segunda-feira, 10 de abril de 2023

O Caráter de Deus: Atributos “comunicáveis”

Em que aspectos é Deus como nós nos atributos da vontade e nos que sintetizam a sua excelência?

 

D. Atributos de propósito

Nesta categoria de atributos, discutimos a liberdade da vontade de Deus e finalmente estudaremos a onipotência da sua vontade.

 

16. Onipotência. A onipotência é o atributo de Deus que lhe permite fazer tudo o que for da sua santa vontade.

Esse poder é frequentemente mencionado nas Escrituras. Deus é “O Senhor, forte e poderoso, o Senhor, poderoso nas batalhas” (Sl 4.8). A pergunta retorica: “Acaso, para o Senhor há coisa demasiadamente difícil?” (Gn 18.14; Jr 32.27) certamente implica que nada é difícil demais para o Senhor. De fato, Jeremias fala a Deus: “...coisa algum te é demasiadamente maravilhosa” (Jr 32.17).

Há, porém, algumas coisas que Deus não pode fazer. Deus não pode desejar nem fazer nada que negue o seu caráter. É por isso que a definição da onipotência é lavrada em termos da capacidade divina de fazer “tudo o que for da sua santa vontade”.

Para concluir a discussão dos atributos divinos de proposito, importa perceber que ele nos fez de maneira tal que no nosso viver revelamos um tênue reflexo de cada um deles. Deus nos fez criaturas dotadas de vontade. Exercemos o direito de escolha e tomamos decisões de fato com relação aos acontecimentos da nossa vida. Embora nossa vontade não seja absolutamente livre como a de Deus, assim mesmo eles nos deu liberdade relativa dentro da nossa esfera de atividade do universo que criou. Não temos, logicamente, poder infinito ou onipotência, assim como também não temos liberdade infinita nem nenhum dos outros atributos divinos em grau infinito. Mas embora não tenhamos onipotência, Deus nos deu poder para gerar resultados.

 

E. Atributos de síntese

 

17. Perfeição. A perfeição é o atributo divino que permite que Deus possua com excelência absolutamente todas as qualidades e não careça de nenhum aspecto dessas qualidades que lhe seja desejável.

Diz-nos Jesus: “Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai Celeste” (Mt 5.48). Deus não carece de nenhuma virtude excelente que lhe pareça desejável: Ele é “completo” ou “perfeito” em todos os aspectos.

 

18. Bem-aventurança. Ser “bem-aventurado” ou “bendito” é ser feliz num sentido bastante pleno e magnifico. Frequentemente as Escrituras falam da bem-aventurança das pessoas que andam nos caminhos de Deus. Em 1 Timóteo, porém, Paulo denomina a Deus “Bendito e único Soberano” (1Tm 6.15) e fala do “Evangelho da Glória do Deus bendito” (1Tm 1.11).

Assim, a bem-aventurança de Deus pode ser definida assim: Dizer que Deus é bendito é dizer que ele se deleita plenamente consigo mesmo e com tudo que reflete o seu caráter. Nessa definição a ideia de felicidade ou bem-aventurança de Deus está diretamente ligada à sua própria pessoa como centro de tudo que é digno de alegria e deleite.

Imitamos a bem-aventurança de Deus quando achamos deleite e felicidade em tudo que é agradável a Deus. De fato, quando nos mostramos gratos e nos alegramos pela capacidade, pelas preferências,  por outras características com que Deus nos criou como indivíduos, também imitamos o seu atributo da bem-aventurança. Além disso, imitamos a bem-aventurança divina quando nos alegramos na criação, por ela refletir vários aspectos do excelente caráter divino. E encontramos a nossa maior bem-aventurança, nossa maior felicidade, quando nos alegramos na fonte de todas as qualidades, o próprio Deus. 

Sem comentários:

Enviar um comentário

DISTANTES DE DEUS

O homem vive num constante labirinto competitivo. A luta entre os pares é para chegar ao maior conhecimento reconhecido. Colocar o nome no f...