A
insignificância de Paulo como escravo, faz de Cristo cada vez mais visto e
glorificado. As nossas presunções e necessidades de reconhecimento, conspurcam
as possibilidades dos nossos coetâneos de verem, reconhecerem e glorificarem a
Cristo. A lógica de toda a Bíblia é: Deus grande e o homem pequeno. Deus,
Senhor! E o homem, servo! Paulo, na introdução da epístola aos romanos, não
deixa dúvida alguma dessa condição. A introdução está dividida assim: Versos um
e dois: Apresentação pessoal de Paulo. Paulo como um servo de Cristo. Um servo
que foi chamado para ser apóstolo. Seu apostolado é um chamado direto, pessoal
e salvífico do próprio Cristo. O seu serviço ao Cristo, está sob pauta do
evangelho de Deus. O apóstolo tinha absoluta certeza que o evangelho era de
total domínio de Deus. E isso, ele queria que cada irmão ali em Roma soubesse. O
verso dois é uma consequência lógica; Deus é o dono do evangelho. E por sua
vontade e soberania, Ele mesmo anuncio esse evangelho através dos seus profetas
no Antigo Testamento. Alguns irmãos exegetas, dizem que o anuncio do evangelho
prometido era tão contundente, que algumas profecias eram o próprio evangelho
já sendo anunciado. Oxalá isso fosse verdade nas nossas vidas. Viver...
Falar... Ouvir... Conviver o evangelho todos os dias. Os versos três e quatro
são dedicados ao conteúdo do evangelho. Paulo, categoricamente, por ensinar
sobre o evangelho, denuncia o que muitos estão fazendo com as boas novas, uma
quimera! Como? Os parladores contemporâneos estão tirando Cristo do evangelho e
substituindo por eles mesmos; e vitoriosos. Paulo, do contrário, nos versos
três e quatro mostra Cristo em suas duas condições; humana e divina. Paulo
aponta para Cristo como o sucessor no trono de Davi, e como o ressuscitado da
morte. Versos cinco e seis é o local do chamado apostólico. Um enviado aos
gentios. A vida missionária de Paulo não era nada fácil. Mesmo porque, as
palavras proferidas pelo Senhor ao discípulo Ananias em Atos nove são
peremptórias: “... vai, porque este é
para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e
reis, bem como perante os filhos de Israel; pois eu lhe mostrarei quanto lhe
importa sofrer pelo meu nome” (At 9.15,16). Paulo, como um bom servo, um
escravo obediente, cumpriu em outros lugares, e aqui também em Roma o seu papel
imposto por Deus. O verso sete é o fechamento da saudação. Não sendo menos
importante, por se tratar de uma despedida, ou simplesmente ser o fim de uma
perícope, Paulo fecha o texto com uma impetração: “... graça e paz da parte de Deus e de Jesus Cristo” (Rm 1.7). O
apóstolo deseja que o favor imerecido de Deus para o homem, seja uma realidade
na vida dessa igreja que ele está escrevendo. Cômico, incomum, santo... Paulo
deseja tanto o bem; não só a esses irmãos, mas para todos que ele tem
ministrado, que suas saudações; início e fim estão permeados da graça de Jesus
Cristo. Sem dúvida, isso deve ser uma aula para cada leitor de Paulo. Assim
como um servo, o maior dos pecadores de tempos idos ministrava graça para
inúmeros irmãos. Nós também devemos fazê-lo hoje. Algumas certezas devem
pavimentar nossos corações: 1- Devemos ser escravos de Jesus. Para tal, é sine
qua non, que o escravo tenha sido liberto do pecado. Ser escravo de Cristo é
ter sido libertado da escravidão do pecado. 2 – Nossa escravidão deve ser
naquilo que fomos chamados; crentes, cônjuges, pais, filhos e afins...
A ICRB é uma igreja evangélica, bíblica e reformada. Tem como missão levar os ensinamentos do Senhor Jesus Cristo. Cremos que Jesus é o único que pode nos reconciliar com Deus e nos conduzir no caminho da paz, da fé e da alegria. Também na necessidade de nos reunirmos em comunhão e oração. Você e sua família são muito bem-vindos!
quinta-feira, 6 de abril de 2023
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