terça-feira, 24 de setembro de 2024


 “Senhor, estou disposto

A receber o que me dás,

A carecer do que seguras,

A abrir mão do que me tiras,

A sofrer o que me aplicas,

A ser o que de mim requeres.”

(Pg 183; Graça que transforma)


domingo, 8 de setembro de 2024

Rm 10.1-3

Há algo em Paulo que macera o coração do leitor atento das Escrituras Sagradas: Sua reminiscência e contemporaneidade; agregando sentenças indubitáveis e mesmo assim permanecendo como um intercessor e torcedor de seus compatriotas. Paulo não é o tipo de pessoa que fica inerte. Pelos seus escritos e as narrativas de Lucas, em Atos; vemos um empolgado pregador e um incessante intercessor de Israel e dos gentios. O coração do apóstolo estava abastecido com o desejo de salvação (Rm 1.8-15; 9.1-5; 10.1). Não tributando, de forma alguma, perfeição nas atitudes de Paulo, mas acredito piamente, que se ele errasse nesse ponto, deveria ser pelo excesso. Oxalá, fôssemos assim! Hoje, muitos de nós fomos laureados por Deus com dons espirituais, mas poucos se interessam em compartilhá-los. Algo deve atinar nossa atenção para essa sentença repetida por esse servo do Senhor; Eu quero o bem deles (Paráfrase minha). Tanto no início do capítulo nove, quanto no início do capítulo dez, Paulo expõe seu coração. Três coisas pululam aqui: 1 - O que Paulo desejava para seus compatriotas era do fundo do coração. Ou seja, nada superficial. 2 -  Ele não sente vergonha daquilo que está cheio o coração: Amor, cuidado, zelo e expectativas de conversões. 3 - Deus testemunha do que ele está falando. Vendo essas clarezas de Paulo, lembro-me imediatamente de Jesus e as ovelhas que estavam e passavam por perto dele. Algumas frases são hipnagógicas: - Ovelhas sem pastor” - “Vinde a mim, vós que estais cansados e sobrecarregados…” - “Israel, não chorei por mim, antes, por vós…. Paulo foi totalmente conduzido pelo Espírito Santo, conseguindo muitas vezes ser parecido com Jesus. Acredito que o mais importante em saber disso tudo é poder, atentamente, olhar os atos desse personagem. Pois, seria totalmente escalafobético encontrar um apóstolo com um discurso escorreito, mas com uma vida espúria aos olhos do Senhor Deus. Dois pesos e duas medidas? Um fariseu? Antagonicamente, Paulo simplesmente é aquilo que ele está falando. Além de sentir dor por ver seus compatriotas perdidos, Paulo foi um pregador. Insistentemente anunciava Cristo nas sinagogas (At 14. 1; 17.1-3). Como Lucas deixa bem claro aqui nesses textos, essa era a rotina do apóstolo Paulo; chegava em algum lugar, primeiramente ia aos seus (judeus), após anunciar alí, saia pregando aos gentios. Há outro assunto importantíssimo que deve ser ressaltado aqui sobre Paulo; a capacidade concedida por Deus para ele perdoar seus compatriotas por diversas injustiças e perseguições. Até aqui, certamente, inúmeros momentos difíceis ele já havia passado. Fugas, humilhações, sofrimentos e constantes perigos de vida o apóstolo certamente havia enfrentado. No passado, desde o dia da conversão. No presente, o atual momento que ele escrevia esse tratado. E no futuro, viriam dias tão intensos, que culminaram com sua morte. Humanamente é difícil achar motivos para desejar o bem para tais pessoas. O que Deus nos ensina através da vida do apóstolo? Que, independentemente, o que for feito conosco por parte de qualquer pessoa deste mundo, não teremos razões diante de Deus para não perdoá-lo e orar por ele. Assim foi Paulo. Assim foi Estevão. Assim foram os discípulos. Assim foram os profetas. E assim foi o Cristo de Deus (At 9.19-31; 13. 50-52; 14.1-7;16-17; I Co 1.3-11; Rm 9.1-5; 10.1-3; Lc 23.33,34; 39-43; At 7.1-60; 12.2).  

