Quero
começar o texto desse domingo com essa frase de F. F. Bruce, citada no
comentário expositivo de Romanos, feito pelo pastor Hernandes Dias Lopes: “O evangelho de Deus é a jubilosa proclamação
da vitória e da exaltação de seu filho, e da consequente anistia e libertação
que os homens podem desfrutar pela fé nele”. Por qual motivo esse encete?
Simples! A certeza do que é o evangelho faz o homem trilhar sendas planas. Mais
ainda; tira, desvia e afasta o crente dos anátemas parladores do falso
evangelho. Essa é a nossa terceira meditação na epístola aos Romanos, e
continuamos com Paulo em sua saudação. Já vimos o macro do livro. Andamos com
um Paulo efusivo – uma eloquência que denota escravidão; “... sou escravo de Jesus”. Agora
continuamos, e permaneceremos ainda na sua apresentação. Por qual motivo? Para
podermos, além de entender o que Paulo estava ensinado para sua comunidade
leitora, desvendar alguns termos bíblicos, que infelizmente, por parte de
muitos ditos cristãos, são usados de forma espúria. A continuidade da
apresentação de Paulo, agora se desemboca naquilo que ele foi chamando;
apóstolo! A vida de servo está ligada ao seu ministério. Seu serviço ao reino
de Deus é como apóstolo de Cristo. Paulo não era um apóstolo secular, ou seja,
aquele que está em missão de uma autoridade do mundo; reis, príncipes,
prefeitos ou afins. Paulo também não é um dos apóstolos gerais. Essa condição
se dá por causa da etimologia da palavra. Ou seja, um apóstolo é um
missionário. É alguém que foi enviado para algum serviço real ou eclesiástico.
Claro, por ser um baita de um transeunte da fé, Paulo também se enquadra aqui.
Mas, na verdade, Paulo era um dos apóstolos de Cristo. Para ter tal função, era
necessário cumprir alguns requisitos, mais exatamente dois, e Paulo os cumpriu.
Ter visto ao Senhor, e ter sido chamado/enviado pelo próprio Jesus (At 9.1-19; I
Co 15.8,9). Após essas certezas apresentadas, Paulo trás três aspetos
importantes para serem observados: 1 – Paulo havia sido separado para o
evangelho de Deus. Não podemos entender que Deus só vislumbrou Paulo aqui.
Ou que a vida de Paulo resume-se no evangelho. O melhor entendimento dessa
afirmação é que, o todo da vida de Paulo, seus dias, seus instrutores, seus
dons, sua vocação e energia foram forjados a vida inteira para um melhor
aproveitamento na pregação do evangelho. 2 – Evangelho de Deus. Paulo
não permite que nenhum dos seus leitores tenha algum tipo de dúvida. Ninguém
poderia afirmar que o evangelho é do acaso, ou oriundo de uma religião, ou
ainda, produzido pelo próprio Paulo - não! Paulo é peremptório: O evangelho é
de Deus. Afirmando assim, nenhuma dúvida pode sobressair do que é o evangelho. 3
– Esse evangelho que é de Deus foi por Ele mesmo prometido através dos
profetas no Antigo testamento. Com essa informação, ficam claras algumas
características do evangelho: 1 – Duradouro 2 – Antigo 3 – Fonte de esperança 4
– Verdadeiro. Só Deus poderia produzir algo tão sublime assim. Ao homem cabem três
grandes privilégios: 1 – Alguns foram chamados para escrever 2 – “Todos” foram
chamados para ouvir 3 – Os filhos foram feitos para entender.

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