terça-feira, 19 de março de 2024

 Os conteúdos ensinados por Paulo até aqui, incluindo as aplicações feitas no domingo passado, possibilitam-nos dizer que estamos transitando em uma caminhada de certezas confrontadoras e edificantes. O “simples” fato de sermos habitação do Espírito Santo, nos aponta para uma belíssima verdade: - “Na vida do crente, a santidade não é opção, mas sim obrigação”. Fomos expostos aos dois primeiros versos dessa perícope, a saber; versículos vinte e seis e vinte e sete, e, aprendemos que, indubitavelmente, o crente possui inúmeras fraquezas, e é totalmente necessitado de ajuda. Por isso, Paulo é categórico em apontar para o Espírito de Deus. Pois, é nEle, que a igreja situada em Roma é instruída a confiar. Destarte, não somente nossos irmãos; leitores primários desse tratado do céu, mas todo o crente em Jesus. Nisso, digo, irmãos que percorreram suas jornadas por toda a história, e também nós, igreja de Jesus que persevera nos dias de hoje. Essa verdade nos conduz ao questionamento inevitável: temos dependido totalmente do Espírito Santo, ou ainda fazemos parte da turma que acredita nas forças dos seus próprios braços? Esse questionamento, leva-me ao texto do salmista, que, sob inspiração produziu esse lindo texto: “Alguns confiam em carros de guerra, outros confiam em cavalos; nós, porém, confiamos no nome do Senhor, o nosso Deus. Eles vacilam e caem, mas nós nos erguemos e nos manteremos firmes” (Sl 20.7,8). Ser dependente do Espírito Santo é algo maravilhoso demais, e de certa forma, impossível de ser expressado em palavras. Hoje tive a oportunidade de conversar com um amigo e irmão em Cristo. E se posso tentar expor ou ensinar o que é confiança e dependência total na pessoa  do Espírito Santo, irei parafrasear o que esse amigo, que passa por muitas lutas disse: - “Mano, só sei que ouço nitidamente a voz do Senhor falando ao meu coração e me chamando para confiar nEle”. E é bem verdade mesmo. O sinônimo de dependência é confiança. Observem a confiança de uma criança na pessoa do pai. Ela sabe que será suprida as necessidades mais básicas, que se quer ela cogita tal possibilidade. A criança sabe a quem recorrer, e tem total certeza que a comida estará disposta, os braços estendidos e a cama aconchegante no lugar e hora certa. Paulo aponta para um cenário semelhante a esse; dependência e confiança total. Agora, após estabelecidos os pontos supracitados, o apóstolo aponta para o problema: Oração! Qual o problema e como ele se desenvolverá? A grande questão é que, a proposição é: “...não sabemos orar…”. Isso, inevitavelmente aponta para uma desordem ou colapso total na vida do crente. Pois, tudo começa com oração. Ou então, diante de erros, tropeços e arranhões, em oração conseguimos buscar em Deus respostas e orientações para podermos acertar na vida. Mas, aquilo que seria a resposta para o restante, está apontado por Paulo como uma incongruência na vida do crente. É nesse momento, mais uma vez, Paulo não escondendo a verdade da sua comunidade leitora, ou seja, diz claramente:  - “vocês são totalmente limitados e incapazes”. Mas, imediatamente aponta para a mais valorosa solução. Qual? Diante das limitações e incapacidades de vocês, o Espírito Santo agirá. Claramente, ele diz assim: “O Espírito Santo intercede por nós com gemidos inexprimíveis”(v.26b). A expressão gemer, conota uma ação nada tranquila e suave, mas sim, desafiadora e árdua. Alguém que expressasse por meio de lágrimas e dores. É uma comunicação sem palavras. Através do coração do crente, o Espírito Santo fala ao Pai. 

