domingo, 4 de junho de 2023


 Certamente esse é um dos textos mais duros de toda a Bíblia. Sua contundência não se dá por violências, exposições frívolas ou práticas ruins explícitas acontecendo, principalmente, com pessoas indefesas. O texto é inexorável, ele mostra a vida e comportamento daqueles que não fazem parte da família de Deus. Como é indecorosa a vida dos ímpios. Ao nos depararmos com esse texto, imediatamente nos assustamos, pois, para a maioria dos crentes dos dias de hoje, conviver próximo de ímpios é uma realidade. Verdade esta, que muitas vezes, a maioria esmagadora dos crentes não conseguem perceber na vida dos seus vizinhos tais práticas e tal condição deteriorante na moral. Mas ao olharmos para as palavras do apóstolo Paulo, nos arrepiamos, e de certa forma, nos afligimos por causa dos nossos, que estão sob a ira de Deus. O texto que iremos meditar (Rm 1.18-32), fecha o capítulo primeiro do livro de Romanos. Os dezessete primeiros versículos do capítulo um, são a demonstração da graça de Deus de forma muito plural. Deus, usando Paulo em vários posicionamentos na abertura dessa carta, aponta para o clímax do livro, sendo bem claro que o poder de Deus para a salvação, se revela através do evangelho, sendo instrumentalizada pelo Espírito Santo. Até aqui; graça e justiça para salvação. Destarte, Deus ministrar nos corações o evangelho e produz justificação - mudança de vida! De agora em diante, Paulo relata o ímpio descendo ladeira abaixo rumo ao mais profundo abismo infernal. Como? Trocarem e desprezarem a Deus. Substituindo a verdade de Deus por mentiras humanas. E tal mentira, possuindo em si um peso de âncora, instante a instante, o homem ancorado dirige-se para a profunda morte. Os versos que serão ministrados hoje, são antagônicos aos versos dezesseis e dezessete. Nos dois últimos versos, Paulo, centralizando toda a mensagem de sua carta, diz claramente que Deus fez do evangelho poder para salvação. E, através do Santo Espírito, usa o evangelho para justificar e chamar filhos para vida eterna. Claramente vemos vidas transformadas. Do verso dezoito em diante, Paulo mostra a condição dos homens que vivem separados de Deus. Longe da justificação. Cheios de ódio contra o evangelho. Criadores das suas próprias verdades e independentes do Deus único. Não que tais homens não tenham vida cúltica. Pelo contrário, eles possuem, mas, o alvo de suas adorações são objetos formados por mãos humanas, e adornados pelas mais porcas elucubrações idólatras. Os pontos que iremos meditar hoje são: 1 - Homens que se encontram sob a ira de Deus. Quem são esses homens? Ímpios. Pessoas que escolheram abafar, sufocar, estrangular e reter a verdade de Deus substituindo por suas INjustiças e IMpiedades. Negaram a Deus todo poderoso, mesmo sabendo que tudo que eles olham é obra dEle. 2 - Auto propagadores de suas sabedorias, cegos e abafados, fizeram da idolatria a referência mais excelsa de suas vidas. Podemos dizer que são pessoas (a)religiosas? De forma alguma, são muito religiosas. Contudo, suas religiões são passaportes infernais. 3 - A mistura de desleixo, cegueira, soberba e idolatria, trouxe a eles uma punição indizível: foram entregues, foram abandonados… Deus agora entregou tais homens para que, eles mesmos, numa busca por satisfação na imundície, troquem as relações naturais, ou seja homem e mulher. Agora, soltos e entregues aos seus próprios corações, irão conspurcar homens com homens, e mulheres com mulheres. 4 - Por último, o apóstolo alcança a totalidade dos ímpios; Todos entregues a uma disposição mental suja e cada dia mais inclinada para pensamentos e práticas pecaminosas. Diante de tal realidade humana afastada de Deus, nos compete: 1 - Ficarmos cada dia mais próximos de Deus. Contemplando e conhecendo cada dia mais as verdades celestiais. 2 - Intercedermos pelos ímpios. Nos lembrando de Mt 5.4 “BEM-AVENTURADOS os que choram, porque serão consolados”. Um choro evangelístico. Um choro de compaixão. Um choro de misericórdia.

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