sábado, 3 de janeiro de 2026

Memórias que sustentam

Lembro-me do que fui:

passos incertos, coração vazio,
olhos que buscavam e não viam.

Vejo quem sou agora:
filho amado, perdoado, lavado,
guardado no colo do Eterno.

E sonho com o que serei:
pleno, eterno, imerso em luz,
habitando onde não há mais pranto.

As promessas de Deus são âncoras firmes,
presas no chão da eternidade,
mantendo-me de pé em mares revoltos.

Hoje, ergo a voz em gratidão,
não só pelo pão que vejo na mesa,
mas pela vida que arde dentro de mim,
e pelo amanhã que já tem endereço no céu.

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