segunda-feira, 11 de março de 2024

Olhar para esse texto (Rm 8), é caminhar por certezas inabaláveis. Mais ainda, é ver um apóstolo, que, “indecorosamente” mostra a ação do Espírito Santo, do início ao fim da vida do crente, agindo salvificamente. Lembro-me das palavras do saudoso professor Olavo de Carvalho: “A única certeza que eu tenho é que a cada dia que passa, inevitavelmente estou mais perto da morte. Com isso, sei que me encontrarei com Deus para ser julgado” (Paráfrase minha). A vida é um aglomerado de informações. Nem todas são boas e certas, mas, é incorreto alguém dizer que é desinformado. Pessoas podem escolher não ter boas informações, mas ter informações é inato. Na vida do crente não é diferente. Do dia que nasce até aquele grande dia, ele será alvo de incontáveis informações. Saindo do âmbito da normalidade; o crente também é informado e formado pelo próprio Deus. Essa proposição foi maximizada por Paulo em todo o seu conteúdo escrito e oral, desde os primeiros dias do seu ministério como pregador e apóstolo de Jesus. Sem precisar ir muito longe - sair do capítulo oito, fica nítido como Paulo mostra para sua comunidade leitora o agir do Espírito Santo na vida daquele que é chamado para ser filho. O Espírito Santo, de forma alguma se limita ao reduto religioso, infelizmente, como muitos ainda acreditam. É como se fosse uma ação departamentalizada. Dizem: “O Espírito de Deus age na vida do crente para salvá-lo e, no mais, quando esse irmão está na igreja ou enfrentando algo difícil”. Impossível isso ser verdade! Paulo ensina sobre a ação do Espírito Santo, e é muito maior do que isso. Rm 8.2 - O agir do Espírito focando em Cristo. Rm 8.4 - O agir do Espírito Santo, em desvencilhar o crente da dependência e escravidão da carne. R 8.6 - Por causa do Espírito Santo, o crente está vivo espiritualmente - consegue responder às demandas de Deus. Rm 8.9 - Ser habitação do Espírito Santo é ser de Deus. Rm 8.11 - Por causa do Espírito Santo, o crente, assim como nosso Cristo, não permanecerá na morte. Rm 8.12-14 - Os filhos, por serem guiados pelo Espírito Santo, são livrados da escravidão que conduz para morte. Antagonicamente a essa triste realidade, os filhos seguem para a vida. Rm 8.16 - Quem convence ou testifica que o crente é filho de Deus é o próprio Espírito Santo. Rm 8.18-25 - É o Espírito Santo que capacita o crente, e a criação a aguardar aquele grande dia. Agora, Rm 8.26-30, Paulo continua demonstrando o agir do Espírito Santo na vida do crente. 1 - O Espírito Santo age nas nossas fraquezas (Rm 8.26a). Dessa forma aprendemos aquilo que poucos gostam de reconhecer: Somos fracos! Algo maravilhoso eclode aqui diante dessa verdade: Deus não se envergonha, e nem limita-se no envolvimento e agir dEle em favor dos seus filhos. É o Espírito Santo que nos faz fortes e capazes para a caminhada eterna. 2 - A fraqueza está associada à limitação: Não sabemos orar como convém. O Espírito Santo nos assiste nisso (Rm 8.26b). 2 - Deus, através do seu Santo Espírito conhece nossos pensamentos, palavras e orações. Nada é novo ou incomum. Por ser o crente habitado pelo Espírito Santo, seus pensamentos e suas orações são conhecidos (Rm 8.27). Deus usa até os problemas e as adversidades da vida para tratar o crente. Como sabemos disso? O resultado! Tudo termina bem. A cena aqui, não é Deus correndo desesperado para nos livrar do mal. É, Deus, usando até o mau para o aperfeiçoamento salvífico do filho. Sofrimentos não foram problemas para Deus. O filho é o exemplo disso. Por isso, no verso vinte e nove, Paulo ensina que, o que Deus preparou para seus filhos, isso foi feito antes de tudo. Assim como o filho foi escolhido com antecedência, suas dificuldades também foram estabelecidas. Tudo isso para serem ou se modelarem ao primogênito da criação - Cristo (Rm 8.29). E, Paulo encerra dizendo, que da vocação a glorificação nada pode ser desmembrado (Rm 8.30).

