O capítulo sete tem nos ensinado muitas lições importantes; 1 - Todos os homens estão sob a lei, desde o nascimento até a morte (Rm 7.1). 2 - A vigência da lei é real até esse homem ser resgatado salvificamente por Cristo (Rm 7.4). 3 - Após ser resgatado, o agora crente é comissionado para viver uma vida frutífera para Deus, e concomitantemente o abandono dos pecados (Rm 7.5). Mesmo ao afirmar que a lei não tem mais poder condenatório sobre a vida do crente, o apóstolo Paulo, de maneira nenhuma oblitera a importância da lei. Em todo tempo que estamos meditando nos ensinamentos de Paulo, ele deixa bem claro que não devemos mais temer condenação alguma ou imposição da lei, mas, segundo Paulo, a lei é importantíssima. Sem a lei, o homem, de forma alguma teria clareza a respeito do pecado (Rm 7.7). A lei pesadamente informou e condenou. Destarte, a lei faz o fiel clamar por misericórdia. Como? Simples! Os preceitos bons e santos de Deus deixam claramente a impossibilidade do homem conseguir salvar-se por si mesmo. Por mais piedoso e sincero diante de Deus, que o homem seja, a lei sempre mostrará os seus pecados e como ele não passa de um miserável pecador. Dessa forma, aqueles que conhecem a lei e sua inflexibilidade, clamam a Deus pela graça, pois, só pela graça de Deus, mediante o sacrifício vicário de Jesus é possível alcançar salvação. E a partir do verso oito, o apóstolo continua sua ministração tão contundente quanto. Do verso oito a onze, Paulo mostra que o homem vivia sem a clareza da informação do pecado, a tradição oral e a cultura eram as informações mais ávidas que o povo de Deus possui. Mas, quando se depararam com a lei, a clareza de suas vituperações demonstradas, imediatamente demonstrou o estado de pecado - pecado que gera condenação e morte. Os versos doze e treze fecham a primeira parte. No verso doze, Paulo é categórico sobre a lei: “Por conseguinte, a lei é santa; o mandamento, santo, e justo, e bom”. Não poderia ser diferente. A criação de Deus revela aquilo que Ele é. Deus é Santo. As suas leis também são santas. Deus é Justo. A lei é justa naquilo que exige dos homens. A lei também é justa em condenar os homens. Deus é Bom! Consequentemente, a lei é boa. A lei revela os atributos de Deus. No verso treze, Paulo deixa claro, algo importantíssimo; não é a lei geradora de pecado. A lei só aponta condenatoriamente aquilo que está no coração e o que é prática de vida dos homens. Não é sensato pichar a lei (Rm 7.7). O cenário aqui é: Um homem pecador se encontrou com a vontade boa, santa e justa de Deus que está escrita. Este homem é perverso e totalmente caído. A lei só o informa disso. Dos versos quatorze a vinte e cinco, nos deparamos com uma das condições mais difíceis do ser humano. Vou começar pelo verso vinte e quatro: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” Aqui é o grito desesperado de alguém que tem consciência da vontade de Deus, mas, ao olhar para si mesmo, só consegue ver alguém que está totalmente fora do agradar a Deus. Como isso acontece: 1 - v.14 - “Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido a escravidão do pecado”. Esse homem reconhece a qualidade da lei. Da mesma forma, esse homem diz algo estarrecedor sobre si mesmo: Eu sou carnal. Ou seja, a sua realidade de vida e suas condutas, mostram como o pecador é condenado pela santa lei de Deus. Agora, dos versos quinze a vinte e três, vemos um homem que luta contra as leis; a lei espiritual e a lei do pecado que habita nele. Aquilo que ele queria fazer; o certo, ele não consegue. Mas aquilo que ele não poderia fazer, isso ele faz. No verso vinte e cinco, Paulo grasna um poético e aliviado louvor: “Graças a Deus, por Jesus Cristo…”. Por mais que sua carne esteja presa, acorrentado na lei do pecado, a sua mente está em Cristo. Cristo libertador!
A ICRB é uma igreja evangélica, bíblica e reformada. Tem como missão levar os ensinamentos do Senhor Jesus Cristo. Cremos que Jesus é o único que pode nos reconciliar com Deus e nos conduzir no caminho da paz, da fé e da alegria. Também na necessidade de nos reunirmos em comunhão e oração. Você e sua família são muito bem-vindos!
domingo, 21 de janeiro de 2024
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