A ICRB é uma igreja evangélica, bíblica e reformada. Tem como missão levar os ensinamentos do Senhor Jesus Cristo. Cremos que Jesus é o único que pode nos reconciliar com Deus e nos conduzir no caminho da paz, da fé e da alegria. Também na necessidade de nos reunirmos em comunhão e oração. Você e sua família são muito bem-vindos!
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
DISTANTES DE DEUS
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
A Parábola do Farol e do Cais
Havia uma cidade à beira-mar, chamada Igreja, e todos os que nela habitavam eram marinheiros, resgatados das águas revoltas do pecado por um único ato de salvação. Essa salvação era o Farol, erguido por Cristo, o Capitão Soberano.
Naquela cidade, havia dois grupos principais de marinheiros.
O Grupo do Veleiro (Os Fortes)
Eles tinham entendido que, agora em terra firme, a vida não era mais regida pelas leis rígidas do mar (as antigas regras de comida e dias). Eles podiam pescar qualquer peixe, velejar em qualquer dia. Sua convicção era forte: "Somos livres em Cristo!" Eles sabiam que todas as coisas lhes eram lícitas.
Contudo, ao verem os outros, mais cautelosos, eles caçoavam: "Olhem só, estes ainda têm medo do mar! Por que comem apenas a fruta do porto e temem tocar no peixe que o Capitão nos deu?" O desprezo começava a ser nutrido, a "besteirinha de nada" que o seu texto alertou.
O Grupo do Cesto de Frutas (Os Fracos)
Eles haviam acabado de chegar. A memória do naufrágio ainda era viva, e o cheiro de peixe do mar lhes trazia ansiedade. Para eles, comer apenas as frutas plantadas no jardim da Igreja e guardar o Domingo com um rigor absoluto era a única maneira de demonstrar gratidão ao Capitão. Sua convicção era fraca: "Não podemos ofender Aquele que nos salvou!"
Ao verem a liberdade dos outros, eles sussurravam: "Estes são imprudentes, quase hereges! Eles vão tentar o Capitão novamente! Por que não se esforçam para serem mais santos?" O julgamento crescia no coração.
O Imperativo do Capitão
Um dia, o velho Faroleiro, que guardava os mandamentos do Capitão, convocou-os ao Cais.
"Marinheiros!", ele bradou. "Vocês olham para os vossos pratos e calendários, e esquecem-se do Farol! Por que o Capitão os resgatou?"
Os Veleiros responderam: "Pela nossa Liberdade!" Os Cestos de Frutas responderam: "Pela nossa Santidade!"
O Faroleiro suspirou e apontou para o Farol: "O Capitão os resgatou pelo Seu Propósito Soberano! Ele vos escolheu antes que a vossa embarcação fosse sequer construída, cumprindo Sua promessa de que o Cais estaria cheio de gente de toda nação – de fortes e de fracos."
Ele continuou, citando o imperativo do Evangelho:
"Se a vossa força vos faz desprezar o cauteloso, ela vos leva ao pecado, pois não produz Glória ao vosso Salvador!
Se a vossa cautela vos faz julgar o livre, ela vos leva ao pecado, pois usurpa o lugar do Capitão, que é o único Juiz!"
O Acolhimento em Cristo
O Faroleiro, então, pediu que olhassem para o Cais.
"O que o Capitão Jesus fez? Ele, que era o único perfeitamente livre (o 'Forte' por excelência), não viveu para Si mesmo, mas se fez marinheiro, comeu com os impuros e acolheu os doentes. Ele, que podia comer de tudo, jejuou. Ele, que podia descansar sempre, trabalhou até a Cruz. Ele imitou o Pai, não o homem."
"O Acolhimento é o dever de todos, não é opcional," concluiu o Faroleiro, "porque no Cais, judeus e gentios, Veleiros e Cestos de Frutas, são unidos pela mesma Graça Eleita, e são sustentados pelo mesmo Deus Soberano. A união de vocês é o maior farol para o mundo: ela mostra que a força de vocês não é em vocês mesmos, mas n'Aquele que morreu e ressuscitou para ser o Senhor de todos."
Lição Teológica:
Soberania de Deus/Eleição: O Capitão escolheu os marinheiros "antes que a embarcação fosse construída" (referência a Rm 9).
Soli Deo Gloria: A motivação para não pecar é que tudo deve produzir glória ao nome do Senhor, não aos nossos próprios hábitos.
