Seguimos, agora do verso dezoito, em diante, e nitidamente nos deleitamos com a continuidade de verdades ensinadas pelo apóstolo Paulo, que certamente fortaleceram a fé dos irmãos que receberam esse tratado. Destarte, a mesma graça, indubitavelmente tem sido derramada sobre a igreja de Cristo durante séculos, e chegado a nós com a mesma intensidade. Paulo, após estabelecer verdades eternas no coração da sua comunidade leitora, continua ensinando o seguinte: 1 - Somos herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo. Isso é irretorquível! Mas algo intrigante aqui nos é lembrado; os filhos alcançados pela graça, experimentam tanto do bom e agradável, como também devem se apossar dos indesejáveis, difíceis e insuportáveis da vida. Tudo isso por causa de Cristo (Rm 8.17,18). Essa proposição paulina, ensina para aqueles que confessam Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas, que o cotidiano no evangelho não é nada mágico e fora dos sofrimentos e dores. 2 - Expectativa e esperança de promessas fazem com que, animados e inanimados, vivam desejosos por dias vindouros, e de certa forma, modelam suas vidas para aquele grande momento. No verso dezenove, após Paulo falar sobre a condição dos filhos, imediatamente, ele diz que a criação espera ansiosamente pela revelação dos filhos de Deus. Um termo usado aqui no verso dezenove é incomum no Novo Testamento, e revela o anelo da criação: “ardente expectativa”. Esse termo pode ser entendido como ansiedade ou forte desejo. Comentadores dessa parte bíblica dizem assim: - “Até a criação [muda], ou seja, aquela que não é humana, inclina-se na espera daquele momento”. Essa criação, afirma Paulo: (v.20) - Está sujeita à vaidade, futilidade. Aludindo a imposição estabelecida por Deus através da maldição em Gênesis, por causa do pecado. Aqui, a cena é: A criação desejosa para se libertar da condição atual e experimentar o renovo de Deus. (v.21) - Assim como os filhos serão libertados e viverão eternas glórias, a criação espera por esse dia para amalgamar-se dessa graça. (v.22) - A melhor e mais verdadeira forma de expressar a desejosa mudança é gemer. A criação geme por causa de tudo isso. 3 - Paulo começa o verso vinte e três dizendo, que isso tudo também é verdade com os filhos: “E, não somente ela[criação], mas também nós”. A imagem que nos apresenta aqui é uma geração de pessoas, que por mais que, inevitavelmente e obrigatoriamente vivam suas vidas e se relacionem com o todo ao seu redor, seus corações ardem pela revelação daquele grande dia. Dessa forma, é peremptório afirmar, que o coração do crente está preparado e vigilante para a glória que foi prometida. “Também gememos”, diz Paulo. Ou seja, os filhos estão profundamente desejosos para se libertarem da roupagem e condição de pecado e viverem eternamente livres e glorificados em Cristo. 4 - Por último, e não menos importante, nos versos vinte e quatro e vinte e cinco, Paulo deixa claro que tudo isso está na pauta da esperança. Além disso, somos ensinados sobre essa esperança. A esperança começou essa história. Como? Salvação. A fé é um passo de esperança. O crente justificado acredita piamente que houve uma intervenção sobrenatural em sua vida. A qual, ele não viu, não tocou e muito menos manipulou. Mas pela esperança das verdades reveladas e ensinadas, ele sabe o que aconteceu. A esperança faz parte do fim. Como? Simples, sem controlar, sem ver, sem saber ao certo como, o salvo e regenerado tem certeza no seu coração que esse momento está chegando.
Autor: Thiago Geraldo
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