Estamos prestes a chegar ao fim do capítulo dois. Até aqui, olhando para três grandes blocos que meditamos (Rm 1.18-32; 2.1-8; 2.9-16), Paulo estabelece duas certezas que, de forma alguma, podem escapar da consciência do crente: 1 - O ímpio, por negar a Deus, rejeitar a clara mensagem e viver parcamente será condenado. 2 - O “justo” por se achar melhor, escudado na lei, juiz dos outros e seus pecados, e ainda, ser praticante dos mesmos pecados, também está condenado. A síntese paulina é: Todos são indesculpáveis! Hoje, no terceiro bloco, Paulo concretiza sua proposição mostrando a imparcialidade e a justiça de Deus. Além disso, crentes e descrentes recebem o justo juízo que eles merecem. Nos versos nove a onze, Paulo reitera o que estabeleceu nos versos anteriores; o homem receberá diante de Deus aquilo que é justo. Os réprobos, condenação. Os justos, vida eterna. No seu discurso, Paulo deixa claro que, tanto justo, quanto injusto, os são explicitamente. Aqui, não existem intenções ou desejos de vingança da parte do apóstolo ou de Deus para condenações sumárias. Não é isso. O ímpio simplesmente receberá aquilo que ele buscou e fez a vida inteira. E da mesma forma, não encontramos um favoritismo ou preterismo para proteger algumas pessoas, nesse caso, os crentes, que por fé salvífica, seguiram suas vidas em obediência ao santo evangelho de Cristo: (Rm 2.9) “...Tribulação e angústia virão sobre a alma de qualquer homem que faz o mal…” (Rm 2.10) “...glória, porém, e honra, e paz a todo aquele que pratica o bem…”. Uma verdade metafísica está explícita nos dois grupos; O resumo de suas vidas está naquilo que eles receberam de Deus. Um, os ímpios, nitidamente receberam a revelação natural, foram beneficiados pelas certezas intrínsecas em seus corações, chegam a ver os atributos de Deus na criação, mas escolheram rejeitá-los e levantaram outros Deuses. Os justos, informados pela Palavra, tratados pelo Espírito Santo, escolheram conhecer e viver num relacionamento profundo com Deus. O princípio de tudo é Deus se revelando. Tanto crentes, como os descrentes, segundo o que nos ensina Paulo, viverão eternamente aquilo que mais amam, lutam, se esforçam aqui no presente momento de vida. Ou seja, o que queremos eternamente é aquilo que mais praticamos e vivemos no nosso dia a dia. No verso onze, Paulo mostra por que ele fala dessa maneira. A certeza de Paulo é a Pessoa de Deus: “Porque para com Deus não há acepção de pessoas”. Duas grandes verdades ficam nítidas neste verso 1 - Deus é justo 2 - Assim como Paulo, todo crente deve desenvolver um conhecimento apurado da pessoa de Deus. Só assim seus posicionamentos serão justos. Os últimos versos desse bloco são doze a dezesseis. Aqui, Paulo estabelece certezas duras e lindas: 1 - Deus não irá julgar ninguém por aquilo que ele não possui responsabilidade ou conhecimento. Ou seja, Deus não trará recompensas ou condenações erradamente. Os que nunca ouviram da lei, de forma alguma serão julgados pela lei. Os recebedores da lei são julgados pela lei. Os crentes de hoje, por terem maior conhecimento de Deus, terão talvez, como dizem muitos estudiosos, um julgamento mais severo e contundente; os crentes de hoje possuem o evangelho. Além da mensagem natural, a lei de Moisés, nós fomos laureados com o evangelho escrito. 2 - Paulo finaliza no verso dezesseis dizendo que o juiz naquele grande dia será Jesus. Ele julgará todo o mundo. Nada passará. Até os segredos dos homens serão julgados. E o instrumento utilizado para o julgamento será o evangelho.

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