segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

 

Chegamos ao último capítulo do Sermão do Monte – capítulo sete. Tivemos o privilégio de contemplarmos através da narrativa de Mateus, os profundos e pitorescos ensinos de Jesus. O capítulo cinco, desde o seu início, mostra Jesus juntando discípulos e multidão para o discipulado (Mt 5.1,2). Nesse capítulo, Jesus solidifica certezas perenes nos corações daqueles que ali estavam, e os ensinos perpassam até hoje. Duas funções dos ensinos do capítulo cinco são importantíssimas: 1 – fundamentados na lei e hermenêutica aplicada ao contexto atual. 2 – Prática diferente. Como assim? O ensino é o mesmo conhecido pelos religiosos coetâneos. Mas os discípulos de Jesus deveriam praticá-los diferentes do que estava sendo vivido pelos hipócritas. O capítulo seis é a práxis dos pilares da fé. Tendo o coração cheio das certezas estabelecidas no capítulo cinco, os discípulos de Jesus, agora devem continuar praticando aquilo que a religião ensina e faz, mas, ao discípulo, a tônica que locomove o viver dos pilares, é o ensino do Mestre. Praticar o esmolar, orar e jejuar de forma correta é a obrigação dos discípulos. Ainda no capítulo seis, os discípulos aprenderam que; avareza e ansiedade são práticas pecaminosas, e que eles, por serem seguidores de Jesus, devem viver uma vida totalmente tangente a essas práticas. O capítulo sete está envolto em imperativos de Jesus. Eis aí: Mt 7.1-5: A proibição do juízo temerário. Mt 7.6: A proibição ou conselho para os discípulos não lançarem pérolas aos cães/porcos. Mt 7.7-12: Os discípulos devem orar. Mt 7.13,14: Os discípulos deve andar pelo caminho correto, mesmo que este seja difícil e apertado. Mt 7.15-23: Os discípulos devem tomar cuidado com os falsos profetas. Mt 7.24-27: A certeza dos fundamentos. Em qual local o ouvinte estabelecerá sua casa, na rocha ou na areia? Mt 7.28,29: O fim do Sermão do Monte. Os cinco primeiros versos do capítulo sete estão sob o ensino do não julgar de forma condenatória. O ensino imediato é: “Não julgueis” (V.1). Juntamente com ele, dois outros ensinos nos cercam: 1 - O que Jesus não quer dizer com essa proposição? 2 – Como fazer um juízo correto? O texto a ser meditado hoje tem como centralidade a proibição do discípulo ser um julgador temerário. Ou seja, ser alguém que condena pessoas, situações e coisas com seu coração e verbaliza com a boca. Por que isso é proibido? Porque aos homens não é dado o poder de jazer juízos dessa envergadura. Já que a condenação justa só é vinda da parte de Deus. Já do contrário, nos ensinos secundários, Jesus, de forma alguma está ensinado para os discípulos não fazerem julgamento algum. O julgar coisas, pessoas e situações são do cotidiano humano. Mas esse juízo não produz condenação, e sim condição de vida e até sobrevivência. Com isso, outro ensino secundário fica patente, devemos julgar tudo ao nosso redor. Um juízo que coloque coisas, condições e pessoas nos seus devidos lugares (Mt 7.1-5). 

Após essa instrução, nos deparemos com um texto muito duro aqui no capítulo sete: “Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas...”. Por que é duro? Porque, aqui, o Mestre está instruindo seus discípulos a não irem com a mensagem da vida eterna para um tipo de pessoa, a qual, eu vou qualifica-la como: Super perversa! Claro, essa qualificação é uma hipérbole. Todo aquele que se encontra fora da graça salvífica está em estado de perversão. O texto aqui aponta para essa proibição, pois esses qualificados como cães e porcos, são pessoas que estão fora de um contexto de simples recusadores da Palavra de Deus. Esses são aqueles que além de não ouvirem, e nem aceitarem a Palavra, irão contra a vida dos mensageiros: “...para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem”(Mt 7.6). Aprendemos hoje, que os discípulos de Jesus, além de não poderem julgar de forma condenatória, devem fazer um juízo que os proibirão de levar a Palavra da salvação para algumas pessoas. Destarte, juízo proibido; juízo autorizado. Que nós, discípulos de Jesus, possamos fazer juízos certos, para que Ele seja glorificado através das nossas escolhas e vida.

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