segunda-feira, 24 de novembro de 2025

MARCOS 8:34-38



Alguns textos bíblicos nós costumamos aplicar “aos outros”, mas raramente a nós mesmos. A famosa pergunta de Jesus — “Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” — muitas vezes é usada para falar dos incrédulos, dos poderosos, dos imorais. Mas, no texto, Jesus não fala a estranhos: fala a um discípulo, Pedro.

Pedro cria que seguia o Messias corretamente, até que Jesus revelou o custo real do discipulado. Ao tentar impedir Jesus de seguir o caminho da cruz, Pedro mostrou que estava seduzido por um tipo de “mundo”: um sistema de ambição, conquista, poder e sucesso — algo que pode roubar a alma até de quem anda com Cristo.

Todos nós, sem exceção, somos tentados a “ganhar o mundo”. Não apenas os ricos e famosos, mas qualquer pessoa que, na busca por objetivos legítimos, pode permitir que boas intenções se distorçam. A história da igreja mostra que até líderes, pregadores e servos comprometidos podem conquistar muito… e perder a alma no processo.

A perda da alma não começa apenas no sentido eterno; ela pode acontecer no presente, quando perdemos a sensibilidade, o amor, a compaixão, a coerência de vida. Quando a fé vira aparência, quando os objetivos do Reino são negociados, quando o coração endurece — a alma adoece.

Jesus nos alerta: ao tentar ganhar o “mundo” — entendido como o sistema movido por poder, ego e ambição — podemos perder aquilo que nos torna sensíveis a Deus e ao próximo. A alma é esse lugar onde habitam nossa sensibilidade, nossas emoções e nossa capacidade de amar. E ela pode se perder enquanto ainda estamos vivos.

A mensagem nos chama a discernir qual “mundo” estamos buscando e a cuidar da nossa alma, para que, na caminhada com Cristo, não sacrificamos o essencial.

Irmão Guilherme

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

6º SERMÃO Romanos 14.1-15.13

A exposição da Palavra de Deus hoje, será da seguinte maneira: 1) Iremos concluir o último verso do terceiro bloco, a saber (v.23), bloco: Rm 14.19-23, com o tema: A Liberdade Cristã e suas Responsabilidades. 2) Leitura e divisão do quarto bloco: Rm 15.1-13. Por ser um texto grande, não em números de versículos, mas nas proposições teológicas profundas, da parte de Paulo. Teremos que meditar nesse último bloco, no mínimo em dois momentos. 3) 1º momento da exposição, (v.1-6). 4) O 2º momento da exposição, (v.7-13) será escrutinado no domingo, dia 29 de novembro, se assim nosso Bom Deus permitir. Esse último bloco, (Rm 15.1-13), para melhor entendimento, acredito ser prudente assim denominá-lo: Independente do tamanho do problema, Jesus sempre será a solução! Paulo começa o texto qualificando-se(v.1): “sou/somos fortes”. De maneira nenhuma podemos passar despercebidos dessa afirmação. Longe de ser soberba ou exibição. Menos ainda, diminuição do outro grupo. Aqui, Paulo apenas começa a mostrar a sua identificação como forte. E o motivo dessa identidade, não é ela em si, mas o que deve pesar como responsabilidade sobre os fortes. E daqui por diante, Paulo chega em Cristo como argumento conclusivo de suas responsabilidades. Observem a inteligência do autor: “Não eu. Muito menos a vocês. Tudo por Cristo, e semelhante à Cristo(paráfrase minha). Após trazer dois posicionamentos no primeiro verso, a saber: 1) Suportar as debilidades dos mais fracos; 2) Não agradarmos a nós mesmos. Paulo aponta para um caminho de solução no verso dois: “agradar ao próximo naquilo que é bom(paráfrase minha). Alguns tradutores preferem esse entendimento: “agradar naquilo que edifica”. O que Paulo propõe aqui para os fortes na fé, é que eles preocupem-se menos com eles mesmos, e se dediquem a edificação do próximo. Essa instrução de Paulo é um método de vida. Para isso, Paulo sabe da necessidade de um modelo perfeito que deve ser imitado. (V.3): “Porque também Cristo não se agradou de si mesmo…” Dizendo isso, Paulo ensina que o homem pode fazer planos, arquitetar caminhos e até trilhá-los; mas o acerto nisso tudo é copiar o Senhor (Pv 16.1; 16.9; Mt 11.29; Jo 6.38; 17.4…) Depois dessas instruções, Paulo irá dos v.4 ao v.6 mostrar que na Escritura encontramos o Deus da paciência. O seu atributo se torna instrução e metodologia de vida. Tudo isso em Cristo Jesus. E assim vivendo, os crentes uníssonos glorificarão a Deus.

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

5º SERMÃO Romanos 14.1-15.13

 Chegamos ao fim do capítulo quatorze de Romanos. O percurso no capítulo quatorze, assim como em toda a Bíblia é como um passeio por lugares paradisíacos, perdemos até o fôlego! Nesse último bloco, Paulo continua a instruir esses irmãos que estão em Roma, visando agora, ensinar um cuidado na vida prática dessa igreja, que está relacionado com o que ele tem ensinado - relacionamento piedoso entre os irmãos. A nossa meditação do capítulo catorze foi dividida assim: 1) Rm 14.1-4: A igreja é um local de acolhimento, não de debates e juízos por questões triviais; 2) Rm 14.5-12: A distinção de dias não pode ser assunto maior do que os propósitos na vida do crente, e nem mais importante que Cristo e seus feitos; 3) Rm 14.13-23: A liberdade do crente e o reino de Deus… Nessa última parte do capítulo, podemos dividir em dois momentos a meditação: a) do verso treze ao verso dezoito; aqui, Paulo reitera o assunto que firmou nos versos anteriores e traz o entendimento que o Reino de Deus vai muito além de comida e bebida (Rm 14.13-18); b) Por causa dessa verdade, o crente tem seu comportamento totalmente mudado. Ele Vive para glória de Deus. E uma das formas deste viver é cuidar dos irmãos mais fracos (Rm 14.19-23). Um bom exemplo para esse ensino é o nosso Salvador Jesus. Sendo um crente forte, cuidou dos seus “irmãos” o tempo todo. Piedoso e amoroso, preservou seus discípulos até à cruz. O chamado bíblico para o crente é: Sejam parecidos com Jesus! Que nesse exemplo possamos pautar nossa vida e os nossos relacionamentos. 

DISTANTES DE DEUS

O homem vive num constante labirinto competitivo. A luta entre os pares é para chegar ao maior conhecimento reconhecido. Colocar o nome no f...