quinta-feira, 6 de abril de 2023


 

A insignificância de Paulo como escravo, faz de Cristo cada vez mais visto e glorificado. As nossas presunções e necessidades de reconhecimento, conspurcam as possibilidades dos nossos coetâneos de verem, reconhecerem e glorificarem a Cristo. A lógica de toda a Bíblia é: Deus grande e o homem pequeno. Deus, Senhor! E o homem, servo! Paulo, na introdução da epístola aos romanos, não deixa dúvida alguma dessa condição. A introdução está dividida assim: Versos um e dois: Apresentação pessoal de Paulo. Paulo como um servo de Cristo. Um servo que foi chamado para ser apóstolo. Seu apostolado é um chamado direto, pessoal e salvífico do próprio Cristo. O seu serviço ao Cristo, está sob pauta do evangelho de Deus. O apóstolo tinha absoluta certeza que o evangelho era de total domínio de Deus. E isso, ele queria que cada irmão ali em Roma soubesse. O verso dois é uma consequência lógica; Deus é o dono do evangelho. E por sua vontade e soberania, Ele mesmo anuncio esse evangelho através dos seus profetas no Antigo Testamento. Alguns irmãos exegetas, dizem que o anuncio do evangelho prometido era tão contundente, que algumas profecias eram o próprio evangelho já sendo anunciado. Oxalá isso fosse verdade nas nossas vidas. Viver... Falar... Ouvir... Conviver o evangelho todos os dias. Os versos três e quatro são dedicados ao conteúdo do evangelho. Paulo, categoricamente, por ensinar sobre o evangelho, denuncia o que muitos estão fazendo com as boas novas, uma quimera! Como? Os parladores contemporâneos estão tirando Cristo do evangelho e substituindo por eles mesmos; e vitoriosos. Paulo, do contrário, nos versos três e quatro mostra Cristo em suas duas condições; humana e divina. Paulo aponta para Cristo como o sucessor no trono de Davi, e como o ressuscitado da morte. Versos cinco e seis é o local do chamado apostólico. Um enviado aos gentios. A vida missionária de Paulo não era nada fácil. Mesmo porque, as palavras proferidas pelo Senhor ao discípulo Ananias em Atos nove são peremptórias: “... vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel; pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome” (At 9.15,16). Paulo, como um bom servo, um escravo obediente, cumpriu em outros lugares, e aqui também em Roma o seu papel imposto por Deus. O verso sete é o fechamento da saudação. Não sendo menos importante, por se tratar de uma despedida, ou simplesmente ser o fim de uma perícope, Paulo fecha o texto com uma impetração: “... graça e paz da parte de Deus e de Jesus Cristo” (Rm 1.7). O apóstolo deseja que o favor imerecido de Deus para o homem, seja uma realidade na vida dessa igreja que ele está escrevendo. Cômico, incomum, santo... Paulo deseja tanto o bem; não só a esses irmãos, mas para todos que ele tem ministrado, que suas saudações; início e fim estão permeados da graça de Jesus Cristo. Sem dúvida, isso deve ser uma aula para cada leitor de Paulo. Assim como um servo, o maior dos pecadores de tempos idos ministrava graça para inúmeros irmãos. Nós também devemos fazê-lo hoje. Algumas certezas devem pavimentar nossos corações: 1- Devemos ser escravos de Jesus. Para tal, é sine qua non, que o escravo tenha sido liberto do pecado. Ser escravo de Cristo é ter sido libertado da escravidão do pecado. 2 – Nossa escravidão deve ser naquilo que fomos chamados; crentes, cônjuges, pais, filhos e afins...

Sem comentários:

Enviar um comentário

DISTANTES DE DEUS

O homem vive num constante labirinto competitivo. A luta entre os pares é para chegar ao maior conhecimento reconhecido. Colocar o nome no f...