domingo, 18 de agosto de 2024

Os distraídos discípulos de Jesus


Dois relatos, por demais intrigantes por parte dos evangelistas, nos mostram os discípulos de Jesus bem distraídos: 1 - Marcos, assim como Mateus (Mc 13.1,2; Mt 24.1), relatam o mesmo acontecimento, o estado estupefato dos discípulos diante do templo onde entravam e saíam seguindo Jesus. 2 - Lucas relata os setenta comissionados por Jesus, e o retorno contagiante deles (Lc 10.17-20). Em cada um dos relatos, observa-se que os discípulos se depararam com coisas grandiosas demais diante dos seus humildes e neófitos olhos: grandiosidade e Poder. A grandiosidade ainda pode-se associar com alguns outros sinônimos: pomposidade, luxo, barganha, glória e etc… Isso tudo, e talvez, muitas outras definições podem ser atribuídas a esse lugar. Esse templo foi construído por Herodes, o idumeu; o propósito era agraciar os “vassalos judeus”. E para isso, Herodes não poupou recursos nem detalhes. O templo de Herodes começou em 19 a.C e sua conclusão aconteceu em 64 d.C.

Há, sem dúvida alguma, muitas coisas para se conhecer sobre essa construção, mas por causa do tempo e espaço nos conferidos, só posso dizer agora que: O templo de Herodes superou todos os outros dois antigos, seu tamanho, detalhes e imponência mostra o caráter astucioso dos construtores. E não é sem motivo, que certamente, muitos que ali chegavam se admiravam da construção. Os discípulos eram interioranos. Pescadores, galileus, homens distantes da capital Jerusalém. E, entrando e saindo, entre galerias, pátios e enormidades de espaços e pessoas transitando, ficaram perplexos. As narrativas dos evangelistas mostram momentos ímpares de Jesus dentro e ao redor do templo: 1 - A figueira amaldiçoada 2 - A purificação do templo 3 - A parábola dos lavradores maus e o desejo, por parte do religiosos de prenderem Jesus 4 - Os capciosos questionamentos direcionados a Jesus: - Com que autoridade tu fazes esses sinais? - A ressurreição? Tributo? Qual é o grande mandamento? No outro relato, Lc 10.17-20, Lucas mostra o fim da missão dos setenta. Homens que foram comissionados pelo Mestre ao evangelismo. Foram, e em nome de Jesus, lograram êxito e chegaram ao lugar onde estava Jesus, contagiados e maravilhados. A primeira expressão exposta pelos comissionados foi: “Senhor, os próprios demônios se nos submetem pelo teu nome”(v.17). Lucas, relata que eles estavam possuídos de alegria. Dois fatos importantes devem ser destacados aqui:1 - Eles não foram repreendidos por essa felicidade. Foram reordenados. 2 - Jesus mostrou para eles, que havia uma alegria muito maior. Essa alegria deveria anteceder a que eles estavam no coração. Qual é? Ter a certeza que seus nomes estão escritos no livro da vida. Resumindo; a doce alegria da salvação! Tanto em Marcos, quanto em Lucas, encontramos os discípulos seduzidos por eventos e fatos que estão fora das suas realidades. Nos dois fatos encontramos Jesus corrigindo o prisma do colegiado apostólico. Destarte, vemos homens distraídos e embaraçados. Colocando as coisas fora de ordem. Pecado? Até então, não. Mas muito perigoso, pois, se não corrigidos, certamente iriam continuar declinados aos erros e seus atos seriam desastrosos. O que esses textos comunicam para a igreja nos dias de hoje? 1 - Precisamos tomar cuidado naquilo que estamos atentos 2 - Precisamos conhecer em que depositamos nossa alegria e admiração 3 - Precisamos ter coração e mente atentos em Jesus, pois Ele, através do seu Santo Espírito, reordena nossas distrações.     

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