Há algo em Paulo que macera o coração do leitor atento das Escrituras Sagradas: Sua reminiscência e contemporaneidade; agregando sentenças indubitáveis e mesmo assim permanecendo como um intercessor e torcedor de seus compatriotas. Paulo não é o tipo de pessoa que fica inerte. Pelos seus escritos e as narrativas de Lucas, em Atos; vemos um empolgado pregador e um incessante intercessor de Israel e dos gentios. O coração do apóstolo estava abastecido com o desejo de salvação (Rm 1.8-15; 9.1-5; 10.1). Não tributando, de forma alguma, perfeição nas atitudes de Paulo, mas acredito piamente, que se ele errasse nesse ponto, deveria ser pelo excesso. Oxalá, fôssemos assim! Hoje, muitos de nós fomos laureados por Deus com dons espirituais, mas poucos se interessam em compartilhá-los. Algo deve atinar nossa atenção para essa sentença repetida por esse servo do Senhor; “Eu quero o bem deles” (Paráfrase minha). Tanto no início do capítulo nove, quanto no início do capítulo dez, Paulo expõe seu coração. Três coisas pululam aqui: 1 - O que Paulo desejava para seus compatriotas era do fundo do coração. Ou seja, nada superficial. 2 - Ele não sente vergonha daquilo que está cheio o coração: Amor, cuidado, zelo e expectativas de conversões. 3 - Deus testemunha do que ele está falando. Vendo essas clarezas de Paulo, lembro-me imediatamente de Jesus e as ovelhas que estavam e passavam por perto dele. Algumas frases são hipnagógicas: - “Ovelhas sem pastor” - “Vinde a mim, vós que estais cansados e sobrecarregados…” - “Israel, não chorei por mim, antes, por vós…”. Paulo foi totalmente conduzido pelo Espírito Santo, conseguindo muitas vezes ser parecido com Jesus. Acredito que o mais importante em saber disso tudo é poder, atentamente, olhar os atos desse personagem. Pois, seria totalmente escalafobético encontrar um apóstolo com um discurso escorreito, mas com uma vida espúria aos olhos do Senhor Deus. Dois pesos e duas medidas? Um fariseu? Antagonicamente, Paulo simplesmente é aquilo que ele está falando. Além de sentir dor por ver seus compatriotas perdidos, Paulo foi um pregador. Insistentemente anunciava Cristo nas sinagogas (At 14. 1; 17.1-3). Como Lucas deixa bem claro aqui nesses textos, essa era a rotina do apóstolo Paulo; chegava em algum lugar, primeiramente ia aos seus (judeus), após anunciar alí, saia pregando aos gentios. Há outro assunto importantíssimo que deve ser ressaltado aqui sobre Paulo; a capacidade concedida por Deus para ele perdoar seus compatriotas por diversas injustiças e perseguições. Até aqui, certamente, inúmeros momentos difíceis ele já havia passado. Fugas, humilhações, sofrimentos e constantes perigos de vida o apóstolo certamente havia enfrentado. No passado, desde o dia da conversão. No presente, o atual momento que ele escrevia esse tratado. E no futuro, viriam dias tão intensos, que culminaram com sua morte. Humanamente é difícil achar motivos para desejar o bem para tais pessoas. O que Deus nos ensina através da vida do apóstolo? Que, independentemente, o que for feito conosco por parte de qualquer pessoa deste mundo, não teremos razões diante de Deus para não perdoá-lo e orar por ele. Assim foi Paulo. Assim foi Estevão. Assim foram os discípulos. Assim foram os profetas. E assim foi o Cristo de Deus (At 9.19-31; 13. 50-52; 14.1-7;16-17; I Co 1.3-11; Rm 9.1-5; 10.1-3; Lc 23.33,34; 39-43; At 7.1-60; 12.2).
A ICRB é uma igreja evangélica, bíblica e reformada. Tem como missão levar os ensinamentos do Senhor Jesus Cristo. Cremos que Jesus é o único que pode nos reconciliar com Deus e nos conduzir no caminho da paz, da fé e da alegria. Também na necessidade de nos reunirmos em comunhão e oração. Você e sua família são muito bem-vindos!
domingo, 8 de setembro de 2024
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