A forma muito recorrente de ensino nas Escrituras Sagradas está sob a tônica da negação. Eis alguns exemplos: “não comereis do fruto da árvore”. “Não terás outros deuses diante de mim”. “Não farás para ti imagem de escultura”. “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão”. “Não roubaras”. “Não furtaras”. “Não matarás”. “Não dirás falso testemunho”. “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, que não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”. “Não tomarás mulheres de outros povos para serem suas esposas. Nem dareis suas filhas para eles”. “Não vos coloqueis em jugo desigual”. Ainda existem muitos outros! O texto que estamos meditando não é nada diferente. O capítulo seis, dividido em dois grandes blocos, alude santos ensinos de Jesus: 1 - Os discípulos não devem fazer obras de justiça para serem glorificados pelos homens. 2 – Os discípulos de Jesus não devem esmolar, orar e jejuar explicitamente em busca de reconhecimento. O não para práticas erradas converte-se no sim para praticas assertivas. Destarte, o viver piedoso longe da avareza e ansiedade está amalgamado com uma vida atrelada ao cotidiano piedoso e santo. Esses ensinos apontam para o que veremos hoje: Os discípulos de Jesus devem viver uma vida de tal forma, que avareza e ansiedade, nunca sejam pilares de práticas nas suas vidas. O amor ao dinheiro, e o descontrole pelas incertezas do amanhã certamente afastarão qualquer pessoa de um relacionamento sadio e santo com Deus. A parte (B) do capítulo seis trás instruções importantíssimas para os discípulos: 1 – Não amar as riquezas. Por qual motivo? Elas são perecíveis. Ou seja, se perdem, se deterioram e são roubadas. A mesma verdade acontece com aqueles que amam e se entregam aos bens (Mt 6.19). Por isso, a forma correta é ensinada no verso imediato: (Mt 6.20) “mas ajuntai para vós outros tesouros no céu...”. O discípulo, convencido da salvação, vive todos os dias para a glória de Deus. E espera desejoso pela eternidade. O coração dele está no Senhor. O verso vinte um é a consequência das escolhas. (Mt 6.21) “porque, onde está o seu tesouro, aí estará também o teu coração”. Duas consequências imediatas desdobram dessa verdade: 1 – Se seu coração lançou seus olhos neste mundo de forma apaixonada, grandes trevas apoderam-se da sua vida. Se seu coração direciona seus olhos para o céu, você, discípulo de Jesus vive esperando aquele grande dia (Mt 6.22,23). 2 – A impossibilidade de servir a dois senhores. Por quê? Tanto um quanto o outro não irão aceitar só a metade da sua vida. A metade do seu tempo. A metade da sua dedicação. É impossível servir a Deus e ao dinheiro (Mt 6.24).
A ansiedade é combatida com ensinos práticos e básicos de Jesus. “Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto
ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de
vestir” (Mt 6.25). Esse é o imperativo. Eis os motivos: 1 – O Senhor
alimenta, veste e sustenta animais e plantas. Quanto mais vocês! Tenham paz (Mt
6.26,28,29,30). 2 – Um questionamento lógico e confrontador para o discípulo
ansioso: “Qual de vós, por ansioso que
esteja, pode acrescentar sessenta centímetros ao curso da sua vida?” (Mt
6.27). O verso trinta e dois mostra que tais práticas de vida são
características dos ímpios. Ou seja, viver com ansiedade não deve ser uma
verdade na vida do discípulo de Jesus. Por qual motivo, por saber que Deus
conhece nossas necessidades. Conhecendo isso, o discípulo descansa (Mt 6.32b).
E nos versos trinta e três e trinta e quatro, Jesus ensina a forma correta para
o discípulo viver sua passageira vida aqui na terra: Buscando o reino de Deus e
sua justiça. E todas essas demandas supracitadas serão trazidas pelo próprio
Deus (Mt 6.33,34).


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