quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

DISTANTES DE DEUS

O homem vive num constante labirinto competitivo. A luta entre os pares é para chegar ao maior conhecimento reconhecido. Colocar o nome no fim da jornada e poder abrrogar glórias para si. Isso tem sido sine qua non. Assim foi, e são as viagens espaciais. Na medicina. Nas ciências ocultas. O mundo financeiro absorveu essa mesma tendência. Isso é visto com maior clareza nos butiquinhos da vida. Ali encontramos cientistas políticos, técnicos de futebol e até perístos em diversas outras  artes. Existem ainda inúmeras lutas ferrenhas com "professores" e professores; para que eles ensinem, e não mostrem conhecimento. Por isso, e por tantos outros motivos, percebe-se que a vaidade humana por reconhecimento,  poder, beleza, autoridade e conhecimento é, na maioria das vezes pecaminoso. Existe Um lugar muito lido, muito especial, mas que infelizmente tem sofrido por demais com essa luta de vaidades: A Igreja do Senhor. Inúmeros ali alfinetam-se para subir em pedestais explícitos. Um elogio, um olhar, uma simples palavra de reconhecimento... Lutas por migalhas! Salomão nos ensina algo maravilhoso. O resumo é: Deus tem toda sabedoria. Isso é dEle. O rei prudente procura sabedoria. Isso deve ser dele. "A glória de Deus é encobrir as coisas, mas a glória dos reis é esquadrinhá-las" (Pv 25.2). Orientado pela Palavra de Deus, o crente prudente, mais do que imediatamente, dedica-se para viver o antônimo do que está escrito no início desse texto. Destarte, seu campo de interesse é a busca pelo conhecimento sadio e sóbrio. Conhecer para viver melhor. Viver para que Deus seja visto e glorificado atravez de sua simples vida. Conhecer para que, atravez do seu conhecimento, sua vida seja uma escola ao céu aberto. No início dos meus estudos, tive o privilégio de conhecer uma pessoa assim. Professor Jânio, homem de Deus. Suas aulas e ministrações eram profundas e apimentadas com simplescidade de quem pouco aparecia. Uma das marcas desse irmão era a capacidade de se fazer imperceptível. Transmitia o conhecimento. Inspirava, mas sumia. O foco sempre foi Cristo! O maior modelo de todos é nosso Salvador. Ele não fez questão das bajulações e nem das glórias populistas. Jesus, desde o início do seu ministério se dedicou à glória do Pai. Mestre que fala direto ao coração dos homens, e em nenhum momento usou da sua habilidade para envaidecer. Usado poderosamente em milagres, orientava, quase sempre: "mantenham-se em silêncio - procurem o sacerdote" (paráfrase minha). Por que Ele não se ensoberbeceu? Simples, estava cheio do Espírito Santo (Lc 4.16-30). Jesus nos ensina que o verdadeiro conhecimento que glorifica a Deus deve ser modelado pelo Espírito Santo. Por mais que saibamos, sempre estaremos distantes do conhecimento de Deus. 
 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

A Parábola do Farol e do Cais



Havia uma cidade à beira-mar, chamada Igreja, e todos os que nela habitavam eram marinheiros, resgatados das águas revoltas do pecado por um único ato de salvação. Essa salvação era o Farol, erguido por Cristo, o Capitão Soberano.

Naquela cidade, havia dois grupos principais de marinheiros.

O Grupo do Veleiro (Os Fortes)

Eles tinham entendido que, agora em terra firme, a vida não era mais regida pelas leis rígidas do mar (as antigas regras de comida e dias). Eles podiam pescar qualquer peixe, velejar em qualquer dia. Sua convicção era forte: "Somos livres em Cristo!" Eles sabiam que todas as coisas lhes eram lícitas.

Contudo, ao verem os outros, mais cautelosos, eles caçoavam: "Olhem só, estes ainda têm medo do mar! Por que comem apenas a fruta do porto e temem tocar no peixe que o Capitão nos deu?" O desprezo começava a ser nutrido, a "besteirinha de nada" que o seu texto alertou.

