domingo, 19 de março de 2023


Tida como a catedral das epístolas, o tratado de Paulo aos irmãos que estavam perseverando numa humilde igreja em Roma é o maior compêndio doutrinário do Novo Testamento. O livro de Romanos é uma fonte doutrinária maravilhosa. Do nascente ao poente, os irmãos que receberam essa epístola, foram confrontados, consolados, animados e instruídos no mais precioso conteúdo que poderiam conhecer. Os assuntos abordados por Paulo não estavam carregados de expressões difíceis, e nem de sentenças eclipsadas. Paulo não estava tratando de assuntos escusos ou vergonhosos. Pelo contrário, o apóstolo de Cristo (Rm 1.1) estava expondo a mais poderosa de todas as verdades; a Palavra de Deus – evangelho (Rm 1.16,17). Informações importantes cercam essa epístola: (1) Paulo, o incansável escravo de Cristo. Indigno apóstolo que, sem dúvida alguma, foi o que mais trabalhou na evangelização do mundo que estava ao seu redor (2) Roma, a capital do mundo ímpio. O centro do pujante do império romano. Festa, arenas, urgia de todas as espécies, homossexualidade e todo tipo de perversões. Também era o local de grande fluxo financeiro e trânsito de pessoas. (3) Doutrinário evangelho paulino (4) Uma igreja necessitada de Cristo (5) Uma igreja composta por muitos religiosos atribulados (6) Um local de amigos. Por hoje, dia 19/03/2023, ser a primeira meditação no livro, nosso propósito é olhar a epístola de forma macro – ponta a ponta. Introduzir, e clamar a Deus para que possa ministrar todas as verdades desse conteúdo divino aos nossos corações. O que será ministrado hoje é: (1) Paulo, sem dúvida é o autor de livro (2) A data da e o local onde Paulo escreveu esse tratado são: 56-58 D.C. Provavelmente Paulo estava na Grécia. Alguns arriscam dizer; Corinto. (3) Paulo, tinha em mente algumas demandas específicas: Informar aos irmãos sobre os propósitos de Deus Rm 1.10-12 / Intimá-los a oração Rm 15.30 / Principalmente informar sobre a importância da fé Rm 1.16,17. O livro de Romanos pode ser dividido assim: (1) Rm 1.1–15: Prólogo (2) Rm 1.16 – 3.31: Justificação pela fé (3) Rm 4: A exemplificação da fé na vida de Abraão (4) Rm 5-8: O resultado na vida do alcançado pela graça: Paz, certeza, liberdade e a certeza de estarem fora da condenação  (5) Rm 9 – 11: Toda certeza do crente deve se basear na soberania de Deus. Pois foi o Senhor, que pelo poder das suas escolhas beneficiou seu povo desde tempos idos (6) Rm 12 – 16: A prática na vida dos salvos. Como foram alcançados, justificados. Tudo aconteceu sob a fé; dom de Deus.

                                                                                                                                                            


                        

quarta-feira, 8 de março de 2023

A Cruz: A justificação de Deus

"Deus o ofereceu como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça. Em sua tolerância, havia deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; mas, no presente, demonstrou a sua justiça, a fim de ser justo e justificador daquele que tem fé em Jesus."

Romanos 3:25,26.

 

Ao chamar sua atenção sua atenção para as grandes palavras que se encontram na Epístola de Paulo ao Romanos, capítulo 3, versículos 25 e 26, gostaria de lembrar-lhes que, em certos sentidos não existem outros versículos mais importantes em toda a extensão das Escrituras do que esses dois. É o centro e o cerne  do todo que constitui a carta principal. Aqui temos a afirmação clássica da grande e fundamental doutrina da expiação.

O apóstolo Paulo declarou que estava determinado a não saber nada, exceto Cristo e este crucificado. Essa foi a maneira de o apóstolo enfatizar a extrema importância da cruz no cristianismo. A doutrina da expiação é central em toda a teologia cristã. Lutero chamou o cristianismo de teologia da cruz. A figura de uma cruz é símbolo universal do cristianismo.

A cruz não visa simplesmente influenciar-nos. No entanto, isto é o que o ensino popular transmite. Diz-nos que o problema da humanidade é que ela não sabe que Deus é amor, não sabe que Deus já perdoou a todos. Qual é o significado da cruz? Bem, dizem eles, é Deus dizendo que já nos perdoou e portanto, ao vermos Cristo morrendo, nossos corações deveriam se quebrantar e levar-nos a perceber esses fatos. A cruz, segundo eles, é dirigida somente a nós. Fala a nós, sim; mas ela tem um objetivo muito maior do que esse; faz outra coisa tembém. Nosso perdão é somente uma parte; há algo infinitamente mais importante. Que é? É o caráter de Deus. A cruz não somente mostra o amor de Deus, mostra a Sua justiça, Sua retidão, Sua santidade e toda a glória dos seus atributos eternos.

São grandes as boas novas de que agora nos é possível sermos "justificados gratuitamente pela  sua graça pela redenção que há em Cristo Jesus". Em outras palavras, agora existe um caminho de salvação, à parte da Lei, que independe de nossa observância dela. Deus nos resgatou em Cristo e estes versículos 25 e 26 explicam como isso aconteceu.

