domingo, 18 de junho de 2023

Juízo de Deus (II)

 



Dias anteriores quando tivemos a oportunidade de meditarmos no texto de Mt 7.1-5, Sermão do Monte. Pude escrever também sobre essa demanda de juízo. Naquele momento, Jesus doutrinava e evangelizava. Julgar é matéria importantíssima para Cristo. Pois, discípulos, judaizantes e impíos deveriam aprender. Quero fazer algumas perguntas, que sugestivamente, cada leitor deve responder para si mesmo. Quais juízos estamos estabelecendo sobre o nosso próximo? Segundo o que está sendo pregado nesses últimos domingos, eu estou enquadrado no lugar certo de julgar? Se estou julgando… se não, certamente estou! Meus juízos estão corretos com os ensinamentos Bíblicos? Deus tem se agradado daquilo que tenho julgado nos outros? Definitivamente, as respostas dessas perguntas apontam para uma condição de vida cristã. Condição essa que deve seguir criteriosamente os ensinos bíblicos; pois, julgar coisas, situações e pessoas é lato na vida de todos os homens, quer crente ou descrente. A parte que será exposta hoje no texto de Rm 2, continua mostrando a condição delicada de um julgador. Paulo tendo como comunidade leitora, uma igreja pequena, lá na cidade de Roma, instrui aos prováveis ou certos julgadores que ali congregavam. Além deles, todos também deveriam aprender; conhecer os limites humanos do juízo e saberem que Deus não se agrada nada dessa empáfia. O julgador é apresentado por Paulo como alguém que está numa situação diante de Deus, bem difícil. O tal acumula sobre si mesmo marcas, práticas e características muito perigosas para um único ser humano. Eu, forçosamente, chamo-o de o desafiador de Deus. Um camarada que passa sobre todos os limites, e ainda tem certezas de sua vida eterna, tranquila e cheia de recompensas. Dos versos três a oito serão nosso baluarte de aprendizado. Bem no verso três, Paulo aponta suas palavras para o juiz: “...Tu, ó homem…”. Duas marcas revolucionárias são destacadas por Paulo sobre o doutor: 1 - Condena os ímpios, e naquilo que ele condena, ele mesmo pratica. 2 - Acredita que está fora do juízo de Deus. Ou seja, o magistrado aqui condena todo mundo, e naquele grande dia, por motivos plurais, acredita que está fora da possibilidade de algum tipo de juízo de Deus. Este e tantos outros condenadores se caracterizam por terem olhos atentos para os pecados dos outros. E lutam para suavizar os seus. É importante salientar, que em nenhum momento o apóstolo Paulo está proibindo os juízos. O que Paulo e toda a Escritura Sagrada condenam é o juiz condenador. Duas práticas sórdidas são salientadas por Paulo sobre o juiz no verso quatro: 1 - ignorante 2 - desprezador. “... Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância e longanimidade”. “...Ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento”. Esse juiz está tão cego, que não consegue entender que Deus está sendo tardio, não só com os demais ímpios, mas também com ele. O propósito de Deus tardar seus acertos é dar tempo para tais homens se arrependerem e mudarem de vida.  A outra prática desse homem é triste e gélida; não consegue, ou consegue e desconsidera, reconhecer os atributos de Deus. Ter olhos voltados para as mazelas das pessoas, e um coração empedernido e julgador, fez desse homem um crente que desconhece e desconsidera o próprio Deus. No verso cinco, Paulo mostra mais problemas: 1 - duro. 2 - de coração impenitente. 3 - acumulador de ira. Todas essas e as anteriores marcas desse homem, mostram que ele é alguém que caminha apressadamente para aquele grande dia; o dia do juízo final. Para ser condenado. Pela época, região, e situação da comunidade leitora de Paulo, esse homem provavelmente estava escudado em certezas religiosas que o livraria do afastamento de Deus. Ter genealogia. Estar numa igreja. Ser oriundo do judaísmo, e afins, era muita coisa para ele e tantos. Mas biblicamente, nem isso, nem nada mais é algo que possa ser égide humano diante de Deus. A segurança do crente está somente em Jesus, O Salvador de nossas vidas.

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