Chegamos na segunda parte do texto, verso cinco ao verso doze. Nesse bloco, para melhor entendimento dos irmãos, foi intitulado assim: “A distinção de dias não pode ser assunto maior do que os propósitos de Deus na vida do crente, nem mais importante que Cristo e seus feitos”. Aqui nos deparamos com o segundo problema dessa igreja que foi detectado por Paulo. Além do problema da dieta, o grupo minoritário - os qualificados como fracos - ainda costumavam guardar dias religiosos. É fato que não temos detalhes aqui. Não sabemos se eram dias específicos ou se tratavam de festas religiosas(v.5). Com prudência interpretativa, nos atemos aos fatos de pessoas apegadas aos ritos da religião - “bengalas espirituais”. Podemos encontrar paralelo com alguns atos religiosos dos dias de hoje: Finados, semana santa, sexta-feira da paixão, O sétimo dia e etc… Muitos religiosos nos dias de hoje e muitos crentes piedosos, infelizmente, acreditam piamente que devem observar dias e costumes. No verso cinco, além de mostrar o segundo problema dessa igreja, Paulo exorta os dois grupos: “Os que guardavam os dias, e os que não guardavam”. O teor do ensino é: saibam o que vocês estão fazendo! Porque do verso seis ao verso oito, Paulo trás o motivo de viver do crente. Independentemente se guardam dias ou não, isso deve ser para o Senhor. Segundo Paulo, o homem vive e morre por/para Cristo. Encontramos exemplo no próprio Paulo quando diz: “Portanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro”(Fp 1.21). O verso nove é a base que sustenta a proposição feita nos versículos anteriores: “Cristo é Senhor de mortos e vivos”. O que Paulo está ensinando para esses irmãos em Roma, é que, a vida deles, seus feitos ou inércias, não podem ser vistos como algo indiferente ou autônomo. Segundo Paulo, tudo nosso é de interesse do Senhor. Já nos versos dez a doze, Paulo fecha seu discurso mostrando a realidade que ocorrerá no fim - juízo. “Cada um dará conta de si mesmo”. Essa segunda parte do capítulo catorze é profundamente instrutiva e desafiadora. Diante dela, acredito que três perguntas devem ser respondidas: 1) Cristo é nossa suficiência ou ainda necessitamos de “bengalas espirituais”? 2) Nossa atenção está voltada para as coisas pequenas da nossa comunidade e vida, ou estamos atentos nas grandezas do nosso Salvador? 3) Como temos nos preparado para aquele grande dia - morte?
A ICRB é uma igreja evangélica, bíblica e reformada. Tem como missão levar os ensinamentos do Senhor Jesus Cristo. Cremos que Jesus é o único que pode nos reconciliar com Deus e nos conduzir no caminho da paz, da fé e da alegria. Também na necessidade de nos reunirmos em comunhão e oração. Você e sua família são muito bem-vindos!