O Grupo do Cesto de Frutas (Os Fracos)

Eles haviam acabado de chegar. A memória do naufrágio ainda era viva, e o cheiro de peixe do mar lhes trazia ansiedade. Para eles, comer apenas as frutas plantadas no jardim da Igreja e guardar o Domingo com um rigor absoluto era a única maneira de demonstrar gratidão ao Capitão. Sua convicção era fraca: "Não podemos ofender Aquele que nos salvou!"

Ao verem a liberdade dos outros, eles sussurravam: "Estes são imprudentes, quase hereges! Eles vão tentar o Capitão novamente! Por que não se esforçam para serem mais santos?" O julgamento crescia no coração.


O Imperativo do Capitão

Um dia, o velho Faroleiro, que guardava os mandamentos do Capitão, convocou-os ao Cais.

"Marinheiros!", ele bradou. "Vocês olham para os vossos pratos e calendários, e esquecem-se do Farol! Por que o Capitão os resgatou?"

Os Veleiros responderam: "Pela nossa Liberdade!" Os Cestos de Frutas responderam: "Pela nossa Santidade!"

O Faroleiro suspirou e apontou para o Farol: "O Capitão os resgatou pelo Seu Propósito Soberano! Ele vos escolheu antes que a vossa embarcação fosse sequer construída, cumprindo Sua promessa de que o Cais estaria cheio de gente de toda nação – de fortes e de fracos."

Ele continuou, citando o imperativo do Evangelho:

"Se a vossa força vos faz desprezar o cauteloso, ela vos leva ao pecado, pois não produz Glória ao vosso Salvador!

Se a vossa cautela vos faz julgar o livre, ela vos leva ao pecado, pois usurpa o lugar do Capitão, que é o único Juiz!"

O Acolhimento em Cristo

O Faroleiro, então, pediu que olhassem para o Cais.

"O que o Capitão Jesus fez? Ele, que era o único perfeitamente livre (o 'Forte' por excelência), não viveu para Si mesmo, mas se fez marinheiro, comeu com os impuros e acolheu os doentes. Ele, que podia comer de tudo, jejuou. Ele, que podia descansar sempre, trabalhou até a Cruz. Ele imitou o Pai, não o homem."

"O Acolhimento é o dever de todos, não é opcional," concluiu o Faroleiro, "porque no Cais, judeus e gentios, Veleiros e Cestos de Frutas, são unidos pela mesma Graça Eleita, e são sustentados pelo mesmo Deus Soberano. A união de vocês é o maior farol para o mundo: ela mostra que a força de vocês não é em vocês mesmos, mas n'Aquele que morreu e ressuscitou para ser o Senhor de todos."


 Lição Teológica:

  • Soberania de Deus/Eleição: O Capitão escolheu os marinheiros "antes que a embarcação fosse construída" (referência a Rm 9).

  • Soli Deo Gloria: A motivação para não pecar é que tudo deve produzir glória ao nome do Senhor, não aos nossos próprios hábitos.

  • Acolhimento/Imitação de Cristo: A base para o acolhimento é que Cristo, sendo livre, se humilhou (Rm 15.1-3), imitando o Pai.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

História do sermão do dia 23/11/2025

Ele construiu impérios, lotou estádios, escreveu livros que mudaram vidas. Chamavam-no de "gigante da fé". Mas, nos bastidores, sua família desmoronava, a honestidade em seus negócios era obscura e ele maltratava a equipe. Ele era admirado por muitos e temido por poucos. Ele venceu o mundo, mas perdeu a si mesmo no processo...

Pergunto-vos:

  • Nossas conquistas ministeriais importam mais do que o nosso convívio diário com o amor e a condição real da nossa alma?

  • Estamos traindo o que cremos e não amamos?

