Após estabelecer sentenças claríssimas na primeira parte do capítulo seis, Paulo agora alude certezas básicas na vida do crente. Tais posicionamentos, não estão só enraizados na primeira parte do capítulo seis, mas em toda literatura bíblica. Paulo, aqui, convoca sua comunidade leitora a responder às demandas da vida com santidade, em serviço de um único Senhor. E deixando as práticas pecaminosas que eram comuns no passado. Sem espaço para expor outros tantos textos, olhemos somente para a carta de Paulo aos Romanos, aqui encontramos inúmeras citações que apontam para esse contexto, observemos: “A todos os amados de Deus, que estais em Roma, chamado para serdes santos…”. “Visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.”. “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça”. “...a vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, procuram glória, honra e incorruptibilidade; mas ira e indignação aos facciosos, que desobedecem à verdade e obedecem à injustiça”. “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus…”. “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem recebemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes,e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus” (Rm 1.7,17,18; 2. 7,8; 3.23; 5. 1,2). Paulo é muito simples! Apesar de Pedro contraditar comigo (II Pe 3.15,16). E, claro, de forma alguma estou dizendo que eu estou certo e o Pedro, o apóstolo, está errado. Sei de alguns pseudos “Pedros” que posso e devo contraditar, mas o texto bíblico não. E a demanda que aponta para a simplicidade de Paulo, de forma alguma, contradiz o que Pedro está afirmando. Minha proposição sobre Paulo é: Paulo é simples. Por quê? Porque ele ensina o certo, e praticamente de imediato já traz as sentenças. É como se ele dissesse assim: “Eu digo isso” - “Aprendeu?” - “Então pratique!”. Paulo não faz rodeios, e nem permite que seus leitores e ouvintes percam tempo com filosofias vãs (I Co 1.17). Dos versos quinze a vinte e três, do capítulo seis, Paulo continua ensinando sua comunidade leitora sobre a santidade e a urgência de abandonar o pecado, pois tanto uma quanto a outra terminam com consequências eternas. O tema hipotético levantado aqui é: v. 15 - “Agora que não estamos, mas sob a lei, e sim sob a graça, pecaremos mais?” A resposta é peremptória: “De forma alguma”. Agora, dos versos dezesseis a vinte e três, degustaremos das mais imponentes e importantes respostas de tal indagação: Por quê não? 1 - Aquilo que a pessoa pratica, mostra a quem ele serve. Ou seja, se uma pessoa vive na prática do pecado, seu senhor é o mau. Se uma pessoa pratica a verdade ela é serva da justiça. 2 - Reconhecendo os divinos feitos, Paulo agradece a Deus pelos crentes em Roma, pois, Deus os ajudou a deixarem os pecados que antes praticavam e se dedicarem a verdadeira vida que agrada ao Senhor. 3 - Por causa disso, é inquestionável dizer: Toda pessoa liberta da escravidão do pecado é feita escrava da justiça. Ou seja, escravo de Cristo! 4 - As consequências do pecado são vergonhosas e mortuárias. Tais, já não mais fazem parte da vida desses crentes. 5 - O crente liberto vive para frutificar e glorificar a Deus. No fim do texto, Paulo deixa bem claro: “O salário do pecado é a morte”. Que informação dura. Aqueles que persistirem no caminho da desobediência, e forem impenitentes, continuarão mortos e conhecerão a condenação eterna. “... mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. Por outro lado, o justificado, gratuitamente recebe de Deus a vida eterna.
A ICRB é uma igreja evangélica, bíblica e reformada. Tem como missão levar os ensinamentos do Senhor Jesus Cristo. Cremos que Jesus é o único que pode nos reconciliar com Deus e nos conduzir no caminho da paz, da fé e da alegria. Também na necessidade de nos reunirmos em comunhão e oração. Você e sua família são muito bem-vindos!
domingo, 31 de dezembro de 2023
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