Ler os versos que estamos meditando (14-33), nos possibilita olhar para Paulo, um visionário e desejoso pregador na Espanha. O local é o de menos, a obra de Deus é tudo. Pessoas sendo resgatadas e transformadas pelo poder do Evangelho. É fácil ver isso em Paulo, pois sua ênfase e dedicação ao chamado de Deus é contagiante. Isso reflete até nos seus escritos. No domingo anterior, ficamos detidos no verso quatorze. Ali Paulo tratou três assuntos importantes: A nítida bondade que era reconhecida naquela comunidade. Como eles estavam cheios do conhecimento da Palavra de Deus. Estavam aptos para instrução na mente - conselho! Temos a oportunidade agora de continuar nos versos quinze e dezesseis. Aqui é o primeiro passo para chegar à Espanha. Nesses dois versos, Paulo ensina: “...escrevi em parte mais ousadamente, como para vos trazer isto de novo à memória” (Rm 15.15). O peso dessa frase está nos onze primeiros capítulos do livro. Tido por inúmeros teólogos, como o maior sermão do Novo Testamento. Mas esses irmãos já tinham ideia desse conteúdo, a igreja havia sido instruída na Palavra. “para que eu seja ministro de Cristo Jesus entre os gentios…” (Rm 15.16). Concomitantemente, “...sagrado encargo de anunciar o evangelho de Deus” (Rm 15.16). Estes dois últimos ensinos devem ser entendidos sob a luz de At 9.10-15. Aqui Paulo teve o seu chamado e sua conversão a Cristo. Deus diz para Ananias que Paulo levaria seu nome até os gentios. “De modo que a oferta deles seja aceitável” (Rm 15.16). Essa última frase significa que, a vida dos gentios, após a conversão, é uma oferta agradável a Deus. Há uma certeza no coração de Paulo: O ministério da pregação do evangelho é frutuoso. E isso, muito o alegra, pois ele está diretamente envolvido nessa obra de Deus. A terceira parte do texto, vai de Rm 15.17 até 15.21. Belas obras de Deus no caminho à Europa. Uma alegria gloriosa em Cristo que é incomparável (v.17). Perceber o Espírito Santo em tudo isso (v.18,19). E para ser o mais produtivo, Paulo não ia a lugares já evangelizados (v.20,21). Ao lermos tudo isso, parece que estamos diante de uma escola. O que aprendemos? Quais são as nossas convicções? E quantas pessoas estão ouvindo e vendo Cristo através das nossas vidas? Jesus apontava para o Pai. Paulo apontou para Cristo. E você?
A ICRB é uma igreja evangélica, bíblica e reformada. Tem como missão levar os ensinamentos do Senhor Jesus Cristo. Cremos que Jesus é o único que pode nos reconciliar com Deus e nos conduzir no caminho da paz, da fé e da alegria. Também na necessidade de nos reunirmos em comunhão e oração. Você e sua família são muito bem-vindos!
domingo, 14 de dezembro de 2025
segunda-feira, 8 de dezembro de 2025
Rm 15.14-33
Chegamos ao fim das doutrinas do livro de Romanos, mas não da carta! A última questão doutrinária e instrutiva de Paulo, foi meditada nesse último domingo (Rm 14.1-15.13). Agora, nos dedicaremos a estudar, aquilo que, talvez, tenha sido motivo dos escritos de Paulo para essa igreja: missão - ir à Espanha. É certo dizer que foram domingos maravilhosos. Aprendemos preciosidades da parte de Deus e certamente ficaremos com saudades dessas meditações. A conclusão da carta aos Romanos faz parte do grande amor de Paulo: Ser usado por Deus para pregar o evangelho aos gentios. Como de costume, vamos dividir essa parte do capítulo quinze para podermos ter melhor aproveitamento nas nossas meditações. 1) Rm 15.14 - Paulo começa novo assunto apontando para a capacidade dos irmãos de resolverem seus problemas e se edificarem, corroborando assim o que lhes foi ensinado: 2) Rm 15.15,16 - Introdução do “principal” motivo da carta aos Romanos. 3) Rm 15.17-21 - Paulo explica sua metodologia missionária. O que pensa, como prega, por onde vai ou não. 4) Rm 15.22-24 - Os motivos que impediram a ida de Paulo até Roma, e sua pretensão de chegar lá. 5) Rm 15.25-27 - Existe uma importante missão para Paulo cumprir, antes de chegar a Roma. 6) Rm 15.28,29 - Espanha. 7) Rm 15.30-33 - Paulo, um irmão necessitado de orações. A vida, as instruções e os desejos de Paulo por missões é semelhante a um homem no deserto cuja botija de água acabou. Ele está andando, andando e não consegue chegar ao destino. Por causa da sede, o fim do trajeto já não é sua maior missão; agora ele luta por água. Essa água para o transeunte perdido no deserto é semelhante à missão na vida de Paulo; A NECESSIDADE DE PREGAR O EVANGELHO! É certo que a maioria dos leitores desse texto não possuem vocação evangelística. Provavelmente, todo leitor é um crente. Não é necessário ter sede unicamente por missões. O leitor deve ser sedento por Cristo, por santidade, por estudo da Palavra de Deus. Existe ainda o maior modelo de sede por algo da parte de Deus: Jesus, o Filho Santo. Ele foi sedento e dedicado em cumprir toda a vontade do Pai. Assim como Jesus, assim como Paulo, eu e você devemos ter uma missão celestial em nossas vidas. Três perguntas devem nortear melhor nossa meditação sobre esse pequeno texto: 1) De que forma concreta você tem usado a sua maturidade e capacidade cristã, não apenas para resolver seus problemas, mas para ativamente edificar e servir um irmão na igreja nesta semana? 2) Qual é a sua "Espanha"? Onde está a pessoa ou o ambiente (familiar, profissional ou social) que Deus colocou sob sua responsabilidade, e que ainda precisa desesperadamente ouvir o Evangelho através da sua vida? 3) Paulo era um necessitado de oração, quanto mais nós? E quantos missionários, pastores e irmãos necessitam de nossas orações?
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