domingo, 14 de janeiro de 2024


 

É muito claro aqui no capítulo sete, que todo homem está sob o peso de duas grandes realidades em sua vida, a saber: o pecado e a lei. Não importa quem; ímpio ou crente, tanto um quanto outro são alvos dessas condições. Antes de se encontrar com Cristo, o homem é escravo do pecado e diariamente julgado e condenado pela clareza da lei. Após a justificação, aquele que vivia escravizado, agora está livre e possibilitado para viver frutiferamente para Deus. Um detalhe importante nos é ensinado pelas Escrituras Sagradas - o pecado não foi aniquilado! Ou seja, não estamos totalmente livres do mal. Paulo fala claramente, que quem morreu na cruz com Cristo foi o nosso velho homem (Rm 6.6). E quem nasceu com Cristo foi a nova criatura. O pecado/velho homem está aqui dentro. Adormecido. Acorrentado. Impossibilitado, mas não aniquilado. O processo de santificação na vida do crente será constantemente uma luta para obedecer ao Espírito Santo e fazer o mal que habita nele permanecer cada dia mais adormecido. Pasmem-se juntamente comigo; qual é o assunto que tem a menor proporção nos nossos diálogos? Qual é o sermão menos exposto nos dias atuais? O que menos buscamos na rotina da vida? Santidade! (Hb 12.14) - “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. (I Pe 1.15,16) - “pelo contrário, segundo  é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmo em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo”. O autor do livro aos hebreus e Pedro, são uns, entre tantos que convocam suas comunidades leitoras para uma vida em santidade. Destarte, a Bíblia é um chamamento para homens que estavam perdidos em suas vidas infrutíferas, e que agora, em Cristo, são chamados, capacitados e conduzidos para serem santos. Ser santo é ser separado. Ter uma vida totalmente diferente do mundo que se habita. Essa condição só é possível para aqueles que, em Cristo, morreram para o pecado. Eu disse no domingo passado, e repito agora, do convertido deve-se esperar muito. Do crente, não se pode aceitar menos que a perfeição. Claro que é uma rotina procurar por ela. Por quê? Porque ele agora é habitação do Espírito Santo e chamado, preparado e conduzido para produzir boas obras (Rm 6.4). Quem vive na prática do pecado é o condutor da morte - infrutífero para Deus (Rm 6.5). Paulo, agora finaliza o capítulo sete instruindo assim: 1 - A lei é boa, santa e justa (Rm 7.12). Sendo assim, não se pode qualificá-la com outras adjetivações. 2 - A lei da clareza e entendimento sobre o pecado; pois como diz Paulo: “eu não conheceria o pecado, senão por intermédio da lei…” 3 - Contudo, a função da lei é mostrar o estado de morte e incapacidade do homem em agradar a Deus. O homem é pecador e não consegue se desvencilhar, por si mesmo desse mal. 4 - “Desventurado…”, que dura assertiva essa. Paulo narra a natureza do homem, que luta, mas por suas próprias forças nunca conseguirá vencer o mal que habita nele. 5 - Diante disso tudo, só resta agradecer a Deus, pois, Ele mesmo livrou o crente dessa condição de escravidão e condenação eterna. Tudo isso em Cristo.

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