segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

 

Durante todo o Sermão do Monte, Jesus instruiu verdades profundas nos corações dos discípulos. O conteúdo do Sermão do Monte é falado e observado pela igreja até os dias de hoje. A especificação mais bonita sobre o Sermão do Monte, ao meu ponto de vista é: “Todos os artigos de nossa religião, todos os cânones de nossa igreja, todas as injunções de nossos príncipes, todas as homilias de nossos pais, todo o corpo de doutrinas estão contidos nestes três capítulos, neste Sermão do Monte.” (John Donne; 1629). Nosso irmão, Donne, sem obliterar nada da Escritura, enaltece a grandeza do Sermão do Monte, como um texto largo, abrangente e coeso. Espero em Cristo, que as verdades que estudamos no Sermão do Monte tenham penetrado nos nossos corações. Essa nossa última exposição, nos concentraremos em Mt 7.24-29. Os ensinos transmitidos aqui são: 1 – Prudência ao ouvir a Palavra e praticá-la; 2 – Insensatez ao ouvir à Palavra e não praticá-la; 3 – As consequências lógicas na vida dos ouvintes; 4 – Os juízos e as intemperanças da vida que chegam às casas de “todos”; e 5 – A autoridade de Jesus. Resumidamente, todos nós, ou quase todos, em algum momento da vida, ouvimos a Palavra de Deus. E, se não O conhecemos pela palavra, nós testemunhamos sua glória através da sua criação (Sl 8.1). E como Paulo afirmou em Romanos 2:1-16, a humanidade não tem desculpas para não reconhecer a mensagem evangelística da glória de Deus, são “inescusáveis”. Portanto, a humanidade, quer seja de ontem, de hoje ou dos tempos futuros, não passará essa vida sem ouvir ou ver a mensagem evangelística da glória de Deus, quer pela palavra ou pela criação. No caso específico do Sermão do Monte, aqui no fim do sermão, Jesus aponta para a prudência, não uma prudência que se desenvolva por qualquer motivo, mas sim por praticar aquilo que havia sido ensinado até aquele momento: Mt 5.1-7.23. Ou seja, existiria prudência, sabedoria e satisfação em Deus, se seus filhos não fossem apenas ouvintes daqueles ensinamentos, mas também, praticantes. De forma contrária, juízo e insatisfação da parte de Deus existe para aqueles que ouvem, e não praticam. No texto, Jesus aponta para o ouvinte praticante, e o ouvinte não praticante, como aqueles que constroem casas. O praticante da Palavra constrói sua casa sobre a Rocha. O não praticante constrói na areia. Quem é a Rocha? A Rocha é Cristo! Por isso, inquestionavelmente, o praticante sempre estará seguro. Do outro lado, o não praticante... Vejamos os versos vinte e cinco e vinte e sete... Nos apresentam as intempéries da natureza; costumo dizer: “intempéries da vida”, elas chegam para ambos. Uma única diferença fica patente aqui; o que estava edificado na Rocha permanece em pé. O desapercebido, mero ouvinte, juntamente com sua casa será varrido. Uma certeza Jesus deixa aqui no fim do sermão: O juízo de Deus chegará para todos nós. As dificuldades e mazelas da vida baterão em “todas” as portas. O coração inabalável é aquele que está firmado em Cristo. Ao concluir seus ensinos v.28 e 29, a multidão manifesta uma reação patente: “...estavam as multidões maravilhadas...”. Jesus falava com autoridade divina, e não com autoridade dos homens. Ele é superior a todos, até nas palavras.

domingo, 12 de fevereiro de 2023


 

