Após
seu apelo para Cézar (At 25.11,12; 28.19), o apostolo Paulo em sua prisão
domiciliar em Roma, escreve a carta aos filipenses sob uma forte perseguição,
tanto da parte de judeus quanto da parte dos pagãos. Sua pregação afrontava os
romanos, pois fazia com que os Crentes desconsiderassem Cezar como o
"Kyrios" (Senhor), e atribuíssem esse título somente a Jesus.
Concomitantemente, a pregação do Cristo crucificado também era escândalo para
os judeus. Os filipenses se viam amortecidos pelas incertezas, perseguições,
perigos eminentes e medo do porvir. Filipos era uma colônia militar romana. A
flagrante vivência cristã dessa comunidade poderia ser denunciada a qualquer
momento. Não obstante, o Apóstolo escreve encorajando seus leitores a
continuarem firmes e constantes na fé. No capítulo quatro da epistola aos Filipenses,
especificamente a partir do verso quatro, o apóstolo Paulo, claramente reforça
a necessidade dos irmãos de se manterem confiantes e alegres somente no Senhor.
Os filipenses também são exortados a não andarem ansiosos por coisa alguma, e
em contrapartida, depositarem suas aflições aos pés de Cristo. Tudo isso, estimulando
aquela igreja na prática ininterrupta da oração. No fim do verso, existe uma promessa
maravilhosa de paz para o coração daquele que confia em Deus; mas não qualquer
paz, o apóstolo aponta para: "A
paz de DEUS, que excede todo entendimento" (Fl 4.7). Após argumentar
contra a ansiedade dos filipenses, nos versos oito e nove, o apóstolo Paulo
preenche a lacuna orientando os irmãos sobre aquilo que deve ocupar seus
corações e mentes, colocando-se mais uma vez como um exemplo a ser seguido.

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