sábado, 31 de dezembro de 2022

 


Aprendemos com o Sermão do Monte meditado até aqui (Mt 5.1-48;6.1-18), que o difícil da prática do jejum, o difícil da vida piedosa não é o exercício do mesmo, mas a obrigação de domar o coração que é desejoso por sendas gloriosas. O Sermão do Monte é um grasnar de Deus aos discípulos. O Sermão do Monte é a forma mais explícita de entender sobre as necessidades de mudanças na vida dos discípulos. João Calvino e D. A. Carson amalgamaram muito bem o que estou tentando expor aqui. Assim eles disseram: “O golpe de Mateus 6.1-18 é humilhante. A exigência da justiça de Mateus 5 é complementada pela insistência em que essa justiça nunca deve ser confundida com ostentação de piedade, com fingimento de santidade”. “O [contexto] jejum deve quebrantar e romper os corações e não a roupa”. Resumidamente, o discípulo de Jesus é convocado para se esconder e revelar ao Cristo de Deus. Olhando agora de forma imediata para o texto que meditaremos hoje, alguns ensinamentos pululam em nossos corações: 1 – O discípulo deve ter o [contexto] jejum na sua vida 2 – A vida piedosa do discípulo de Jesus, principalmente sobre o [contexto] jejum, deve ser anômala aos religiosos coetâneos 3 – O silêncio e a discrição do discípulo de Jesus, no ato do [contento] jejum, deve ser uma símile do secreto de Deus. 4 – A melhor recompensa para um discípulo de Cristo é saber que o Deus que está no secreto, tem prazer em se relacionar com os simples discípulos. As proposições supracitadas nos apontam para o macro do texto. De forma alguma é exaustivo. A Palavra de Deus, por causa do Santo Espírito, tem o poder de se renovar dia após dia na vida do crente. Por isso, ao meu ponto de vista, dizer ser exaustivo em algo bíblico, talvez seja uma pretensão ímpia ou escalafobética. O Texto meditado, Mt 6.16-18, o narrador nos apresentam verdades que impactaram e robusteceram a vida dos discípulos que ali estavam, da mesma forma, a comunidade leitora, e espero que também, nós sejamos instruídos. O texto estabelece três grandes instruções: 1 – Os discípulos deveriam, nos momentos oportunos, jejuarem 2 – A prática do [contexto] jejum dos discípulos deve ser discrepante dos religiosos contemporâneos de Jesus 3 – Os discípulos receberiam a recompensa direta do próprio Deus. Indo por partes, o primeiro ensino aponta para Jesus e seus discípulos, nos ensinando que tudo tinha seu tempo. Ou seja, Jesus deixa claro que tanto seu desejo, como sua instrução para os discípulos, era que eles vivessem o [contexto] jejum. Por que tempo, hora? Mt 9.14,15; Jesus ensina que não é em todo momento, lugar, circunstância que deve-se jejuar. Os discípulos aprenderam isso. Hoje, também devemos aprender e praticar. O segundo ensino abduz os discípulos de práticas exibicionistas. Jesus aponta para o erro dos religiosos e diz para seus discípulos: Façam diferentes. Naquela época, os religiosos ficavam sujos de cinzas, não penteavam os cabelos e nem lavavam o rosto. Assim, visivelmente eram reconhecidos e adjetivados. Recebiam glórias humanas. Jesus instruiu seus discípulos ao antônimo; (v.17,18) “Tu, porém, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto, com o fim de não aparecer aos homens que jejuais, e sim ao Pai”. Semelhante aos discípulos, assim devemos nos portar; “nada” para reconhecimento dos homens; tudo para a glória de Deus. Por último, e não menos importante; recompensa! O texto fala sobre discípulos que praticam o ensinado pelo Mestre, e aponta para recompensa. Podemos dizer: Força, humildade, quebrantamento, persistência, produtividade, destemor, piedade, santidade e vida com Deus... Assim foram os verdadeiros discípulos recompensados em tempos idos. Assim sejamos nós.

