domingo, 9 de abril de 2023

 

Quero começar o texto desse domingo com essa frase de F. F. Bruce, citada no comentário expositivo de Romanos, feito pelo pastor Hernandes Dias Lopes: “O evangelho de Deus é a jubilosa proclamação da vitória e da exaltação de seu filho, e da consequente anistia e libertação que os homens podem desfrutar pela fé nele”. Por qual motivo esse encete? Simples! A certeza do que é o evangelho faz o homem trilhar sendas planas. Mais ainda; tira, desvia e afasta o crente dos anátemas parladores do falso evangelho. Essa é a nossa terceira meditação na epístola aos Romanos, e continuamos com Paulo em sua saudação. Já vimos o macro do livro. Andamos com um Paulo efusivo – uma eloquência que denota escravidão; “... sou escravo de Jesus”. Agora continuamos, e permaneceremos ainda na sua apresentação. Por qual motivo? Para podermos, além de entender o que Paulo estava ensinado para sua comunidade leitora, desvendar alguns termos bíblicos, que infelizmente, por parte de muitos ditos cristãos, são usados de forma espúria. A continuidade da apresentação de Paulo, agora se desemboca naquilo que ele foi chamando; apóstolo! A vida de servo está ligada ao seu ministério. Seu serviço ao reino de Deus é como apóstolo de Cristo. Paulo não era um apóstolo secular, ou seja, aquele que está em missão de uma autoridade do mundo; reis, príncipes, prefeitos ou afins. Paulo também não é um dos apóstolos gerais. Essa condição se dá por causa da etimologia da palavra. Ou seja, um apóstolo é um missionário. É alguém que foi enviado para algum serviço real ou eclesiástico. Claro, por ser um baita de um transeunte da fé, Paulo também se enquadra aqui. Mas, na verdade, Paulo era um dos apóstolos de Cristo. Para ter tal função, era necessário cumprir alguns requisitos, mais exatamente dois, e Paulo os cumpriu. Ter visto ao Senhor, e ter sido chamado/enviado pelo próprio Jesus (At 9.1-19; I Co 15.8,9). Após essas certezas apresentadas, Paulo trás três aspetos importantes para serem observados: 1 – Paulo havia sido separado para o evangelho de Deus. Não podemos entender que Deus só vislumbrou Paulo aqui. Ou que a vida de Paulo resume-se no evangelho. O melhor entendimento dessa afirmação é que, o todo da vida de Paulo, seus dias, seus instrutores, seus dons, sua vocação e energia foram forjados a vida inteira para um melhor aproveitamento na pregação do evangelho. 2 – Evangelho de Deus. Paulo não permite que nenhum dos seus leitores tenha algum tipo de dúvida. Ninguém poderia afirmar que o evangelho é do acaso, ou oriundo de uma religião, ou ainda, produzido pelo próprio Paulo - não! Paulo é peremptório: O evangelho é de Deus. Afirmando assim, nenhuma dúvida pode sobressair do que é o evangelho. 3 – Esse evangelho que é de Deus foi por Ele mesmo prometido através dos profetas no Antigo testamento. Com essa informação, ficam claras algumas características do evangelho: 1 – Duradouro 2 – Antigo 3 – Fonte de esperança 4 – Verdadeiro. Só Deus poderia produzir algo tão sublime assim. Ao homem cabem três grandes privilégios: 1 – Alguns foram chamados para escrever 2 – “Todos” foram chamados para ouvir 3 – Os filhos foram feitos para entender.


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