Ao
notar alguém admirável, pouca atenção será destinada aos seus defeitos e
imperfeições. Mais ainda, se o observado for um querido, um próximo ou mui
estimado... Nesses casos faz-se até concessões! Brincadeiras à parte - mas
analisando, o bem da verdade dos corações humanos; podem-se dizer: 1 – Sobre um
desconhecido, ou uma pessoa não importante é mais fácil posarem-lhe críticas. 2
– Uma pessoa querida, e bem estimada é mais difícil encontrar desacertos. Ao
olhar para a pessoa do apóstolo Paulo; toda sua fama, tudo o que Deus fez com
ele, e através da vida dele, o leitor despercebido, na maioria das vezes, se
prenderá ao Paulo “excelso”. Fazendo isso, pouco provável encontrará um
apóstolo que não seja um herói. Contrariando expectativas escusas, os versos oito
a quinze, do capítulo primeiro da epístola aos romanos, Paulo, ao expressar
seus desejos, mostra de forma muito clara, e sem pretensão de alguma vaidade,
suas muitas limitações: “em todas as
minhas orações suplicando que nalgum tempo, pela vontade de Deus, se me ofereça
boa ocasião de visitar-vos” (V.10); “...
muitas vezes me propus ir ter convosco, no que tenho sido até agora
impedido...” (V.13). Ao se deparar com essa verdade, o crente deve ter por
bíblico que, limitações e impossibilidades fazem parte da vida. Destarte, de
forma alguma é motivo de se envergonhar da sua pequenez. E, mais ainda, ao ver
alguém que se propaga como perfeito, ou um quase perfeito, o único posicionamento
ajuizado que deve repousar no seu coração a respeito de tal parlador é a
desconfiança e o descrédito. Aqui, indubitavelmente, a vida e ministério
de Paulo grasna uma mensagem linda e profunda: “Sou totalmente dependente de Deus e seus designos”. Oxalá que a
vida de todo crente fosse assim. O texto exposto ainda traz algumas outras
importantes verdades: 1 – Paulo era um constante intercessor; Paulo ora
louvando a Deus pela vida daquela igreja. Intercede pelos irmãos que ali estão,
e ainda suplica pela oportunidade de ir até lá (V.8, 9 & 10). 2 - A igreja
em Roma, conduzida pelo Espírito Santo, tem sua fama em todo mundo (V.8) 3 –
Paulo tinha propósitos profícuos em seu desejo de ir a Roma: “...repartir convosco algum dom espiritual”(V.11).
E ainda conforto na alma, tanto deles, os romanos, quanto Paulo, o pregador: “isto é, para que, em vossa companhia,
reciprocamente nos confortemos, por intermédio da fé mútua, vossa e minha”
(V.12). 4 – Paulo tinha uma certeza que o incomodava e o impulsionava para a
pregação: “...sou devedor, tanto a gregos
como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes” (V.14) Expor o evangelho
era a tônica da vida desse apóstolo. Por tudo que foi exposto, Paulo encerra
dizendo que estava pronto para ir até aqueles irmãos. É como se ele dissesse
assim: “-Senhor, eis-me aqui”.O crente deve sempre está pronto para o chamado santo do Senhor Deus. Viver assim é sinônimo de maturidade cristã.

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