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

ROMANOS 10 - INTRODUÇÃO

 


A exposição de hoje segue a regra da introdução. Isso significa que estamos começando mais uma vez um novo capítulo do livro que estamos meditando. Desta feita, olharemos de grosso modo para o capítulo dez de Romanos. Concomitantemente, nosso propósito é olhar o todo que Paulo ministrou para sua comunidade leitura e, se, nosso Bom Deus permitir, passo a passo iremos conhecendo os profundos ensinos do Senhor. O capítulo não foge a regra paulina de usar textos do Antigo Testamento para respaldar suas proposições. Paulo ensina a igreja que está em Roma dessa forma: 1 - Mais uma vez, uma exposição do coração aflito e desejoso por salvação. Paulo aqui, assim como no capítulo nove, claramente diz que seus irmãos compatriotas estão perdidos (Rm 9.1-3; 10.1). 2 - No capítulo nove, encontramos o contraste estabelecido por Paulo assim: Perdidos e detentores de inúmeras benesses. Aqui, perdidos, mas inclinados para Deus com enormes equívocos 3 - A oração da fé associada ao coração convertido e uma boca proclamadora. Tudo isso desassociado de entendimentos teológicos torpes, e unívocos ao conhecimento saudável da Palavra de Deus. 4 - Oportunidades, Israel não pode alegar que não teve oportunidades para ouvir e obedecer Deus. O capítulo dez, como já aprendido, faz parte de um grupo trino de capítulos, onde Paulo instrui a igreja que está em Roma sobre a situação de Israel; resumidamente: Passado, presente e futuro. Por causa disso, não só os irmãos judeus convertidos ao cristianismo ali daquela igreja, mas também, qualquer outro judeu convertido ou não, apartir desse tratado, absorve as certezas dos ensinos de Deus, ministrados por Paulo. O capítulo é permeado de muitos ensinos, não irei pormenoriza-los, mas a ênfase de Paulo é a situação de Israel. No capítulo anterior, peremptoriamente Paulo demonstrou que não são todos os israelitas detentores das promessas de Deus. Ou seja, ser de Israel não significa ser um salvo (Rm 9.6). Com essa instrução, Paulo aplica o conceito de salvação para sua comunidade leitora, e mostra que o povo de Israel, por causa das suas vaidades e apego errôneo na lei, estavam perdidos. E o que Paulo mostra aqui no capítulo dez é a rejeição da justiça de Deus por parte do povo de Israel. Além disso, por causa do apego às suas vaidades, não uma e nem duas, mas inúmeras vezes, e principalmente naquele momento estavam perdendo a oportunidade de abraçarem a fé em Cristo. Alguns ensinos muito importantes chegam para a igreja hoje: 1 - Deus é Bom! Mesmo diante de tanta resistência e desprezo, Deus continua falando com esse povo distante e rebelde através dos seus servos. 2 - Quando Deus está comunicando suas verdades salvadoras, tanto o instrumento de comunicação, quanto os ouvintes, são alcançados nos propósitos eternos de Salvação. Em Paulo fica perceptível o amor e zelo pela missão e também pelas pessoas. Os ouvintes, uns despertados e outros desprezados; tanto um quanto outro estão respondendo aos designos do Salvador. 3 - Deus comunicou salvação em tempos idos. Deus estava comunicando salvação naquela geração. Hoje, da mesma forma, indubitavelmente a voz de Deus está ressoando em corações. Como igreja de Cristo, que nosso coração esteja repleto e obediente dessa santa, salvadora e confortável palavra. 

DISTANTES DE DEUS

O homem vive num constante labirinto competitivo. A luta entre os pares é para chegar ao maior conhecimento reconhecido. Colocar o nome no f...