domingo, 25 de dezembro de 2022

 


Esse dezembro de dois mil e vinte e dois se destacou de todos que já passamos juntos. Primeiro, estamos bem mais distantes da COVID-19. Puxa vida, que dias difíceis, e que situação inusitada tivemos que passar. Tanto com afastamentos, perdas, e alguns resultados muito tristes para as famílias, igrejas e sociedade. Segundo, e talvez o meu maior destaque. Nesse dezembro, dominicalmente, nossas pregações foram dedicadas ao natalício de Jesus. E nitidamente foi uma bênção! Alguns erros que muitos estavam cometendo, após as instruções da Palavra, deixaram de cometer. Muitas práticas edificantes e bíblicas, que muitos não faziam, começaram a fazer. E o principal; Cristo, o menino Jesus, permanece como o celebrado, o adorado do natal. Nós, como igreja, graças ao nosso Bom Deus, evoluímos nesse ponto. Nossas meditações do natal aconteceram sob a égide de três perguntas: 1 – Quem é o celebrado do dia vinte e cinco de dezembro? 2 – Como devem acontecer as celebrações no dia vinte e cinco de dezembro? 3 – O que o natal significa para nós, igreja de Jesus? Graças a Deus, concluímos quase todo o conteúdo. Afirmamos de forma peremptória: Jesus é o Celebrado do dia vinte e cinco. Ainda, fomos numa caminhada clara e o máximo abrangente possível sobre as celebrações. Três pontos importantes ficam sobre este ensino: 1 – Devemos fazer diferente do mundo. Diferentes de muitos “irmãos”, e até, muito diferente do que estávamos fazendo antes. 2 – Devemos entender que Jesus é celebrado por diversos, até ímpios, o exemplo disso foram os magos (Lc 2.8-20). E, até com tais, podemos aprender. 3 – O crente celebra semelhante a Simeão (Lc 2.25-35). A última pergunta obriga-nos a concentrar no significado do natal. Ou seja, o que Deus quis dizer com o nascimento de Jesus. A resposta aqui é bem plural, mas nos limitamos em: 1- Com o nascimento de Jesus, Deus deixou bem claro, não só para sua igreja, mas para todo o mundo, que sua Palavra é verdadeira e fiel. As promessas antigas se cumpriram, e principalmente a vinda do Messias de Deus. 2 – Natal significa salvação. Nasceu aquele que é o Salvador do povo de Deus (Mt 1.21). Hoje trataremos sobre este último ponto; a alegria da salvação que é demonstrada no natal. Dois grandes sentimentos devem transitar no coração do crente fiel. 1 – Eu sou salvo. O Menino Jesus é a comprovação da minha salvação, que foi predita em tempos idos. 2 – Muitos desconhecem essa salvação. Celebram Jesus por demanda interpessoal. Essa condição humana, deve obrigatoriamente conduzir os salvos aos mais profundos momentos de interseção. A salvação não é sinônimo de inércia. Do contrário, o relacionamento de servidão a Jesus obriga o salvo, todos os dias da sua vida, sempre querer o bem, o renovo, um avivamento e a salvação dos perdidos. Uma certeza muita clara aos olhos dos que estão na igreja hoje é: Fui um perdido, agora, por causa da graça inexplicável, sou salvo.