Hoje estamos diante de um texto difícil. Não por causas gramaticais ou de traduções. Creio que o texto de hoje é mais delicado, pois, peremptoriamente trata de demandas eternas. Absurdamente, esse assunto conflita com homens jactanciosos, que nunca, interiormente desejarão aceitar um destino que não tenha sido construído por suas próprias mãos (Gn 11.1-9; Lc 12.13-21). E Jesus, de forma conspícua não deixa seus discípulos, nem a multidão sem as certezas eternas do céu e inferno. O texto demonstra falta de amor? De forma alguma. O texto demonstra falta de compaixão? Longe disso. O texto de Mt 7.13-23, ensina que homens perversos fizeram escolhas nefandas. Consequentemente, receberam recompensas eternas e inexoráveis. Por outro lado, outros – as ovelhas; elas escolheram caminhos difíceis e apertados. Lugares de poucas pessoas. Mas, impreterivelmente, são avenidas que conduzem para o céu (v.14). Destarte, podemos trazer o texto de Jo 17.3 “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”. Que absolutamente nos ensina que, a porta estreita e o caminho apertado se dão pelo conhecimento, pelo convencimento e pelo Chamado do céu. Além de chamar, Deus capacita! Depois de ensinar essas verdades, Jesus apresenta o quadro terrível de pessoas travestidas, disfarçadas e obliteradas. Eis alguns apontamentos: 1 – Falsos profetas (v.15) 2 – Apresentam-se como ovelhas, mas são lobos ROUBADORES (v.15) 3 – Homens com feitos milagrosos (v.22) 4 – Malditos (v.23). 5 – Destinado aos sofrimentos eternos (v.24). O propósito de Jesus ao ensinar tal conteúdo para os discípulos é a precaução. Os discípulos de Jesus deveriam tomar cuidados especiais ao se depararem com pessoas de tal calibre. Esse ensino estabelece verdades pontuais: 1 – Existia, existe e existirão falsos profetas. Pessoas habilidosas com palavras e atos, que, possivelmente atrapalharão a vida de muitas ovelhas. 2 – Jesus estabelece uma enorme diferença entre os que servem a Deus, e os que andam em trevas. 3 – A mensagem imperativa contra os maus, também serve como aviso para os seus. É como se dissesse assim: - “permaneçam nos caminhos apertados e difíceis. Pois se vocês seguirem para o outro caminho, certamente se perderão eternamente”. Dessa forma, aprendemos que os ensinos de Jesus são simples, conspícuos e confortantes. Ninguém pode dizer aleivosamente: “Eu não sabia!” Ou então, “Nunca fui avisado”. Essas verdades serviram para ontem. Também são verdades hoje. E certamente será até aquele grande dia.

domingo, 5 de fevereiro de 2023


 

Existem muitas certezas a respeito de um crente que é dedicado a oração. Acredito que a maior de todas é: ele – o crente, cada dia mais se torna uma pessoa simples. Por que digo isso? Por causa do poder da oração. A oração possui uma capacidade de prostrar o homem sem inutiliza-lo. Oração é dependência. Oração é intimidade. Oração é um diálogo eterno. O Senhor Jesus continua instruindo seus discípulos, e a tônica agora é oração (Mt 7.7-12). Não qualquer, mas sim uma oração intensa. Uma oração que ocupa espaços (v.7). Uma oração de certezas (v.7,8). E nesse texto, a oração ensinada por Jesus está sob a pauta da racionalidade (v.9,10). A racionalidade que eclode da obrigação, ensina verdades que pacificam o coração (v.11). O crente que conversa com Deus, que aprendeu a prostrar-se, a ser dependente, ser intimo e intenso, agora é convocado para uma continuidade santa; qual? Aplicar tudo na vida do próximo. De que maneira? Da melhor, mais intensa, mais pessoal, mais explosiva, mais forte... Aquela que eu queria que fizessem comigo. Ou seja, a melhor forma de aspergir algo em alguém, é a forma que queríamos que jorrassem em nós.


DISTANTES DE DEUS

O homem vive num constante labirinto competitivo. A luta entre os pares é para chegar ao maior conhecimento reconhecido. Colocar o nome no f...