segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

 

Após seu apelo para Cézar (At 25.11,12; 28.19), o apostolo Paulo em sua prisão domiciliar em Roma, escreve a carta aos filipenses sob uma forte perseguição, tanto da parte de judeus quanto da parte dos pagãos. Sua pregação afrontava os romanos, pois fazia com que os Crentes desconsiderassem Cezar como o "Kyrios" (Senhor), e atribuíssem esse título somente a Jesus. Concomitantemente, a pregação do Cristo crucificado também era escândalo para os judeus. Os filipenses se viam amortecidos pelas incertezas, perseguições, perigos eminentes e medo do porvir. Filipos era uma colônia militar romana. A flagrante vivência cristã dessa comunidade poderia ser denunciada a qualquer momento. Não obstante, o Apóstolo escreve encorajando seus leitores a continuarem firmes e constantes na fé. No capítulo quatro da epistola aos Filipenses, especificamente a partir do verso quatro, o apóstolo Paulo, claramente reforça a necessidade dos irmãos de se manterem confiantes e alegres somente no Senhor. Os filipenses também são exortados a não andarem ansiosos por coisa alguma, e em contrapartida, depositarem suas aflições aos pés de Cristo. Tudo isso, estimulando aquela igreja na prática ininterrupta da oração. No fim do verso, existe uma promessa maravilhosa de paz para o coração daquele que confia em Deus; mas não qualquer paz, o apóstolo aponta para:  "A paz de DEUS, que excede todo entendimento" (Fl 4.7). Após argumentar contra a ansiedade dos filipenses, nos versos oito e nove, o apóstolo Paulo preenche a lacuna orientando os irmãos sobre aquilo que deve ocupar seus corações e mentes, colocando-se mais uma vez como um exemplo a ser seguido.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

 

Chegamos ao último capítulo do Sermão do Monte – capítulo sete. Tivemos o privilégio de contemplarmos através da narrativa de Mateus, os profundos e pitorescos ensinos de Jesus. O capítulo cinco, desde o seu início, mostra Jesus juntando discípulos e multidão para o discipulado (Mt 5.1,2). Nesse capítulo, Jesus solidifica certezas perenes nos corações daqueles que ali estavam, e os ensinos perpassam até hoje. Duas funções dos ensinos do capítulo cinco são importantíssimas: 1 – fundamentados na lei e hermenêutica aplicada ao contexto atual. 2 – Prática diferente. Como assim? O ensino é o mesmo conhecido pelos religiosos coetâneos. Mas os discípulos de Jesus deveriam praticá-los diferentes do que estava sendo vivido pelos hipócritas. O capítulo seis é a práxis dos pilares da fé. Tendo o coração cheio das certezas estabelecidas no capítulo cinco, os discípulos de Jesus, agora devem continuar praticando aquilo que a religião ensina e faz, mas, ao discípulo, a tônica que locomove o viver dos pilares, é o ensino do Mestre. Praticar o esmolar, orar e jejuar de forma correta é a obrigação dos discípulos. Ainda no capítulo seis, os discípulos aprenderam que; avareza e ansiedade são práticas pecaminosas, e que eles, por serem seguidores de Jesus, devem viver uma vida totalmente tangente a essas práticas. O capítulo sete está envolto em imperativos de Jesus. Eis aí: Mt 7.1-5: A proibição do juízo temerário. Mt 7.6: A proibição ou conselho para os discípulos não lançarem pérolas aos cães/porcos. Mt 7.7-12: Os discípulos devem orar. Mt 7.13,14: Os discípulos deve andar pelo caminho correto, mesmo que este seja difícil e apertado. Mt 7.15-23: Os discípulos devem tomar cuidado com os falsos profetas. Mt 7.24-27: A certeza dos fundamentos. Em qual local o ouvinte estabelecerá sua casa, na rocha ou na areia? Mt 7.28,29: O fim do Sermão do Monte. Os cinco primeiros versos do capítulo sete estão sob o ensino do não julgar de forma condenatória. O ensino imediato é: “Não julgueis” (V.1). Juntamente com ele, dois outros ensinos nos cercam: 1 - O que Jesus não quer dizer com essa proposição? 2 – Como fazer um juízo correto? O texto a ser meditado hoje tem como centralidade a proibição do discípulo ser um julgador temerário. Ou seja, ser alguém que condena pessoas, situações e coisas com seu coração e verbaliza com a boca. Por que isso é proibido? Porque aos homens não é dado o poder de jazer juízos dessa envergadura. Já que a condenação justa só é vinda da parte de Deus. Já do contrário, nos ensinos secundários, Jesus, de forma alguma está ensinado para os discípulos não fazerem julgamento algum. O julgar coisas, pessoas e situações são do cotidiano humano. Mas esse juízo não produz condenação, e sim condição de vida e até sobrevivência. Com isso, outro ensino secundário fica patente, devemos julgar tudo ao nosso redor. Um juízo que coloque coisas, condições e pessoas nos seus devidos lugares (Mt 7.1-5). 

