O Caráter de Deus:
Atributos “comunicáveis”
Em que aspectos é Deus como nós nos atributos da vontade e nos que
sintetizam a sua excelência?
D. Atributos de
propósito
Nesta categoria de atributos, discutimos a liberdade da
vontade de Deus e finalmente estudaremos a onipotência da sua vontade.
16. Onipotência. A onipotência é o atributo de Deus que lhe
permite fazer tudo o que for da sua santa vontade.
Esse poder é frequentemente mencionado nas Escrituras.
Deus é “O Senhor, forte e poderoso, o Senhor, poderoso nas batalhas” (Sl 4.8).
A pergunta retorica: “Acaso, para o Senhor há coisa demasiadamente difícil?”
(Gn 18.14; Jr 32.27) certamente implica que nada é difícil demais para o
Senhor. De fato, Jeremias fala a Deus: “...coisa algum te é demasiadamente
maravilhosa” (Jr 32.17).
Há, porém, algumas coisas que Deus não pode fazer.
Deus não pode desejar nem fazer nada que negue o seu caráter. É por isso que a
definição da onipotência é lavrada em termos da capacidade divina de fazer
“tudo o que for da sua santa vontade”.
Para concluir a discussão dos atributos divinos de
proposito, importa perceber que ele nos fez de maneira tal que no nosso viver
revelamos um tênue reflexo de cada um deles. Deus nos fez criaturas dotadas de
vontade. Exercemos o direito de escolha e tomamos decisões de fato com relação
aos acontecimentos da nossa vida. Embora nossa vontade não seja absolutamente
livre como a de Deus, assim mesmo eles nos deu liberdade relativa dentro da
nossa esfera de atividade do universo que criou. Não temos, logicamente, poder
infinito ou onipotência, assim como também não temos liberdade infinita nem
nenhum dos outros atributos divinos em grau infinito. Mas embora não tenhamos
onipotência, Deus nos deu poder para gerar resultados.
E. Atributos de síntese
17. Perfeição. A perfeição é o atributo divino que permite
que Deus possua com excelência absolutamente todas as qualidades e não careça
de nenhum aspecto dessas qualidades que lhe seja desejável.
Diz-nos Jesus: “Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai Celeste” (Mt
5.48). Deus não carece de nenhuma virtude excelente que lhe pareça desejável:
Ele é “completo” ou “perfeito” em todos os aspectos.
18. Bem-aventurança. Ser “bem-aventurado” ou “bendito” é
ser feliz num sentido bastante pleno e magnifico. Frequentemente as Escrituras
falam da bem-aventurança das pessoas que andam nos caminhos de Deus. Em 1
Timóteo, porém, Paulo denomina a Deus “Bendito e único Soberano” (1Tm 6.15) e
fala do “Evangelho da Glória do Deus bendito” (1Tm 1.11).
Assim, a bem-aventurança de Deus pode ser definida assim: Dizer
que Deus é bendito é dizer que ele se deleita plenamente consigo mesmo e com
tudo que reflete o seu caráter. Nessa definição a ideia de felicidade
ou bem-aventurança de Deus está diretamente ligada à sua própria pessoa como
centro de tudo que é digno de alegria e deleite.
Imitamos a bem-aventurança de Deus quando achamos deleite e felicidade em tudo que é agradável a Deus. De fato, quando nos mostramos gratos e nos alegramos pela capacidade, pelas preferências, por outras características com que Deus nos criou como indivíduos, também imitamos o seu atributo da bem-aventurança. Além disso, imitamos a bem-aventurança divina quando nos alegramos na criação, por ela refletir vários aspectos do excelente caráter divino. E encontramos a nossa maior bem-aventurança, nossa maior felicidade, quando nos alegramos na fonte de todas as qualidades, o próprio Deus.
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