Em dois blocos, chegamos na reta final do capítulo nove de Romanos. Está dividido assim: 1 - A soberania de Deus 2 - A responsabilidade de Israel. Paulo agora irá delimitar aquilo que ele vem expondo desde o primeiro verso; Deus é totalmente soberano e Senhor. Ele estabeleceu decretos e não pode ser contrariado. Todo homem, quer seja judeu ou grego, encontra-se sob essa sentença. E, ainda, os homens são responsáveis por suas escolhas e obras. O todo desse capítulo, assim como o todo da Bíblia é Cristo; “...a pedra de tropeço…”(v.29). E ainda, a pedra angular. Aqueles que foram conduzidos e justificados, o foram em Cristo. Aqueles que foram rejeitados, e tiveram seus corações endurecidos, também foram em Cristo. Os gentios conduzidos pelo Espírito Santo, olharam para Jesus e encontraram a vida eterna. Os “Judeus”, impedidos pelo Espírito Santo, viram em Jesus uma afronta, e foram condenados. Paulo começa a instrução no verso dezenove trazendo mais uma vez um questionamento, e o vértice dessa inquirição é a soberania de Deus. Ou seja, no fim, é Ele que prevalecerá impondo sua santa vontade. Engraçado, os homens contemporâneos pouco se importam com Deus e sua Palavra. Vemos nisso uma bandeira de independência e pseudo totalitarismo de vida. É como se dissessem assim: - “Aqui quem manda sou eu”. Essa atitude no mundo não é de se estranhar, mas quando vemos pessoas dentro da igreja com esse posicionamento… Certamente são os passageiros convencidos. No verso vinte, Paulo impõe aos seus leitores uma problemática fácil de ser respondida, mas difícil de ser aceita por muitos: “Quem é o homem para discutir ou questionar a Deus?” (Paráfrase minha). No próprio verso, Paulo faz uma analogia entre objeto e criador, e deixa a resposta clara; o objeto criado não pode se voltar contra o criador e questioná-lo por que o fez de tal forma. Da mesma maneira, o homem criado por Deus deve seguir o mesmo entendimento. No verso vinte um ele faz uso da imagem de um oleiro e suas criações de barro. A questão é: Pode o vaso criado pelo oleiro questioná-lo? Não! Assim é Deus e toda a sua criação. Do verso vinte e dois a vinte e quatro, Paulo aplica didaticamente aquilo que ele ensinou nos versos anteriores: 1 - Deus mostra sua ira e revela seu poder nos vasos de ira, que foram preparados para a perdição. 2 - Revela sua riqueza, em glória, para os vasos de misericórdia. No verso vinte e quatro, Paulo diz assim: “Os quais também somos nós” Essa frase refere-se ao verso vinte e três. Entre judeus e gregos, ou seja, não todos os judeus e gregos, mas alguns dentro desses grupos foram chamados para a glória de Deus. Do verso vinte e cinco a vinte e nove, Paulo usa textos do Antigo Testamento para dois propósitos: 1 - A comunidade leitora verá que esses fatos são verdades desde tempos idos. 2 - Está sempre respaldado pela Palavra de Deus. Do verso trinta a trinta e três, Paulo fecha o capítulo nove dizendo: 1 - Os homens/judeus são totalmente responsáveis por seus atos. 2 - Os gentios foram conduzidos pelo Espírito Santo para o caminho da fé. Assim, alcançaram graça e salvação. 2 - Os judeus permaneceram duros de coração, pois não foram conduzidos pelo Espírito Santo ao mesmo caminho. Assim, ao se depararem com Jesus, tropeçaram, o rejeitando. Importantes ensinamentos ficam aqui para nós que estamos em Cristo: 1 - Gratidão! Pois, certamente o Espírito Santo nos tirou da condição de empedernidos 2 - Intercessão. Devemos clamar pelos que ainda não foram alcançados. 3 - Vivermos todos os dias desejosos de conhecer mais a Jesus.
A ICRB é uma igreja evangélica, bíblica e reformada. Tem como missão levar os ensinamentos do Senhor Jesus Cristo. Cremos que Jesus é o único que pode nos reconciliar com Deus e nos conduzir no caminho da paz, da fé e da alegria. Também na necessidade de nos reunirmos em comunhão e oração. Você e sua família são muito bem-vindos!
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