segunda-feira, 11 de março de 2024

Olhar para esse texto (Rm 8), é caminhar por certezas inabaláveis. Mais ainda, é ver um apóstolo, que, “indecorosamente” mostra a ação do Espírito Santo, do início ao fim da vida do crente, agindo salvificamente. Lembro-me das palavras do saudoso professor Olavo de Carvalho: “A única certeza que eu tenho é que a cada dia que passa, inevitavelmente estou mais perto da morte. Com isso, sei que me encontrarei com Deus para ser julgado” (Paráfrase minha). A vida é um aglomerado de informações. Nem todas são boas e certas, mas, é incorreto alguém dizer que é desinformado. Pessoas podem escolher não ter boas informações, mas ter informações é inato. Na vida do crente não é diferente. Do dia que nasce até aquele grande dia, ele será alvo de incontáveis informações. Saindo do âmbito da normalidade; o crente também é informado e formado pelo próprio Deus. Essa proposição foi maximizada por Paulo em todo o seu conteúdo escrito e oral, desde os primeiros dias do seu ministério como pregador e apóstolo de Jesus. Sem precisar ir muito longe - sair do capítulo oito, fica nítido como Paulo mostra para sua comunidade leitora o agir do Espírito Santo na vida daquele que é chamado para ser filho. O Espírito Santo, de forma alguma se limita ao reduto religioso, infelizmente, como muitos ainda acreditam. É como se fosse uma ação departamentalizada. Dizem: “O Espírito de Deus age na vida do crente para salvá-lo e, no mais, quando esse irmão está na igreja ou enfrentando algo difícil”. Impossível isso ser verdade! Paulo ensina sobre a ação do Espírito Santo, e é muito maior do que isso. Rm 8.2 - O agir do Espírito focando em Cristo. Rm 8.4 - O agir do Espírito Santo, em desvencilhar o crente da dependência e escravidão da carne. R 8.6 - Por causa do Espírito Santo, o crente está vivo espiritualmente - consegue responder às demandas de Deus. Rm 8.9 - Ser habitação do Espírito Santo é ser de Deus. Rm 8.11 - Por causa do Espírito Santo, o crente, assim como nosso Cristo, não permanecerá na morte. Rm 8.12-14 - Os filhos, por serem guiados pelo Espírito Santo, são livrados da escravidão que conduz para morte. Antagonicamente a essa triste realidade, os filhos seguem para a vida. Rm 8.16 - Quem convence ou testifica que o crente é filho de Deus é o próprio Espírito Santo. Rm 8.18-25 - É o Espírito Santo que capacita o crente, e a criação a aguardar aquele grande dia. Agora, Rm 8.26-30, Paulo continua demonstrando o agir do Espírito Santo na vida do crente. 1 - O Espírito Santo age nas nossas fraquezas (Rm 8.26a). Dessa forma aprendemos aquilo que poucos gostam de reconhecer: Somos fracos! Algo maravilhoso eclode aqui diante dessa verdade: Deus não se envergonha, e nem limita-se no envolvimento e agir dEle em favor dos seus filhos. É o Espírito Santo que nos faz fortes e capazes para a caminhada eterna. 2 - A fraqueza está associada à limitação: Não sabemos orar como convém. O Espírito Santo nos assiste nisso (Rm 8.26b). 2 - Deus, através do seu Santo Espírito conhece nossos pensamentos, palavras e orações. Nada é novo ou incomum. Por ser o crente habitado pelo Espírito Santo, seus pensamentos e suas orações são conhecidos (Rm 8.27). Deus usa até os problemas e as adversidades da vida para tratar o crente. Como sabemos disso? O resultado! Tudo termina bem. A cena aqui, não é Deus correndo desesperado para nos livrar do mal. É, Deus, usando até o mau para o aperfeiçoamento salvífico do filho. Sofrimentos não foram problemas para Deus. O filho é o exemplo disso. Por isso, no verso vinte e nove, Paulo ensina que, o que Deus preparou para seus filhos, isso foi feito antes de tudo. Assim como o filho foi escolhido com antecedência, suas dificuldades também foram estabelecidas. Tudo isso para serem ou se modelarem ao primogênito da criação - Cristo (Rm 8.29). E, Paulo encerra dizendo, que da vocação a glorificação nada pode ser desmembrado (Rm 8.30).

Autor: Thiago Geraldo
 

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