Após essa instrução, nos deparemos com um texto muito duro aqui no capítulo sete: “Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas...”. Por que é duro? Porque, aqui, o Mestre está instruindo seus discípulos a não irem com a mensagem da vida eterna para um tipo de pessoa, a qual, eu vou qualifica-la como: Super perversa! Claro, essa qualificação é uma hipérbole. Todo aquele que se encontra fora da graça salvífica está em estado de perversão. O texto aqui aponta para essa proibição, pois esses qualificados como cães e porcos, são pessoas que estão fora de um contexto de simples recusadores da Palavra de Deus. Esses são aqueles que além de não ouvirem, e nem aceitarem a Palavra, irão contra a vida dos mensageiros: “...para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem”(Mt 7.6). Aprendemos hoje, que os discípulos de Jesus, além de não poderem julgar de forma condenatória, devem fazer um juízo que os proibirão de levar a Palavra da salvação para algumas pessoas. Destarte, juízo proibido; juízo autorizado. Que nós, discípulos de Jesus, possamos fazer juízos certos, para que Ele seja glorificado através das nossas escolhas e vida.

domingo, 15 de janeiro de 2023

 


A forma muito recorrente de ensino nas Escrituras Sagradas está sob a tônica da negação. Eis alguns exemplos: “não comereis do fruto da árvore”. Não terás outros deuses diante de mim”. Não farás para ti imagem de escultura”. “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão”. “Não roubaras”. “Não furtaras”. “Não matarás”. “Não dirás falso testemunho”. “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, que não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”. “Não tomarás mulheres de outros povos para serem suas esposas. Nem dareis suas filhas para eles”. “Não vos coloqueis em jugo desigual”. Ainda existem muitos outros! O texto que estamos meditando não é nada diferente. O capítulo seis, dividido em dois grandes blocos, alude santos ensinos de Jesus: 1 - Os discípulos não devem fazer obras de justiça para serem glorificados pelos homens. 2 – Os discípulos de Jesus não devem esmolar, orar e jejuar explicitamente em busca de reconhecimento. O não para práticas erradas converte-se no sim para praticas assertivas. Destarte, o viver piedoso longe da avareza e ansiedade está amalgamado com uma vida atrelada ao cotidiano piedoso e santo. Esses ensinos apontam para o que veremos hoje: Os discípulos de Jesus devem viver uma vida de tal forma, que avareza e ansiedade, nunca sejam pilares de práticas nas suas vidas. O amor ao dinheiro, e o descontrole pelas incertezas do amanhã certamente afastarão qualquer pessoa de um relacionamento sadio e santo com Deus. A parte (B) do capítulo seis trás instruções importantíssimas para os discípulos: 1 – Não amar as riquezas. Por qual motivo? Elas são perecíveis. Ou seja, se perdem, se deterioram e são roubadas. A mesma verdade acontece com aqueles que amam e se entregam aos bens (Mt 6.19). Por isso, a forma correta é ensinada no verso imediato: (Mt 6.20) “mas ajuntai para vós outros tesouros no céu...”. O discípulo, convencido da salvação, vive todos os dias para a glória de Deus. E espera desejoso pela eternidade. O coração dele está no Senhor. O verso vinte um é a consequência das escolhas. (Mt 6.21) “porque, onde está o seu tesouro, aí estará também o teu coração”. Duas consequências imediatas desdobram dessa verdade: 1 – Se seu coração lançou seus olhos neste mundo de forma apaixonada, grandes trevas apoderam-se da sua vida. Se seu coração direciona seus olhos para o céu, você, discípulo de Jesus vive esperando aquele grande dia (Mt 6.22,23). 2 – A impossibilidade de servir a dois senhores. Por quê? Tanto um quanto o outro não irão aceitar só a metade da sua vida. A metade do seu tempo. A metade da sua dedicação. É impossível servir a Deus e ao dinheiro (Mt 6.24). 


A ansiedade é combatida com ensinos práticos e básicos de Jesus. “Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir” (Mt 6.25). Esse é o imperativo. Eis os motivos: 1 – O Senhor alimenta, veste e sustenta animais e plantas. Quanto mais vocês! Tenham paz (Mt 6.26,28,29,30). 2 – Um questionamento lógico e confrontador para o discípulo ansioso: “Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar sessenta centímetros ao curso da sua vida?” (Mt 6.27). O verso trinta e dois mostra que tais práticas de vida são características dos ímpios. Ou seja, viver com ansiedade não deve ser uma verdade na vida do discípulo de Jesus. Por qual motivo, por saber que Deus conhece nossas necessidades. Conhecendo isso, o discípulo descansa (Mt 6.32b). E nos versos trinta e três e trinta e quatro, Jesus ensina a forma correta para o discípulo viver sua passageira vida aqui na terra: Buscando o reino de Deus e sua justiça. E todas essas demandas supracitadas serão trazidas pelo próprio Deus (Mt 6.33,34).

DISTANTES DE DEUS

O homem vive num constante labirinto competitivo. A luta entre os pares é para chegar ao maior conhecimento reconhecido. Colocar o nome no f...