Aprendemos
com o Sermão do Monte meditado até aqui (Mt 5.1-48;6.1-18), que o difícil da
prática do jejum, o difícil da vida piedosa não é o exercício do mesmo, mas a
obrigação de domar o coração que é desejoso por sendas gloriosas. O Sermão do
Monte é um grasnar de Deus aos discípulos. O Sermão do Monte é a forma mais
explícita de entender sobre as necessidades de mudanças na vida dos discípulos.
João Calvino e D. A. Carson amalgamaram muito bem o que estou tentando expor
aqui. Assim eles disseram: “O golpe de
Mateus 6.1-18 é humilhante. A exigência da justiça de Mateus 5 é complementada
pela insistência em que essa justiça nunca deve ser confundida com ostentação
de piedade, com fingimento de santidade”. “O [contexto] jejum deve quebrantar e
romper os corações e não a roupa”. Resumidamente, o discípulo de Jesus é
convocado para se esconder e revelar ao Cristo de Deus. Olhando agora de forma
imediata para o texto que meditaremos hoje, alguns ensinamentos pululam em
nossos corações: 1 – O discípulo deve ter o [contexto] jejum na sua vida 2 – A vida
piedosa do discípulo de Jesus, principalmente sobre o [contexto] jejum, deve
ser anômala aos religiosos coetâneos 3 – O silêncio e a discrição do discípulo
de Jesus, no ato do [contento] jejum, deve ser uma símile do secreto de Deus. 4
– A melhor recompensa para um discípulo de Cristo é saber que o Deus que está
no secreto, tem prazer em se relacionar com os simples discípulos. As
proposições supracitadas nos apontam para o macro do texto. De forma alguma é exaustivo.
A Palavra de Deus, por causa do Santo Espírito, tem o poder de se renovar dia
após dia na vida do crente. Por isso, ao meu ponto de vista, dizer ser exaustivo
em algo bíblico, talvez seja uma pretensão ímpia ou escalafobética. O Texto
meditado, Mt 6.16-18, o narrador nos apresentam verdades que impactaram e
robusteceram a vida dos discípulos que ali estavam, da mesma forma, a
comunidade leitora, e espero que também, nós sejamos instruídos. O texto
estabelece três grandes instruções: 1 – Os discípulos deveriam, nos momentos
oportunos, jejuarem 2 – A prática do [contexto] jejum dos discípulos deve ser
discrepante dos religiosos contemporâneos de Jesus 3 – Os discípulos receberiam
a recompensa direta do próprio Deus. Indo por partes, o primeiro ensino aponta
para Jesus e seus discípulos, nos ensinando que tudo tinha seu tempo. Ou seja,
Jesus deixa claro que tanto seu desejo, como sua instrução para os discípulos,
era que eles vivessem o [contexto] jejum. Por que tempo, hora? Mt 9.14,15;
Jesus ensina que não é em todo momento, lugar, circunstância que deve-se
jejuar. Os discípulos aprenderam isso. Hoje, também devemos aprender e
praticar. O segundo ensino abduz os discípulos de práticas exibicionistas.
Jesus aponta para o erro dos religiosos e diz para seus discípulos: Façam
diferentes. Naquela época, os religiosos ficavam sujos de cinzas, não penteavam
os cabelos e nem lavavam o rosto. Assim, visivelmente eram reconhecidos e
adjetivados. Recebiam glórias humanas. Jesus instruiu seus discípulos ao
antônimo; (v.17,18) “Tu, porém, quando
jejuares, unge a cabeça e lava o rosto, com o fim de não aparecer aos homens
que jejuais, e sim ao Pai”. Semelhante aos discípulos, assim devemos nos
portar; “nada” para reconhecimento dos homens; tudo para a glória de Deus. Por
último, e não menos importante; recompensa! O texto fala sobre discípulos que praticam
o ensinado pelo Mestre, e aponta para recompensa. Podemos dizer: Força,
humildade, quebrantamento, persistência, produtividade, destemor, piedade,
santidade e vida com Deus... Assim foram os verdadeiros discípulos recompensados
em tempos idos. Assim sejamos nós.


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