Autor: Thiago Geraldo
 

sábado, 2 de março de 2024

 Seguimos, agora do verso dezoito, em diante, e nitidamente nos deleitamos com a continuidade de verdades ensinadas pelo apóstolo Paulo, que certamente fortaleceram a fé dos irmãos que receberam esse tratado. Destarte, a mesma graça, indubitavelmente tem sido derramada sobre a igreja de Cristo durante séculos, e chegado a nós com a mesma intensidade. Paulo, após estabelecer verdades eternas no coração da sua comunidade leitora, continua ensinando o seguinte: 1 - Somos herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo. Isso é irretorquível! Mas algo intrigante aqui nos é lembrado; os filhos alcançados pela graça, experimentam tanto do bom e agradável, como também devem se apossar dos indesejáveis, difíceis e insuportáveis da vida. Tudo isso por causa de Cristo (Rm 8.17,18). Essa proposição paulina, ensina para aqueles que confessam Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas, que o cotidiano no evangelho não é nada mágico e fora dos sofrimentos e dores. 2 - Expectativa e esperança de promessas fazem com que, animados e inanimados, vivam desejosos por dias vindouros, e de certa forma, modelam suas vidas para aquele grande momento. No verso dezenove, após Paulo falar sobre a condição dos filhos, imediatamente, ele diz que a criação espera ansiosamente pela revelação dos filhos de Deus. Um termo usado aqui no verso dezenove é incomum no Novo Testamento, e revela o anelo da criação: “ardente expectativa”. Esse termo pode ser entendido como ansiedade ou forte desejo. Comentadores dessa parte bíblica dizem assim: - “Até a criação [muda], ou seja, aquela que não é humana, inclina-se na espera daquele momento”. Essa criação, afirma Paulo: (v.20) - Está sujeita à vaidade, futilidade. Aludindo a imposição estabelecida por Deus através da maldição em Gênesis, por causa do pecado. Aqui, a cena é: A criação desejosa para se libertar da condição atual e experimentar o renovo de Deus. (v.21) - Assim como os filhos serão libertados e viverão eternas glórias, a criação espera por esse dia para amalgamar-se dessa graça. (v.22) - A melhor e mais verdadeira forma de  expressar a desejosa mudança é gemer. A criação geme por causa de tudo isso.  3 - Paulo começa o verso vinte e três dizendo, que isso tudo também é verdade com os filhos: “E, não somente ela[criação], mas também nós”. A imagem que nos apresenta aqui é uma geração de pessoas, que por mais que, inevitavelmente e obrigatoriamente vivam suas vidas e se relacionem com o todo ao seu redor, seus corações ardem pela revelação daquele grande dia. Dessa forma, é peremptório afirmar, que o coração do crente está preparado e vigilante para a glória que foi prometida. “Também gememos”, diz Paulo. Ou seja, os filhos estão profundamente desejosos para se libertarem da roupagem e condição de pecado e viverem eternamente livres e glorificados em Cristo. 4 - Por último, e não menos importante, nos versos vinte e quatro e vinte e cinco, Paulo deixa claro que tudo isso está na pauta da esperança. Além disso, somos ensinados sobre essa esperança. A esperança começou essa história. Como? Salvação. A fé é um passo de esperança. O crente justificado acredita piamente que houve uma intervenção sobrenatural em sua vida. A qual, ele não viu, não tocou e muito menos manipulou. Mas pela esperança das verdades reveladas e ensinadas, ele sabe o que aconteceu. A esperança faz parte do fim. Como? Simples, sem controlar, sem ver, sem saber ao certo como, o salvo e regenerado tem certeza no seu coração que esse momento está chegando.

Autor: Thiago Geraldo

 

DISTANTES DE DEUS

O homem vive num constante labirinto competitivo. A luta entre os pares é para chegar ao maior conhecimento reconhecido. Colocar o nome no f...