Os conteúdos ensinados por Paulo até aqui, incluindo as aplicações feitas no domingo passado, possibilitam-nos dizer que estamos transitando em uma caminhada de certezas confrontadoras e edificantes. O “simples” fato de sermos habitação do Espírito Santo, nos aponta para uma belíssima verdade: - “Na vida do crente, a santidade não é opção, mas sim obrigação”. Fomos expostos aos dois primeiros versos dessa perícope, a saber; versículos vinte e seis e vinte e sete, e, aprendemos que, indubitavelmente, o crente possui inúmeras fraquezas, e é totalmente necessitado de ajuda. Por isso, Paulo é categórico em apontar para o Espírito de Deus. Pois, é nEle, que a igreja situada em Roma é instruída a confiar. Destarte, não somente nossos irmãos; leitores primários desse tratado do céu, mas todo o crente em Jesus. Nisso, digo, irmãos que percorreram suas jornadas por toda a história, e também nós, igreja de Jesus que persevera nos dias de hoje. Essa verdade nos conduz ao questionamento inevitável: temos dependido totalmente do Espírito Santo, ou ainda fazemos parte da turma que acredita nas forças dos seus próprios braços? Esse questionamento, leva-me ao texto do salmista, que, sob inspiração produziu esse lindo texto: “Alguns confiam em carros de guerra, outros confiam em cavalos; nós, porém, confiamos no nome do Senhor, o nosso Deus. Eles vacilam e caem, mas nós nos erguemos e nos manteremos firmes” (Sl 20.7,8). Ser dependente do Espírito Santo é algo maravilhoso demais, e de certa forma, impossível de ser expressado em palavras. Hoje tive a oportunidade de conversar com um amigo e irmão em Cristo. E se posso tentar expor ou ensinar o que é confiança e dependência total na pessoa do Espírito Santo, irei parafrasear o que esse amigo, que passa por muitas lutas disse: - “Mano, só sei que ouço nitidamente a voz do Senhor falando ao meu coração e me chamando para confiar nEle”. E é bem verdade mesmo. O sinônimo de dependência é confiança. Observem a confiança de uma criança na pessoa do pai. Ela sabe que será suprida as necessidades mais básicas, que se quer ela cogita tal possibilidade. A criança sabe a quem recorrer, e tem total certeza que a comida estará disposta, os braços estendidos e a cama aconchegante no lugar e hora certa. Paulo aponta para um cenário semelhante a esse; dependência e confiança total. Agora, após estabelecidos os pontos supracitados, o apóstolo aponta para o problema: Oração! Qual o problema e como ele se desenvolverá? A grande questão é que, a proposição é: “...não sabemos orar…”. Isso, inevitavelmente aponta para uma desordem ou colapso total na vida do crente. Pois, tudo começa com oração. Ou então, diante de erros, tropeços e arranhões, em oração conseguimos buscar em Deus respostas e orientações para podermos acertar na vida. Mas, aquilo que seria a resposta para o restante, está apontado por Paulo como uma incongruência na vida do crente. É nesse momento, mais uma vez, Paulo não escondendo a verdade da sua comunidade leitora, ou seja, diz claramente: - “vocês são totalmente limitados e incapazes”. Mas, imediatamente aponta para a mais valorosa solução. Qual? Diante das limitações e incapacidades de vocês, o Espírito Santo agirá. Claramente, ele diz assim: “O Espírito Santo intercede por nós com gemidos inexprimíveis”(v.26b). A expressão gemer, conota uma ação nada tranquila e suave, mas sim, desafiadora e árdua. Alguém que expressasse por meio de lágrimas e dores. É uma comunicação sem palavras. Através do coração do crente, o Espírito Santo fala ao Pai.
A ICRB é uma igreja evangélica, bíblica e reformada. Tem como missão levar os ensinamentos do Senhor Jesus Cristo. Cremos que Jesus é o único que pode nos reconciliar com Deus e nos conduzir no caminho da paz, da fé e da alegria. Também na necessidade de nos reunirmos em comunhão e oração. Você e sua família são muito bem-vindos!
terça-feira, 19 de março de 2024
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