segunda-feira, 27 de outubro de 2025
segunda-feira, 20 de outubro de 2025
3º SERMÃO Romanos 14.1-15.13
segunda-feira, 13 de outubro de 2025
2º SERMÃO Romanos 14.1-15.13
No capítulo quatorze Paulo identifica e faz uma denúncia clara de um problema sério que existia na Igreja em Roma: Trata-se de uma divisão por causa de preceitos da lei - dieta e calendário. Dois grupos destacam-se agora diante dos leitores: 1) Os que observavam os preceitos da lei e faziam algumas restrições na sua vida 2) Os que não observavam os preceitos da lei e eram livres. Uns são qualificados por Paulo como fracos na fé (v.1). Outros são qualificados como fortes na fé (15.1). Logo no primeiro verso, Paulo traz duas lições importantes para aquela igreja; uma implícita e outra explícita. 1) [ IMPLÍCITA ] A(s) primeira(s) responsabilidade(s) de fazer o que é correto e buscar acerto com os demais, deve vir dos fortes na fé 2) [ EXPLÍCITA ] Os forte são chamados para receberem (acolher) os fracos na fé. Assim sendo, aprendemos que a igreja deve ser forte e acolhedora, fazendo com que os fracos sejam bem vindos em suas fileiras. Os ensinamentos do verso um não param por aí; Paulo ensina não só o ato de receber, mas como fazê-lo. Não deve ser um acolhimento para debates e discussões. Ou seja, na mente de Paulo, o recebimento deve estar livre desse assunto; isso é pauta de Deus! Porquê falo isso? Porque no verso dois, imediatamente, Paulo traz um dos problemas materiais dessa igreja: comida! “Um come de tudo, outro somente legumes”. Identificado o problema; conhecido materialmente a prova da fraqueza, agora no verso três Paulo traz proibições: “Na Igreja do Senhor, não deve haver desprezo e juízo sobre esses temas, porque Deus acolheu tanto o que come, quanto o que não come”. Paulo sepulta o assunto fazendo uma pergunta semelhante à que ele fez no capítulo nove, verso vinte, desse mesmo livro: “Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?” Aqui no verso quatro, Paulo pergunta assim: “Quem és tu que julgas o servo alheio?” Com sua resposta ele deixa bem claro que o servo alheio é de interesse e cuidado de seu Senhor. Demandas triviais não devem levar irmãos aos embates e juízos desnecessários, pois tanto os que comem, como aqueles que não comem são servos de Deus, e é Deus o sustentador de ambos. Talvez não sejam os mesmos problemas triviais que a igreja enfrenta hoje, mas o ensino é universal. Havendo trivialidades no nosso meio, lembre-mo-nos, certamente o Senhor irá tratar cada demanda no seu devido tempo. Ele é o Senhor de cada um de nós…
segunda-feira, 6 de outubro de 2025
Rm 14.1 - 15.13 (INTRODUÇÃO)
Nosso Bom Deus nos oportuniza agora meditarmos no capítulo quatorze e um pedacinho do capítulo quinze do livro de Romanos. Fazendo uma pequena, mas necessária digressão ao que já aprendemos, pois servirá de introdução para os assuntos contidos neste capítulo. Duas grandes divisões separam o livro de Romanos, uma já meditamos: Rm 1.16 - 11.36. Aqui Paulo fez o maior discurso a respeito do evangelho no Novo Testamento - teoria. A segunda parte, 12.1 - 16.27, a prática do conteúdo aprendido. Em resumo, Paulo deseja dizer mais ou menos assim: Vocês que ouviram e aprenderam sobre o evangelho (Rm 1.16 - 11.36), agora pratiquem. A prática consiste em: 1) O primeiro relacionamento do crente sempre é com Deus - Culto Racional (12.1). 2) Por causa disso, o crente tem mente renovada e não é conformando com as coisas deste século (12.2). 3) É chamando para servir ao Senhor em sua Igreja, com dons (12.3-8). 4) Relacionamento com o próximo e até com o inimigo (12.9-21). 5) Relacionamento com as autoridades (13.1-7). 6) O relacionamento com o próximo com pautas na lei (13.8-10). 7) A espera daquele grande dia (13.11-14). Pela graça do Senhor chegamos ao capítulo quatorze, e aqui, olhando para Paulo, vemos que ele ainda deseja ensinar algo muito importante: O zelo necessário para com os irmãos mais fracos - fracos na fé (14.1-23). O texto, de forma bem didática, pode ser dividido em três grandes partes: 1) A obrigação de receber os fracos e se relacionar com eles. Afastando-se de qualquer possibilidade de julgá-los por causa desse posicionamento (14.1-4). 2) Além da comida, os fracos estão presos em dias e dias. E isso não deve ser objeto de tropeço. Nem ainda, os fracos podem condenar os fortes por não observarem o que eles observam (14.5-12). 3) A liberdade está na pauta da justiça de Deus (14.14-23). 4) O propósito de instruções tão pontuais no decorrer do capítulo quatorze, e a fraternidade entre judeus e gentios, explicada aqui nesse trecho (15.1-13). Serão dias de profundos aprendizados. Que no fim, sejamos crentes fortes, esclarecidos e totalmente apegados e dependentes de Cristo.
DISTANTES DE DEUS
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