segunda-feira, 27 de outubro de 2025

4º SERMÃO Romanos 14.1-15.13

Chegamos na segunda parte do texto, verso cinco ao verso doze. Nesse bloco, para melhor entendimento dos irmãos, foi intitulado assim: “A distinção de dias não pode ser assunto maior do que os propósitos de Deus na vida do crente, nem mais importante que Cristo e seus feitos”. Aqui nos deparamos com o segundo problema dessa igreja que foi detectado por Paulo. Além do problema da dieta, o grupo minoritário - os qualificados como fracos - ainda costumavam guardar dias religiosos. É fato que não temos detalhes aqui. Não sabemos se eram dias específicos ou se tratavam de festas religiosas(v.5). Com prudência interpretativa, nos atemos aos fatos de pessoas apegadas aos ritos da religião - “bengalas espirituais”. Podemos encontrar paralelo com alguns atos religiosos dos dias de hoje: Finados, semana santa, sexta-feira da paixão, O sétimo dia e etc… Muitos religiosos nos dias de hoje e muitos crentes piedosos, infelizmente, acreditam piamente que devem observar dias e costumes. No verso cinco, além de mostrar o segundo problema dessa igreja, Paulo exorta os dois grupos: “Os que guardavam os dias, e os que não guardavam”. O teor do ensino é: saibam o que vocês estão fazendo! Porque do verso seis ao verso oito, Paulo trás o motivo de viver do crente. Independentemente se guardam dias ou não, isso deve ser para o Senhor. Segundo Paulo, o homem vive e morre por/para Cristo. Encontramos exemplo no próprio Paulo quando diz: “Portanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro”(Fp 1.21). O verso nove é a base que sustenta a proposição feita nos versículos anteriores: “Cristo é Senhor de mortos e vivos”. O que Paulo está ensinando para esses irmãos em Roma, é que, a vida deles, seus feitos ou inércias, não podem ser vistos como algo indiferente ou autônomo. Segundo Paulo, tudo nosso é de interesse do Senhor. Já nos versos dez a doze, Paulo fecha seu discurso mostrando a realidade que ocorrerá no fim - juízo. “Cada um dará conta de si mesmo”. Essa segunda parte do capítulo catorze é profundamente instrutiva e desafiadora. Diante dela, acredito que três perguntas devem ser respondidas: 1) Cristo é nossa suficiência ou ainda necessitamos de “bengalas espirituais”? 2) Nossa atenção está voltada para as coisas pequenas da nossa comunidade e vida, ou estamos atentos nas grandezas do nosso Salvador? 3) Como temos nos preparado para aquele grande dia - morte?

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