente deve entender alguns pontos importante: 1- Deus não precisava criar nada para suprir alguma necessidade; Quando a Bíblia é estudada de forma correta, encontra-se um Deus soberano e totalmente suficiente nEle mesmo (Gn 1.1-3; Ex 3.14; Sl 2; 8; 139; Is 40.12,22; Mt 3.13-17; Jo 1.1-4; Hb 11.3). 2 – O criado é beneficiado; Ao criar o homem e tudo o que existe, Deus laureou todos com um pedaço do conhecimento dEle. Claro, uma parte suficiente para o deleite enquanto existe. É comum ouvir dos estudiosos, que o que está escrito nas Escrituras Sagradas não é tudo sobre Deus, mas contém tudo aquilo que se necessita saber de Deus (Mt 5.18;Jo 17.17; Rm 10.17; ). E no processo de adoração a esse Deus todo poderoso, a criatura, dia após dia cresce em estaturas. 3 – Conhecer é viver; indubitavelmente, o crente deve entender do ontem, aplicar hoje e estender para o amanhã; Quanto mais se conhece de Deus – pessoa, atributos e vontades, maiores são as capacidades de viver aquilo que Deus deseja. Aí sim, não só os mandatos pactuais serão entendidos e vividos, mas, dentro da possibilidade humana, o crente viverá interagindo com o todo da revelação progressiva.



[i] CAMPOS, Heber Carlos de; O Habitat humano : o paraíso criado / Heber Carlos de Campos, - São Paulo: Hagnos, 2011.

[ii] De Brés, Guido; Ursinus, Zacarias: Confissão belga e Catecismo de Heidelberg / Guido de Brés & Zacarias Ursinus; [tradução: Missão Reformada no Brasil] – Terceira edição – São Paulo: Cultura Cristã, 2011.

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