  • Estamos seguindo Cristo com o corpo, mas perdendo a alma pelo caminho?

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

BREVE HISTÓRIA Rm 14.5-12

 

“O Dia e o Senhor”

A pequena comunidade de Roma se reunia em silêncio naquela manhã. Havia tensão no ar — não pela perseguição que rondava as portas, mas por algo mais sutil, mais corrosivo: os debates.
Uns diziam que certos dias eram sagrados, outros que todos os dias pertenciam ao Senhor. Havia quem se orgulhasse de comer de tudo, e quem se sentisse puro por não comer. A mesa da comunhão, que antes unia, agora dividia.

Foi então que Paulo escreveu. Sua pena deslizou com peso e ternura:
“Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja convicto em sua própria mente...”

Essas palavras chegaram até eles como vento fresco em meio à fumaça de disputas.
Entre os irmãos, um homem de cabelos grisalhos, Justus, se levantou. Com voz embargada, leu em voz alta:
“Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si.”

O silêncio se instalou. Cada um começou a olhar o outro — não mais como opositor, mas como servo do mesmo Senhor.
A jovem Lydia, que sempre observava o sábado com rigor, enxugou uma lágrima. O servo Marcos, que comia de tudo com gratidão, baixou a cabeça em arrependimento.

Paulo os havia lembrado de algo que todos haviam esquecido: Cristo morreu e ressuscitou não para que cada um vivesse segundo a sua razão, mas para que todos vivessem para Ele.

E quando chegou a noite, naquela mesma casa, eles voltaram a partir o pão.
Não havia mais debate sobre dias ou comidas.
Havia gratidão.
Havia temor.
E havia uma certeza ecoando em cada alma:

“Quer vivamos, quer morramos, somos do Senhor.”

Naquele instante, compreenderam — o problema não estava nos dias, mas nos corações que julgavam.
E o Deus que julga a todos, olhava do alto, sorrindo. Porque, enfim, seus filhos haviam aprendido a cuidar da própria vida… e a amar o irmão ao lado.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Rm 14.1 - A Igreja é lugar de acolhimento.

 "A Igreja: Um Porto Seguro"

Na vastidão do mar da vida, a Igreja é um porto seguro onde podemos ancorar nossas almas. É um lugar onde a segurança e o amor de Deus nos abrigam, nos protegem e nos dão força para enfrentar as tempestades.

Nela, encontramos abrigo das tormentas do mundo e podemos descansar nos braços de Deus. É um lugar onde podemos ser nós mesmos, sem medo de julgamentos ou críticas, onde podemos encontrar conforto e paz. E desfrutarmos das mudanças corretivas e amorosas de Deus, que nos fazem mais parecidos com Jesus.

A Igreja não é apenas um refúgio, é também um lugar de crescimento e aprendizado. É onde podemos descobrir mais sobre o amor de Deus e como aplicá-lo em nossas vidas. É onde podemos encontrar irmãos que nos apoiam e nos incentivam a seguir em frente.

Que possamos encontrar segurança e paz na Igreja, e que possamos ser luz para o mundo, refletindo o amor de Deus em nossas vidas.


sábado, 3 de janeiro de 2026

Memórias que sustentam

Lembro-me do que fui:

passos incertos, coração vazio,
olhos que buscavam e não viam.

Vejo quem sou agora:
filho amado, perdoado, lavado,
guardado no colo do Eterno.

E sonho com o que serei:
pleno, eterno, imerso em luz,
habitando onde não há mais pranto.

As promessas de Deus são âncoras firmes,
presas no chão da eternidade,
mantendo-me de pé em mares revoltos.

Hoje, ergo a voz em gratidão,
não só pelo pão que vejo na mesa,
mas pela vida que arde dentro de mim,
e pelo amanhã que já tem endereço no céu.

DISTANTES DE DEUS

O homem vive num constante labirinto competitivo. A luta entre os pares é para chegar ao maior conhecimento reconhecido. Colocar o nome no f...