Acolhimento/Imitação de Cristo: A base para o acolhimento é que Cristo, sendo livre, se humilhou (Rm 15.1-3), imitando o Pai.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
História do sermão do dia 23/11/2025
Ele construiu impérios, lotou estádios, escreveu livros que mudaram vidas. Chamavam-no de "gigante da fé". Mas, nos bastidores, sua família desmoronava, a honestidade em seus negócios era obscura e ele maltratava a equipe. Ele era admirado por muitos e temido por poucos. Ele venceu o mundo, mas perdeu a si mesmo no processo...
Pergunto-vos:
Nossas conquistas ministeriais importam mais do que o nosso convívio diário com o amor e a condição real da nossa alma?
Estamos traindo o que cremos e não amamos?
Estamos seguindo Cristo com o corpo, mas perdendo a alma pelo caminho?
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
BREVE HISTÓRIA Rm 14.5-12
“O Dia e o Senhor”
A pequena comunidade de Roma se reunia em silêncio naquela manhã. Havia tensão no ar — não pela perseguição que rondava as portas, mas por algo mais sutil, mais corrosivo: os debates.
Uns diziam que certos dias eram sagrados, outros que todos os dias pertenciam ao Senhor. Havia quem se orgulhasse de comer de tudo, e quem se sentisse puro por não comer. A mesa da comunhão, que antes unia, agora dividia.
Foi então que Paulo escreveu. Sua pena deslizou com peso e ternura:
“Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja convicto em sua própria mente...”
Essas palavras chegaram até eles como vento fresco em meio à fumaça de disputas.
Entre os irmãos, um homem de cabelos grisalhos, Justus, se levantou. Com voz embargada, leu em voz alta:
“Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si.”
O silêncio se instalou. Cada um começou a olhar o outro — não mais como opositor, mas como servo do mesmo Senhor.
A jovem Lydia, que sempre observava o sábado com rigor, enxugou uma lágrima. O servo Marcos, que comia de tudo com gratidão, baixou a cabeça em arrependimento.
Paulo os havia lembrado de algo que todos haviam esquecido: Cristo morreu e ressuscitou não para que cada um vivesse segundo a sua razão, mas para que todos vivessem para Ele.
E quando chegou a noite, naquela mesma casa, eles voltaram a partir o pão.
Não havia mais debate sobre dias ou comidas.
Havia gratidão.
Havia temor.
E havia uma certeza ecoando em cada alma:
“Quer vivamos, quer morramos, somos do Senhor.”
Naquele instante, compreenderam — o problema não estava nos dias, mas nos corações que julgavam.
E o Deus que julga a todos, olhava do alto, sorrindo. Porque, enfim, seus filhos haviam aprendido a cuidar da própria vida… e a amar o irmão ao lado.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
Rm 14.1 - A Igreja é lugar de acolhimento.
"A Igreja: Um Porto Seguro"
Na vastidão do mar da vida, a Igreja é um porto seguro onde podemos ancorar nossas almas. É um lugar onde a segurança e o amor de Deus nos abrigam, nos protegem e nos dão força para enfrentar as tempestades.
Nela, encontramos abrigo das tormentas do mundo e podemos descansar nos braços de Deus. É um lugar onde podemos ser nós mesmos, sem medo de julgamentos ou críticas, onde podemos encontrar conforto e paz. E desfrutarmos das mudanças corretivas e amorosas de Deus, que nos fazem mais parecidos com Jesus.
A Igreja não é apenas um refúgio, é também um lugar de crescimento e aprendizado. É onde podemos descobrir mais sobre o amor de Deus e como aplicá-lo em nossas vidas. É onde podemos encontrar irmãos que nos apoiam e nos incentivam a seguir em frente.
Que possamos encontrar segurança e paz na Igreja, e que possamos ser luz para o mundo, refletindo o amor de Deus em nossas vidas.
sábado, 3 de janeiro de 2026
Memórias que sustentam
Lembro-me do que fui:
passos incertos, coração vazio,
olhos que buscavam e não viam.
Vejo quem sou agora:
filho amado, perdoado, lavado,
guardado no colo do Eterno.
E sonho com o que serei:
pleno, eterno, imerso em luz,
habitando onde não há mais pranto.
As promessas de Deus são âncoras firmes,
presas no chão da eternidade,
mantendo-me de pé em mares revoltos.
Hoje, ergo a voz em gratidão,
não só pelo pão que vejo na mesa,
mas pela vida que arde dentro de mim,
e pelo amanhã que já tem endereço no céu.
DISTANTES DE DEUS
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