domingo, 5 de março de 2023


 O Salmo oito é a demonstração da grandeza e amor de Deus. Concomitantemente, o salmista nos apresenta como somos: Pequenos, limitados, fracos; filhos de Adão. O enredo do texto gira em torno de Deus. O salmista mostra grandezas e fala também de demandas pequenas. Ambas são usadas pelo Senhor para cumprirem seus propósitos santos. O Salmo é estruturado assim: 1 – Um diálogo de próximos. O salmista Davi chama Deus por um de seus nomes. Nome que o qualifica como grandioso, majestoso e Senhor. Dessa certeza que está no coração do salmista, ele passa a contemplar e narrar os grandes e pequenos feitos de Deus. No verso primeiro o salmista reconhece que Deus é tão grande, que em toda terra/mundo, seu nome é conhecido e admirado. Ainda, sua glória é vista também nos céus. Duas certezas se apresentam aqui: A primeira é sobre o nome, a pessoa de Deus que é grande em toda terra. Isso é verdade nos justos e nos injustos. Não há, mesmo que seja de forma salvífica ou comum, quem não se encontre envolto da pessoa, do controle, da misericórdia e do domínio do tão majestoso Deus. E, segundo, a glória que está vista e manifesta nos céus. Nada menos que a construção das mãos de Deus. É impossível para um ser humano minimamente honesto, dizer que toda essa grandeza é fruto do acaso. Por mais que um incrédulo não queira dizer “DEUS”, ele deverá reconhecer alguém muito grande e muito poderoso para fazer e controlar tudo isso. 2 – Saindo das grandezas expostas aos olhos de todas as pessoas, no verso dois, o salmista aponta para uma pequena, indefesa, necessitada e dependente criaturinha de Deus – a criança lactante! Ou seja, um bebe de colo. Isso mesmo. Essa criança lactante expressa glória, força e louvor ao Deus todo majestoso. E, nessa criança, Deus escolhe derrotar seus adversários. Um lindo ensinamento do salmista é: Deus usa as coisas pequenas e fracas desse mundo para derrotar aqueles que se dizem fortes e adversários de Deus. 3 – Os versos três e quatro estão ligados em si. Um contraste que só encontramos em Deus. O salmista pinta o quadro dizendo assim: O majestoso Deus vai ao encontro do filho do homem. Ou seja, O Santo indo ao encontro do profano. É um pai que busca o filho. Detalhe, o filho é indigno. Nesses dois versos encontramos um derramar da graça.  4 – Dos versos cinco a oito, o salmista Davi nos associa com Deus. Um atributo que existe em Deus, Ele mesmo nos laureou, que é o domínio. Nesses versos, apontando para o Éden, nosso pai Adão recebeu essa graça de poder, como Deus, exercer domínio sobre os animais, e sobre toda a terra. E tudo se submetia a ele espontaneamente. 5 – Por fim, o salmista continua nos ensinando. Começasse com louvor, e termina com louvor tudo na vida de um crente.

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