sábado, 24 de dezembro de 2022

O que será que exatamente estava acontecendo há mais ou menos 2022 anos atrás? A nossa imprecisão deve aguçar e fertilizar nossa imaginação. Ao estipularmos uma nova datação para o calendário mundial, por causa do nascimento do menino Jesus, o próprio Jesus nasceu, se não me engano, +- 5 ou 6 anos a.C. Os fatos foram narrados, e muito nem narrados, mas, os detalhes não estão disponíveis para o estudioso da Bíblia. Ousadamente, e sem o istmo do perigo das heresias, vamos tentar encontrar José, Maria, e o menino Jesus agora, dia 24 de dezembro. Lucas, no capítulo dois, relata os passos que foram dados pelos pais, quando Maria ainda estava grávida. Detalhe, provavelmente, esse relato começa já bem avançado nas semanas, provavelmente na quadragésima semana de gravidez ou mais. Por que isso? No verso um do capítulo dois, Lucas começa sua narrativa enquadrando a família, no tempo e na história; diz assim: “Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se”. O termo de abertura é abrangente; naqueles dias. Não conseguimos datar, nem comensurar tempo aqui. Sabemos que o propósito de Lucas era enquadrar o nascimento com um fato histórico e com um personagem destaque. E assim foi feito. De Nazaré à Belém, são 130 ou 150 km de distância. Não existia carro, metrô, trem bala, ônibus e nem avião. José e Maria foram a pé. Certamente Maria foi sobre o lombo de algum animal de carga ou carroça, não sei. Estipula-se que, provavelmente essa viagem durou entre quatro e cinco dias. Se entendermos que, o período gestacional era avançado, e a viagem foi difícil e bem impertinente para uma parturiente, certamente entenderemos o motivo do parto imediato, ou quase imediato na chegada deles em Belém. Em tempos idos, não se viajava durante a noite. Sabe-se que nas estradas e caminhos dos desertos de Israel duas coisas são patentes; Escuridão extrema e muito fria. Durante a noite abrigasse, alimenta os animais, fogueiras e descanso. Se for assim, provavelmente a família real chegou a Belém durante o dia. Mais provavelmente indo para uma tardezinha. A madrugada do dia 24 para 25 nasceu o salvador do Mundo. Final da tarde, desabrigados, temerosos, e em trabalho de parto. O primeiro lugar foi o mais propício e ali nasceu nosso Rei. Lucas e Mateus nos liga ao fato de imediato com os magos; madrugada, parados, cercados e observando o céu “Havia, naquela mesma região, pastores que viviam nos campos, e guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite”; “Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém. E perguntaram: Onde está o recém-nascido Rei dos Judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo” (Lc 2.8; Mt 2.1,2). Acredito, que com todo o zelo e cuidado do mundo, não será errado dizer que, se estamos falando exatamente do dia 24 de dezembro, e esse dia foi o dia da chegada. José e Maria estavam cansados, sobrecarregados, cheios de receios por causa de tudo que já sabiam do menino, e claramente precisavam de um lugar seguro e adequado para o parto. Então, o dia 24, nesse período que estamos aqui meditando é momento de muitas, muitas e muitas emoções na família real. Eu sou igreja. Eu sou filho, fui adotado, chamado de forma irresistível pelo próprio Deus. Como devo me portar nesse dia contemplativo? Admiração, perplexidade e louvores; por quê? Simples! Aquilo que havia sido prometido, profetizado e narrado por milhares de anos, estavam acontecendo. E uma viagem, muitas dificuldades, muitos perigos, muitas dores, tantos e tantos problemas não impediram cumprir o propósito de Deus. Os fatos que antecederam o nascimento do Menino Jesus nos mostra que Deus Rege o mundo soberanamente. Ele falou? Vai se cumprir. Ele prometeu? Vai acontecer. Hoje, em especial para nós, igreja, é dia de sabermos algo importantíssimo; muitas vezes, antes da chegada das bênçãos de Deus, as dificuldades serão tão grandes, tão difíceis e tão insuportáveis, que muitos de nós abriremos mão. Como agir com sabedoria diante desses fatos das nossas vidas? Devemos busca similitude a pessoa de José e Maria. Passaram por indizíveis bocados até aqui, mas, fortalecidos pelo Espírito Santo, persistiram...

DISTANTES DE DEUS

O homem vive num constante labirinto competitivo. A luta entre os pares é para chegar ao maior conhecimento reconhecido. Colocar o nome no f...