domingo, 23 de abril de 2023

 


Ao notar alguém admirável, pouca atenção será destinada aos seus defeitos e imperfeições. Mais ainda, se o observado for um querido, um próximo ou mui estimado... Nesses casos faz-se até concessões! Brincadeiras à parte - mas analisando, o bem da verdade dos corações humanos; podem-se dizer: 1 – Sobre um desconhecido, ou uma pessoa não importante é mais fácil posarem-lhe críticas. 2 – Uma pessoa querida, e bem estimada é mais difícil encontrar desacertos. Ao olhar para a pessoa do apóstolo Paulo; toda sua fama, tudo o que Deus fez com ele, e através da vida dele, o leitor despercebido, na maioria das vezes, se prenderá ao Paulo “excelso”. Fazendo isso, pouco provável encontrará um apóstolo que não seja um herói. Contrariando expectativas escusas, os versos oito a quinze, do capítulo primeiro da epístola aos romanos, Paulo, ao expressar seus desejos, mostra de forma muito clara, e sem pretensão de alguma vaidade, suas muitas limitações: “em todas as minhas orações suplicando que nalgum tempo, pela vontade de Deus, se me ofereça boa ocasião de visitar-vos” (V.10); “... muitas vezes me propus ir ter convosco, no que tenho sido até agora impedido...” (V.13). Ao se deparar com essa verdade, o crente deve ter por bíblico que, limitações e impossibilidades fazem parte da vida. Destarte, de forma alguma é motivo de se envergonhar da sua pequenez. E, mais ainda, ao ver alguém que se propaga como perfeito, ou um quase perfeito, o único posicionamento ajuizado que deve repousar no seu coração a respeito de tal parlador é a desconfiança e o descrédito. Aqui, indubitavelmente, a vida e ministério de Paulo grasna uma mensagem linda e profunda: “Sou totalmente dependente de Deus e seus designos”. Oxalá que a vida de todo crente fosse assim. O texto exposto ainda traz algumas outras importantes verdades: 1 – Paulo era um constante intercessor; Paulo ora louvando a Deus pela vida daquela igreja. Intercede pelos irmãos que ali estão, e ainda suplica pela oportunidade de ir até lá (V.8, 9 & 10). 2 - A igreja em Roma, conduzida pelo Espírito Santo, tem sua fama em todo mundo (V.8) 3 – Paulo tinha propósitos profícuos em seu desejo de ir a Roma: “...repartir convosco algum dom espiritual”(V.11). E ainda conforto na alma, tanto deles, os romanos, quanto Paulo, o pregador: “isto é, para que, em vossa companhia, reciprocamente nos confortemos, por intermédio da fé mútua, vossa e minha” (V.12). 4 – Paulo tinha uma certeza que o incomodava e o impulsionava para a pregação: “...sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes” (V.14) Expor o evangelho era a tônica da vida desse apóstolo. Por tudo que foi exposto, Paulo encerra dizendo que estava pronto para ir até aqueles irmãos. É como se ele dissesse assim: “-Senhor, eis-me aqui”.O crente deve sempre está pronto para o chamado santo do Senhor Deus. Viver assim é sinônimo de maturidade cristã.


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