 

segunda-feira, 6 de março de 2023

O DIA A DIA DOS NOSSOS DIAS...

Hoje é segunda-feira; 06/03/2023. Tudo está normal! Brigas, acusações, exonerações, oposições, indicações, possibilidade de aprovação do aborto, homossexualidade como bandeira de mais um novo governo no poder... O mundo sendo mundo; tudo no seu devido lugar!

O que isso interfere nas nossas vidas? Pouco ou talvez muito, depende de cada um.

Tudo vai depender de como encaramos as coisas. Um linguajar mais técnico; depende da cosmovisão de cada um. Segue uma sinuca de bico para você: Como você está enxergando tudo o que está passando ao seu redor? Ou melhor: Você está vendo o que está acontecendo aí do seu lado? 

Encontramos pessoas inabaláveis com os problemas do mundo. Certo que boa parte delas estão em coma induzido. Sedação? Não. Alienação! Outros, uma pequena parte da população estão firmados na rocha (Mt 7.24,25).

Hoje, da mesma forma dos dias anteriores, está nítido nas estampas dos jornais, nas propagandas e programas de televisão: Vulgarização do homem. A luta exacerbada das classes. A difamação dos conservadores e a desinformação progressiva da sociedade.

Quais certezas devem pulular no coração daqueles que seguem Jesus? 

1 - O Senhor Jesus está conosco: "ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos". (Mt 28.20)
2 - A igreja é inabalável: "Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mt 16,18)
3 - Se o Senhor desejar, passaremos ilesos de tudo isso. Tudo depende da sua poderosa vontade: "Aquele que habita no esconderijo do altíssimo, à sombra do Todo-Poderoso descansará. Direi do Senhor: Ele é o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio. Por que ele te livra do laço do passarinheiro, e da peste perniciosa. Ele te cobre com as suas penas, e debaixo das suas assas encontras refúgio; a sua verdade é escudo e broquel. Não temerá os terrores da noite, nem a seta que voe de dia, nem a peste que anda na escuridão, nem mortandade que assole ao meio-dia. Mil poderão cair ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas tu não serás atingido" (Sl 91.1-7) 

  
 

domingo, 5 de março de 2023


 O Salmo oito é a demonstração da grandeza e amor de Deus. Concomitantemente, o salmista nos apresenta como somos: Pequenos, limitados, fracos; filhos de Adão. O enredo do texto gira em torno de Deus. O salmista mostra grandezas e fala também de demandas pequenas. Ambas são usadas pelo Senhor para cumprirem seus propósitos santos. O Salmo é estruturado assim: 1 – Um diálogo de próximos. O salmista Davi chama Deus por um de seus nomes. Nome que o qualifica como grandioso, majestoso e Senhor. Dessa certeza que está no coração do salmista, ele passa a contemplar e narrar os grandes e pequenos feitos de Deus. No verso primeiro o salmista reconhece que Deus é tão grande, que em toda terra/mundo, seu nome é conhecido e admirado. Ainda, sua glória é vista também nos céus. Duas certezas se apresentam aqui: A primeira é sobre o nome, a pessoa de Deus que é grande em toda terra. Isso é verdade nos justos e nos injustos. Não há, mesmo que seja de forma salvífica ou comum, quem não se encontre envolto da pessoa, do controle, da misericórdia e do domínio do tão majestoso Deus. E, segundo, a glória que está vista e manifesta nos céus. Nada menos que a construção das mãos de Deus. É impossível para um ser humano minimamente honesto, dizer que toda essa grandeza é fruto do acaso. Por mais que um incrédulo não queira dizer “DEUS”, ele deverá reconhecer alguém muito grande e muito poderoso para fazer e controlar tudo isso. 2 – Saindo das grandezas expostas aos olhos de todas as pessoas, no verso dois, o salmista aponta para uma pequena, indefesa, necessitada e dependente criaturinha de Deus – a criança lactante! Ou seja, um bebe de colo. Isso mesmo. Essa criança lactante expressa glória, força e louvor ao Deus todo majestoso. E, nessa criança, Deus escolhe derrotar seus adversários. Um lindo ensinamento do salmista é: Deus usa as coisas pequenas e fracas desse mundo para derrotar aqueles que se dizem fortes e adversários de Deus. 3 – Os versos três e quatro estão ligados em si. Um contraste que só encontramos em Deus. O salmista pinta o quadro dizendo assim: O majestoso Deus vai ao encontro do filho do homem. Ou seja, O Santo indo ao encontro do profano. É um pai que busca o filho. Detalhe, o filho é indigno. Nesses dois versos encontramos um derramar da graça.  4 – Dos versos cinco a oito, o salmista Davi nos associa com Deus. Um atributo que existe em Deus, Ele mesmo nos laureou, que é o domínio. Nesses versos, apontando para o Éden, nosso pai Adão recebeu essa graça de poder, como Deus, exercer domínio sobre os animais, e sobre toda a terra. E tudo se submetia a ele espontaneamente. 5 – Por fim, o salmista continua nos ensinando. Começasse com louvor, e termina com louvor tudo na vida de um crente.

DISTANTES DE DEUS

O homem vive num constante labirinto competitivo. A luta entre os pares é para chegar ao maior conhecimento reconhecido. Colocar o nome no f...